Essa imagens são de 1949 – Égua da Saudade: O Bar da Condor era Só o Filé na Belém de Antigamente!
Fala, parente! Te acomoda aí na rede que hoje eu vou te contar uma história que é pai d'égua. Tu sabia que muito antes de tu ficares perambulando pelo aeroporto de Val-de-Cans, a elite de Belém tomava uma gelada vendo avião pousar na beira do rio? Pois é, mano, te orienta que eu vou falar do lendário Bar da Condor!
O Point da Pavulagem
Ali pelas décadas de 30 e 40, o Bar da Condor era o lugar onde a galera da pavulagem se reunia. Fica ali na Praça Princesa Isabel, no bairro da Condor (ou Cremação, pros íntimos). O nome não é por acaso não, leso! É porque ali ficava a estação dos hidroaviões da tal empresa Sindicato Condor.
Imagina a cena: não tinha essa de sala de embarque fechada no ar-condicionado não. O Bar servia de sala de espera VIP. O caboclo chegava, pedia uma cerveja estalando de gelada e ficava de bubuia, só esperando a hora de embarcar ou vendo quem chegava de viagem. Era só o filé!
Ventilado que só!
O lugar era bacana demais. Como tu podes ver nas fotos antigas, era um pavilhão todo aberto, pegando aquele ventinho doce da Baía do Guajará. Tinha umas mesas redondas e aquelas cadeiras de ferro que aguentavam qualquer banzeiro.
A turma ia pra lá não só pra viajar, mas pra fazer social. Era intelectuais, boêmios e a nata da sociedade paraense, tudo ali, trocando um lero lero, apreciando o pôr do sol e ficavam de mutuca nos hidroaviões pousando na água. Era uma modernidade que deixava qualquer um abestalhado.
As Luminárias que são o Bicho
E tu já reparaste naquelas luminárias da Praça Princesa Isabel? Égua, mano, aquilo é patrimônio histórico! Elas têm um estilo Marajoara misturado com Art Déco que é di rocha. Os traços geométricos inspirados na cerâmica dos nossos ancestrais mostram que a nossa cultura sempre foi chique e moderna.
Resumindo a ópera: O Bar da Condor era o lugar onde o caboclo se sentia na Europa, mas com o calor e a beleza da nossa Amazônia. Quem viveu, viveu. Quem não viveu, fica só na saudade das fotos, porque o lugar já era, mas a história a gente não deixa morrer nem a pau!
Gostou? Então não te faz de doido e compartilha com a tua galera!
Glossário Paraense do Artigo:
Parente: Termo utilizado para cumprimentar com cordialidade o nativo.
Pai d'égua: Algo muito legal, excelente.
Perambulando: Quando a pessoa não tem paradeiro certo.
Pavulagem: Se a pessoa tá se achando, ostentando ou se exibindo.
Leso: Cara sem noção, abestalhado.
De bubuia: Tranquilo, relaxado (termo usado para algo boiando na maré).
Só o filé: Aquilo que é o máximo, mais do que legal.
Bacana: Legal, bonito.
Lero lero: Jogar conversa fora.
Já era: Acabou, encerrou.
Galera: Turma de amigos.
























