Anatomia da Resiliência Política: Uma Investigação Multidisciplinar sobre o Comportamento Eleitoral Brasileiro

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Disponibilizamos o Artigo em Português do Brasil e Em Português Paraense

O Nó Cego da Urna: Por que o povo não larga o osso?

Olha já, esse negócio de votar no Brasil não é só escolher um síndico pro prédio, não. É um “mosaico discunforme” de heranças que vem desde o tempo que o vento fazia a curva. O povo se identifica com o político lá no fundo do “côro”, numa conexão que nem o “visagem” explica direito.

 

Por que o líder fica “Só o Filé” mesmo na crise?

Pode vir “toró”, “pé d'água” ou escândalo de corrupção, que o caboco continua lá, “duro na queda”. Isso não é sorte nem “migué”, é um mecanismo que “embioca” o eleitor com o seu líder, criando uma blindagem que nem “cacete” de bater roupa tira.

 

  • Raízes do Caboco: O voto vem de uma história “enrabichada” com o passado, cheia de costumes da nossa terra.

     

  • Blindagem de Rocha: O apoio popular é “maceta”, resistindo até quando a mídia tenta “malinar” a imagem do cara.

     

  • Comunicação Estratégica: Os caras usam umas táticas que “aplicam na mente” do sujeito, mexendo com o inconsciente coletivo.

  • Polarização Invocada: No cenário atual, tá todo mundo “invocado”, cada um no seu lado, defendendo seu peixe até o tucupi.

     

O que a gente quer é desmembrar esse “treco” todinho, espiando pela lente da sociologia e da psicologia pra entender o que sustenta essa popularidade toda quando o clima tá “neurado”.

Égua, mano, tu queres saber de onde vem esse costume do povo de votar no “político-pai”, né? O negócio é antigo, vem lá do tempo que o vento fazia a curva, e tá enrabichada na nossa história de um jeito que nem o tucupi sai da unha.

 

Olha só como esse “rolo” começou e por que o caboco ainda vota assim:

 

O Lastro do Passado: Mandonismo e o Estado como Quintal de Casa

Para entender o voto no Brasil, primeiro tem que fazer um mergulho nas raízes da nossa formação, lá no tempo dos portugueses e da escravidão, que criaram essa cultura de “personalismo”. O tal do patrimonialismo é quando o governante acha que o Estado é o jirau da casa dele, onde ele manda e desmanda como se fosse dono de tudo.

 

Essa estrutura não sumiu com o tempo, ela só se “indireitou” pra parecer moderna, mas continua com aquela “maligneza” do mandonismo e do clientelismo que molda a cabeça da galera.

 

O “Homem Cordial” e o Líder que é o Bicho

Nesse cenário, aparece a figura do “homem cordial”. Mas não te engana, não é que o caboco é legal, é que ele decide as coisas pelo coração e pela amizade, e não pela regra fria da lei. O eleitor não quer um técnico “meia tigela”, ele busca um protetor, um “parente” que resolva a vida dele e seja um mediador de favores.

 

O líder carismático vira o “redentor”, aquele que navega no “casco” por águas turvas pra salvar o povo de um sistema que parece distante e “escroto”.

 


  • Herança de Rocha: A gente carrega esse costume de querer um líder que mande em tudo, tipo o pai que diz “tu já se governa” quando o filho se rebela.

     

  • Boca Miúda: No interior, a política corre na “boca mole”, onde o favor vale mais que o projeto.

     

  • Líder Invocado: O povo gosta de quem tem “pulso”, de quem peita as coisas e não leva desaforo pra casa.

    Só o Filé: Quando o político faz uma graça pro povo, ele vira “o bicho” e a galera não larga mais.

    Tabela 1: Evolução dos Conceitos de Dominação e Liderança no Brasil

    Período HistóricoConceito DominanteMecanismo de PoderImpacto no Comportamento Eleitoral
    Colônia ao ImpérioPatriarcalismo / PatrimonialismoAutoridade pessoal do senhor; posse do Estado como bem privado.1Voto inexistente ou restrito; lealdade ao “senhor” de terras.
    República VelhaCoronelismo / Mandonismo“Voto de cabresto”; currais eleitorais e troca de favores.4Voto como mercadoria de troca por proteção ou subsistência física.
    Era Vargas ao PopulismoPopulismo CarismáticoIdentificação direta entre líder e massa; concessão de direitos.6Líder como “Pai dos Pobres”; criação de vínculos afetivos duradouros.
    Democracia Pós-1988Presidencialismo de Coalizão / Personalismo DigitalAlianças partidárias somadas ao marketing de imagem e redes sociais.8Voto baseado em identificação arquetípica e polarização afetiva.10

    O Político “Pai d'Égua” e a Blindagem do Povo

    Quando o apoio do eleitor é baseado naquela fé cega no carisma do líder — aquele que o povo acha que é o bicho —, cria-se uma tal de “sujeição íntima”. O caboco para de acreditar nas regras e na justiça pra acreditar só no que o “chefe” diz.

     

    • É mermo é?: Se estoura um escândalo de corrupção ou o governo dá prego, o eleitor fiel não acha que é erro ético.

       

    • Marca e Chora: Pra essa galera, qualquer denúncia é vista como perseguição dos adversários, os enxeridos, querendo derrubar o “redentor” do povo.

       

    • Tapar o sol com a peneira: O pessoal prefere ignorar a verdade óbvia pra defender o seu escolhido.

       

    • Te sai, lazarento: Quem critica o líder logo é chamado de escroto ou boca mole pela base fiel.

       

    No fim das contas, a confiança vira uma coisa de “parente”, onde a emoção manda mais que a razão e o líder vira só o filé, não importa a bandalheira que apareça.

    A Elite do Atraso e a Galera que Fica no Vácuo

    Tem um estudioso que diz que esse papo de “patrimonialismo” é muita pavulagem da elite pra falar mal do Estado e lamber o mercado. O que manda mermo é a herança da escravidão, que dividiu o povo entre os “bacanas” e a “ralé brasileira”.

     

    • O Grito da Galera: Essa parte do povo, que sempre foi tratada como escrota e deixada de lado, vota buscando ser gente, querendo dignidade.

       

    • Líder que é o Bicho: Quando aparece um político que valida essa turma, ele vira o bicho e ganha uma lealdade que não acaba mais.

       

    • O Papo da Corrupção: Pro caboco que tá brocado e sofre todo dia, a corrupção parece coisa de todo mundo. Ele acaba preferindo quem “rouba mas faz” ou “olha por nós”, porque ele acha que a elite é tudo enxerida e hipócrita.

       

    • Blindagem de Rocha: Se o líder é visto como o único que peita a “elite do atraso”, a base dele fica dura na queda contra qualquer fofoca da mídia, que o povo acha que é só boca miúda dos poderosos.

      A Psicologia do Voto: O Coração manda no Juízo

      A propaganda eleitoral não é “migué”, ela mexe com as emoções da galera. O eleitor busca no líder alguém que se pareça com ele, um “parente” pra seguir. Muitas vezes, um comercial bem feito, que desperta um sentimento pai d'égua, vale muito mais do que qualquer plano de governo cheio de conversa técnica.

       

      Arquétipos: As Visagens do Inconsciente

      O marketing político, que é escovado que só ele, usa os “arquétipos”. São imagens que todo mundo entende sem precisar de explicação, como se fosse uma visagem que aparece pra todo mundo ao mesmo tempo.

       

      Nas eleições, os candidatos se vestem com essas “máscaras” pra ganhar a confiança do povo:

      • O Herói/Redentor: Aquele que vem pra salvar o povo do toró e da maligneza.

         

      • O Pai/Protetor: Aquele que cuida de todo mundo, como se fosse o dono do jirau da casa.

         

      • O Rebelde: Aquele que é invocado, que peita o sistema e não leva desaforo pra casa.

         

      Essa conexão emocional cria uma “blindagem” tão maceta que o eleitor fica duro na queda, defendendo seu candidato mesmo quando a fofoca da mídia tá discunforme.

       


      • Identificação de Rocha: O povo quer se ver no político, quer alguém que coma chibé e tome tacacá como eles.

         

      • Papo Furado?: Plano de governo muitas vezes vira lero-lero perto de uma propaganda que faz o caboco se emocionar.

         

      • Te Mete, Mano: O marketing usa essas imagens pra fazer o candidato parecer só o filé e o adversário parecer um miserável.

        Tabela 2: Arquétipos e Percepção dos Eleitores em 2022

        CandidatoArquétipo PredominanteCaracterísticas PercebidasEfeito Psicológico
        Jair BolsonaroGovernante (Ruler)Autoridade, ordem, controle, rigidez, defesa de hierarquias.11Sensação de segurança para quem teme a desordem social ou moral.
        Luiz Inácio Lula da SilvaCara Comum (Regular Guy)Simplicidade, pertencimento, empatia, origem popular.11Sensação de representatividade para quem se sente marginalizado ou “invisível”.

        O Vínculo de Rocha: Identidade que não Verga

        A força desses arquétipos tá em ligar o eleitor direto no coração, sem passar pela razão. Quando o cara se sente representado pelo “Cara Comum” ou protegido pelo “Governante”, ele cria um nó cego de identidade que não desata nem com cacete de bater roupa. Se alguém vem com lógica pra cima dele, o caboco nem te escuta.

         

        A “Potoca” que a Mente Conta: Viés de Confirmação

        Pra não sofrer quando o líder faz besteira, a mente do sujeito vira uma gareira cheia de desculpas:

         

        • Viés de Confirmação: O eleitor só dá ouvidos pro que é bacana pro lado dele e ignora o resto.

           

        • Racionalização: Em vez de aceitar que o candidato errou, ele inventa que “o sistema tá querendo derrubar o homem” ou que “os outros são ainda piores”.

        • Câmaras de Eco: Nas redes sociais, o cara se embioca num grupo onde todo mundo fala a mesma coisa, transformando a política num “pé de porrada” de “nós contra eles”.

           

        • Boca Miúda Digital: A fofoca corre solta e valida qualquer desculpa, por mais que seja uma potoca.

           

        No fim, o caboco fica invocado defendendo o político, porque admitir o erro dói mais que picada de carapanã.

         


        O Eleitor “Embiocado” na sua Verdade

         

      Tabela 3: Efeitos Comportamentais dos Programas de Transferência de Renda

       

      Tipo de EfeitoMecanismo de AçãoImpacto na Intenção de Voto
      Efeito DiretoGratidão e Reciprocidade: O beneficiário retribui o apoio recebido.27Fidelização ao líder ou partido que expandiu o programa.
      Efeito IndiretoPercepção de Cidadania: O não beneficiário vê o governo como “justo” e inclusivo.27Aumento da popularidade sociotrópica em regiões com muitos beneficiários.
      Aversão ao RiscoMedo da perda: O eleitor evita mudanças que possam ameaçar o recurso.27Resistência a candidatos de oposição que prometem “reformas” drásticas.
      Heurística de AfetoEstabilização do consumo gera otimismo emocional generalizado.23Melhora na avaliação subjetiva da competência do governante.

     

    A “Competência Moral”: Quando o Bem do Vizinho Vira Voto

    Às vezes, tu nem recebeu o auxílio direto, mas o teu chegado, o teu parente ou aquele vizinho que tava brocado conseguiu sair da miséria por causa do governo. Pro juízo do eleitor, isso vale mais que mil discursos técnicos:

     

    • Líder com Coração: O cidadão olha aquilo e já carimba o político como alguém que tem “competência moral”, ou seja, o cara é pulso e olha pelos pequenos.

       

    • Tolerância Maceta: Por causa dessa ação, o eleitor fica muito mais de bubulhaa (tranquilo) e tolera se o governo der algum “prego” ou tiver erro em outras áreas.

       

    • Só o Filé: Se o líder tirou a fome da comunidade, o resto vira malamá, e o povo acaba passando o pano pra qualquer bandalheira administrativa que apareça.

    • Ficar de Mutuca: O povo fica vigiando quem ajuda os seus, e essa gratidão vira uma blindagem que nem toró derruba.

Égua, mano, agora o “fuxico” ficou de alto nível! Trouxemos uns doutores pra explicar esse “rolo” da política, mas vou te contar tudo no nosso amazonês pra tu não ficar leso com tanta palavra difícil.

Se liga no que essa galera cabeça tem a dizer:

 


O Papo dos Doutores: Por que o “Nó Cego” não Desata?

1. Dr. Alberto Carlos (O Cientista Político)

O repórter perguntou por que tem político com uma rejeição maceta que ainda consegue se eleger. O doutor disse que aqui no Brasil o voto é como “a mão e a luva”.

 

  • O Medo do Pior: Quando a galera tá invocada e polarizada, o povo não vota por amor, mas por medo do outro candidato ser mais escroto.

     

  • Moer o Adversário: Os caras usam o tempo de TV pra “assassinar” a reputação do outro, fazendo o oponente parecer um miserável completo.

     

2. Drª Maria Helena (A Psicóloga Social)

Ela explicou por que o eleitor parece que tá com visagem nos olhos e não vê os erros do líder.

 

  • Proteção de Identidade: Não é cegueira, é que o caboco quer proteger o que ele acredita pra não sentir a “dor da dúvida”.

     

  • Potoca Digital: As redes sociais criam as “câmaras de eco”, onde a fofoca vira verdade e qualquer fato contra o líder vira “mentira da oposição” ou migué.

     

  • Ilusão de Sabedoria: O povo acha que manja tudo de economia só porque ouviu o líder falando umas frases simples.

     

3. Prof. Cláudio Gonçalves (O Sociólogo)

Ele falou se esse negócio de tratar o Estado como quintal de casa (patrimonialismo) ainda vale.

 

  • Déficit de Rocha: O sistema ainda funciona na base do favor e do clientelismo, o que é uma maligneza pras instituições.

 

  • O Líder como Única Saída: O povo se agarra no líder carismático porque acha que o resto do governo é muito carrancudo e só serve pra excluir o pobre.

     

  • Resiliência: Mesmo com tanto ataque, o sistema ainda não levou o farelo porque tem umas redes que seguram a onda.

     


A Mesa Redonda dos “Caba Cabeça” no Beiradão

E aí, curumim, tu achas que esses doutores estão falando a verdade ou estão só com “lero-lero” pra cima da gente?

O Populismo no Mundo: Todo Mundo “Enrabichada” no Mesmo Barco

A comparação entre o que aconteceu aqui com o bolsonarismo e lá nos Estados Unidos com o trumpismo mostra que o perfil do eleitor é bem parecido: geralmente é homem, religioso, com uma renda mais bacana ou aquele sujeito que se sente na “privação relativa”. É o cara que fica invocado achando que outros grupos estão ganhando espaço e deixando ele pra trás.

Na América Latina: Onde o Filho Chora e a Mãe não Vê

Aqui pros nossos lados, a democracia sempre foi marcada por esses estados populistas que criaram doutrinas “originais”. Olha só a cambada de antigamente:

  • Varguismo no Brasil: Getúlio Vargas criou escola de como ser o “pai do povo”.

  • Peronismo na Argentina: Os hermanos também entraram nessa onda de líder carismático.

  • Cardenismo no México: Outro exemplo de como a política se molda ao redor de um nome só.

Essas lideranças pegam a galera que tá chegando agora na cidade, muitas vezes sem experiência política, e prometem uns “atalhos” pra pessoa subir na vida e ganhar um dinheiro. É um migué histórico que mobiliza as massas rapidinho, fazendo o líder parecer só o filé.

No fim, o povo se agarra nessas promessas pra fugir da vida ralada, e o político vira o bicho na conta deles.

Tabela 4: Atitudes Populistas — Perspectiva Comparada

Região / PaísDimensão PreponderanteAlvo da RejeiçãoTipo de Liderança
América LatinaAntielitismo“Elite política”, oligarquias, corrupção.40Líder carismático, “redentor” das massas.6
Estados UnidosAnti-imigraçãoGrupos externos, globalismo, minorias.39“Homem forte”, defensor do nativismo.
Brasil (Contexto 2022)Polarização AfetivaO “Inimigo ideológico” (Esquerda vs. Direita).10Arquétipos de “Governante” vs. “Cara Comum”.11

 

Égua, mano, o segredo desses caras pra serem duros na queda é uma pavulagem muito bem feita. Mesmo estando lá no topo, mandando em tudo, eles fazem um migué pra parecer que ainda estão de fora, como se fossem “outsiders”.

 

Se liga como eles mantêm esse lero-lero pra enganar o pessoal:

 

  • Papo de “Outsider”: O líder se finge de simples, tipo um caboco do interior, pra dizer que não faz parte da “panela” dos poderosos.

     

  • Combate às Elites: Ele vive dizendo que tem uma elite enxerida e carrancuda que não deixa o povo progredir.

     

  • Retórica Invocada: Mantém um discurso invocado, fazendo o eleitor acreditar que ele é o único que peita o sistema por “nós”.

     

  • Culpando os Outros: Se algo dá errado e o governo dá prego, ele logo diz que a culpa é dos outros que estão atrapalhando o avanço do povo.

     

No fim, o caboco se sente representado por esse “briguento” e acha que ele é o bicho, mantendo a lealdade lá no alto.

O “Pé de Porrada” de 2026: Quem vai ganhar o eleitor?

O cenário pra 2026 indica que a briga não vai ser só entre as “galeras” apaixonadas. O segredo vai ser quem consegue ser menos invocado e baixar a rejeição pra conquistar aquele eleitor que tá no meio do caminho.

 

  • Fadiga Eleitoral: Com os grandes líderes com rejeição de quase 50%, o povo tá ficando momonado dessa briga e pode querer um “fato novo” que fuja dessa guerra moral.

     

  • Voto Envergonhado: Em 2022, teve muito caboco que ficou encabulado e não dizia em quem votava por medo de confusão, enquanto a outra base era só pavulagem e barulho.

     

  • Nós contra Eles: A polarização tá tão neurada que votar virou um “referendo ético”, onde o objetivo é “passar o sal” no adversário a qualquer custo.

     

  • Ficar de Mutuca: O eleitor intermediário tá só espiando, esperando alguém que fale sem embaçamento e resolva os problemas de verdade.

No fim das contas, 2026 vai ser o ano de ver quem tem mais pulso pra unir o povo ou quem vai continuar só no lero-lero da divisão.

O Veredito do Caboco: Por que o Líder não “Leva o Farelo”?

A investigação mostrou que a força desses políticos não é visagem nem sorte, é um produto de forças antigas e do juízo do povo, tudo adaptado pro nosso “amazonês”.

 

As Colunas que Seguram o Jirau:

  • Herança de Rocha: O tal do patrimonialismo e o personalismo criaram um eleitor que busca um “pai” ou um “parente” no líder. Por causa desse vínculo de afeto, o caboco acaba sendo de bubulhaa (tolerante) com as falhas éticas do político em troca de proteção ou de ser reconhecido como gente.

     

  • Defesa da Identidade: Por causa da polarização invocada, o líder vira uma extensão do próprio “eu” do eleitor. Se tu critica o político, o cara sente que tu tá “malinando” com ele e com a galera dele, aí o cérebro já mete um migué pra ignorar o escândalo.

     

  • Engenharia da Pavulagem: O marketing político de hoje é escovado demais. Usa arquétipos e manda mensagem direto no zap de cada um, fragmentando a conversa e escondendo os fatos ruins que estão acontecendo no mundo.

     

  • O Chão do Auxílio: Os programas de transferência de renda criam um laço de gratidão que é uma verdadeira apólice de seguro. Mesmo na crise, esse apoio garante que a popularidade não vai escafeder-se, porque o povo “dá uma forra” pro líder que ajudou a encher o prato.

     

O que Vem por Aí no Rio da Política:

O futuro depende das instituições não ficarem meia tigela e evitarem que o Estado seja capturado totalmente. Enquanto isso, a gente tem que tentar sair dessa “bolha” de fofoca e mentira pra não votar só na emoção. O voto vai continuar sendo um “pé de porrada” entre a razão e o coração, com o líder carismático sendo o centro de todas as nossas esperanças e contradições, enquanto a gente tenta harmonizar o passado de “mandonismo” com a vontade de ser uma democracia pai d'égua.

Referências citadas

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  2. Cultura política patrimonialista e assistência social no Brasil: uma abordagem teórica – Dialnet, acessado em março 28, 2026, https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/6774483.pdf
  3. Sobre o autoritarismo brasileiro – SciELO, acessado em março 28, 2026, https://www.scielo.br/j/rbhe/a/9cbCw45zXZwC9LrKqtv84mS/?lang=pt
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  5. PERSONALISMO, PATRIMONIALISMO E CORONELISMO: UMA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO BRASILEIRO SOB AS ÓTICAS DE SÉRGIO BUARQUE – UEL, acessado em março 28, 2026, https://www.uel.br/revistas/lenpes-pibid/pages/arquivos/8%20Edicao/3%20ALINE%20ALMEIDA.pdf
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  23. HEURÍSTICAS, CONTEXTO E DECISÃO: ECONOMIA COMPORTAMENTAL NO BRASIL, acessado em março 28, 2026, https://www.editoracientifica.com.br/books/chapter/heuristicas-contexto-e-decisao-economia-comportamental-no-brasil
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  28. 1 1. INTRODUÇÃO A arte de contar histórias consiste em relatar eventos de modo a despertar o interesse do receptor pelo conte, acessado em março 28, 2026, https://periodicos.unievangelica.edu.br/index.php/cientifica/article/download/6811/5036
  29. O uso das mídias sociais nas campanhas eleitorais … – SciELO, acessado em março 28, 2026, https://www.scielo.br/j/rbcpol/a/TsmbKCcpgQW8dRWLNd8vfZR/?format=pdf&lang=pt
  30. Estratégias comunicativas para a (des)construção da imagem pública: a política de imagem no contexto de campanhas eleitorais – Dialnet, acessado em março 28, 2026, https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/6067125.pdf
  31. Contexto histórico do marketing político no Brasil: das manifestações de 2013 até a campanha presidencial de 2022 – idUS, acessado em março 28, 2026, https://idus.us.es/bitstreams/0312e428-8807-448a-ba13-15effd4516ed/download
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  34. Utilização da Internet e Redes sociais nas eleições presidenciais: análise do caso brasileiro em 2018 – Agenda Pós-Graduação, acessado em março 28, 2026, https://agendapos.fclar.unesp.br/agenda-pos/ciencias_sociais/6024.pdf
  35. O que elege um presidente com Alberto Carlos Almeida | Podcast Matéria Bruta – YouTube, acessado em março 28, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=pYLXtLSMnWo
  36. Cientistas políticos falam sobre sistema partidário-eleitoral e o processo político no Brasil, acessado em março 28, 2026, https://www.raps.org.br/cientistas-politicos-falam-sobre-sistema-partidario-eleitoral-e-o-processo-politico-no-brasil/
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  39. A ascensão da extrema direita: uma análise comparativa entre Brasil e Estados Unidos – UENF, acessado em março 28, 2026, https://uenf.br/posgraduacao/sociologia-politica/wp-content/uploads/sites/9/2025/05/Tese-de-Doutorado-Jessica-Matheus-FINAL.pdf
  40. é a onda populista nas américas um mesmo fenômeno? um estudo exploratório das atitude, acessado em março 28, 2026, https://teoriaepesquisa.ufscar.br/index.php/tp/article/download/1081/689
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  42. Rejeição pode definir teto eleitoral na disputa de 2026, indica AtlasIntel – InfoMoney, acessado em março 28, 2026, https://www.infomoney.com.br/politica/rejeicao-pode-definir-teto-eleitoral-na-disputa-de-2026-indica-atlasintel/
  43. O que caracteriza o ‘voto envergonhado' na eleição de 2022 – Nexo …, acessado em março 28, 2026, https://www.nexojornal.com.br/expresso/2022/09/22/o-que-caracteriza-o-voto-envergonhado-na-eleicao-de-2022

ARTIGO: 2026 – A escolha que nos define – Podemos, acessado em março 28, 2026, https://www.podemos.org.br/artigo-2026-a-escolha-que-nos-define/

 

O comportamento eleitoral no Brasil transcende a simples escolha racional de um gestor público, manifestando-se como um complexo mosaico de heranças históricas, identificações psicológicas profundas e estratégias de comunicação que operam no limiar do inconsciente coletivo. A capacidade de líderes políticos manterem apoio popular robusto ao longo de sucessivos mandatos, atravessando escândalos de corrupção, crises econômicas e críticas severas da mídia, não é um acidente estatístico, mas o resultado de estruturas socioculturais e mecanismos cognitivos que blindam a relação entre o líder e sua base. Esta investigação busca desmembrar esses fatores sob as lentes da sociologia política, da psicologia social, da economia comportamental e da comunicação estratégica, oferecendo uma análise das raízes e dos mecanismos que sustentam a popularidade em um cenário de polarização afetiva.

O Lastro Histórico e a Cultura de Liderança: Personalismo e Patrimonialismo

A compreensão do voto no Brasil exige, primordialmente, um mergulho nas raízes da formação do Estado e da sociedade. A herança colonial portuguesa e a estrutura escravagista de longa duração forjaram uma cultura política marcada pelo personalismo e pelo patrimonialismo.1 O patrimonialismo, conforme definido na literatura sociológica clássica, caracteriza-se pela indistinção entre a esfera pública e a privada, onde o Estado é gerido como se fosse o patrimônio pessoal dos governantes.2 Essa estrutura não se dissipou com a modernização; pelo contrário, ela se acomodou à ordem racional-legal, persistindo em práticas de mandonismo e clientelismo que moldam a percepção do eleitorado sobre a autoridade.2

Nesse contexto, a figura do “homem cordial”, conceito central na obra de Sérgio Buarque de Holanda, emerge como uma chave analítica. A cordialidade brasileira não se refere à amabilidade, mas à predominância dos afetos e das relações interpessoais sobre as normas impessoais da burocracia.3 O eleitor brasileiro tende a buscar no líder político não um executor de políticas técnicas, mas um mediador de favores e um protetor pessoal. O líder carismático, nesse sentido, atua como um “redentor” que navega as águas turvas de um sistema percebido como hostil ou distante.6

Abaixo, detalha-se a evolução histórica desses conceitos e sua manifestação na política contemporânea:

Tabela 1: Evolução dos Conceitos de Dominação e Liderança no Brasil

 

Período HistóricoConceito DominanteMecanismo de PoderImpacto no Comportamento Eleitoral
Colônia ao ImpérioPatriarcalismo / PatrimonialismoAutoridade pessoal do senhor; posse do Estado como bem privado.1Voto inexistente ou restrito; lealdade ao “senhor” de terras.
República VelhaCoronelismo / Mandonismo“Voto de cabresto”; currais eleitorais e troca de favores.4Voto como mercadoria de troca por proteção ou subsistência física.
Era Vargas ao PopulismoPopulismo CarismáticoIdentificação direta entre líder e massa; concessão de direitos.6Líder como “Pai dos Pobres”; criação de vínculos afetivos duradouros.
Democracia Pós-1988Presidencialismo de Coalizão / Personalismo DigitalAlianças partidárias somadas ao marketing de imagem e redes sociais.8Voto baseado em identificação arquetípica e polarização afetiva.10

O personalismo extremado é o que permite a resiliência de figuras políticas. Quando o apoio é baseado na crença no carisma extraordinário do líder, o eleitor desenvolve uma “sujeição íntima” que substitui a confiança nas regras racionais.6 Assim, denúncias de corrupção ou falhas administrativas são frequentemente interpretadas não como desvios éticos, mas como perseguições de adversários ao “redentor” do povo.6

A Reinterpretação Sociológica: Elite do Atraso e a Ralé Brasileira

Uma perspectiva crítica essencial para entender a resiliência política é a proposta por Jessé Souza. Ele argumenta que a ênfase tradicional no patrimonialismo como o principal “mal” brasileiro é uma construção das elites para demonizar o Estado e glorificar o mercado, ocultando o verdadeiro pilar da desigualdade: a escravidão.13 Para Souza, a sociedade brasileira é dividida não apenas por renda, mas por “capitais culturais” que marginalizam uma vasta parcela da população, a qual ele denomina como “a ralé brasileira”.15

Essa parcela da população, historicamente ignorada e estigmatizada, desenvolve um comportamento eleitoral baseado na busca por reconhecimento e dignidade social. Líderes que conseguem, através de sua retórica e ações, validar a existência e a importância desses grupos, conquistam uma lealdade que transcende o desempenho econômico imediato.17 A corrupção, nesse cenário, é percebida como uma ferramenta sistêmica utilizada por todos, e o eleitor da “ralé” tende a preferir o líder que “rouba mas faz” ou que “rouba, mas olha por nós”, em oposição à elite que ele percebe como exploradora e hipócrita.13

A polarização entre o que Souza chama de “elite do atraso” e as classes populares explica por que crises de popularidade podem ser mitigadas. Se o líder é visto como o único defensor contra um sistema que visa esmagar os pobres, sua base se torna blindada contra narrativas morais que venham da mídia hegemônica, a qual é vista como porta-voz dessa mesma elite.14

Psicologia Social do Voto: Identificação, Afeto e Vieses Cognitivos

A psicologia social oferece ferramentas fundamentais para entender a “blindagem” emocional dos líderes. O processo de definição do voto é fortemente influenciado pela identificação, um postulado freudiano onde o indivíduo encontra no líder um objeto para se assemelhar e seguir.20 Essa identificação é potencializada pelas emoções despertadas pela propaganda eleitoral, que muitas vezes são mais determinantes para a intenção de voto do que o plano de governo ou a discussão técnica de propostas.20

Arquétipos e Conexão Emocional

O marketing político moderno utiliza arquétipos — imagens universais do inconsciente coletivo — para moldar a percepção pública. Nas eleições de 2022, observou-se uma clara divisão arquetípica entre os principais candidatos, conforme estudo de Martins e Paloschi 11:

Tabela 2: Arquétipos e Percepção dos Eleitores em 2022

 

CandidatoArquétipo PredominanteCaracterísticas PercebidasEfeito Psicológico
Jair BolsonaroGovernante (Ruler)Autoridade, ordem, controle, rigidez, defesa de hierarquias.11Sensação de segurança para quem teme a desordem social ou moral.
Luiz Inácio Lula da SilvaCara Comum (Regular Guy)Simplicidade, pertencimento, empatia, origem popular.11Sensação de representatividade para quem se sente marginalizado ou “invisível”.

A eficácia desses arquétipos reside na sua capacidade de estabelecer uma conexão emocional direta, ignorando intermediários racionais. Quando um eleitor se vê representado no “Cara Comum” ou protegido pelo “Governante”, ele desenvolve um vínculo de identidade que é imune a ataques puramente lógicos.11

Dissonância Cognitiva e Viés de Confirmação

A manutenção do apoio em face de controvérsias é garantida por mecanismos de defesa mental. O viés de confirmação faz com que os eleitores busquem e valorizem apenas informações que sustentem suas crenças pré-existentes, enquanto o desconforto da dissonância cognitiva — gerado quando o líder amado age contra os valores do eleitor — é resolvido através da racionalização.12

Em vez de admitir que o candidato escolhido errou, o eleitor adota narrativas alternativas: “o sistema está tentando derrubá-lo”, “ele está sendo mal interpretado” ou “os outros são ainda piores”.12 Esse fenômeno é exacerbado pelas câmaras de eco digitais, onde o indivíduo é cercado por vozes que validam suas justificativas, transformando a política em um confronto identitário de “nós contra eles”.9

Economia Comportamental: Heurísticas e a “Mão e a Luva”

A economia comportamental desafia a noção do “eleitor plenamente racional”. Em vez de analisar friamente o PIB ou a taxa de juros, os cidadãos utilizam heurísticas — atalhos mentais — para avaliar o governo.23 O voto retrospectivo sociotrópico é uma dessas ferramentas: o eleitor avalia a saúde da economia nacional e o impacto percebido em sua comunidade imediata antes de decidir pela continuidade.25

O Poder da Gratidão e Reciprocidade nos Programas Sociais

Políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família ou o Auxílio Brasil, operam como potentes gatilhos de reciprocidade.27 O efeito eleitoral desses programas não é apenas financeiro, mas psicológico e social.

Tabela 3: Efeitos Comportamentais dos Programas de Transferência de Renda

 

Tipo de EfeitoMecanismo de AçãoImpacto na Intenção de Voto
Efeito DiretoGratidão e Reciprocidade: O beneficiário retribui o apoio recebido.27Fidelização ao líder ou partido que expandiu o programa.
Efeito IndiretoPercepção de Cidadania: O não beneficiário vê o governo como “justo” e inclusivo.27Aumento da popularidade sociotrópica em regiões com muitos beneficiários.
Aversão ao RiscoMedo da perda: O eleitor evita mudanças que possam ameaçar o recurso.27Resistência a candidatos de oposição que prometem “reformas” drásticas.
Heurística de AfetoEstabilização do consumo gera otimismo emocional generalizado.23Melhora na avaliação subjetiva da competência do governante.

Contrariando visões puramente pragmáticas, o “efeito indireto” pode ser tão forte quanto o direto. Quando um cidadão vê seus vizinhos ou familiares saírem da extrema pobreza, ele atribui uma “competência moral” ao líder, o que o torna mais tolerante a erros administrativos em outras áreas.27

Comunicação e Marketing Político: A Construção da Narrativa Heróica

O marketing político no Brasil evoluiu de campanhas baseadas em grandes comícios para estratégias de microtargeting digital e storytelling emocional.28 A imagem de um homem público não é apenas gerida; ela é construída como um personagem de uma narrativa épica, capaz de contornar crises através da visibilidade e da repercussão midiática.30

Do Horário Eleitoral ao WhatsApp: A Era do Microtargeting

Enquanto o rádio e a TV ainda mantêm sua importância para a desconstrução de adversários e para atingir as massas menos conectadas, a internet permitiu uma nova visibilidade política marcada pela interatividade.8 A segmentação de conteúdo permite que o candidato envie mensagens específicas para diferentes grupos, atendendo às suas demandas particulares sem expor contradições para o público geral.29

O sucesso de Jair Bolsonaro em 2018 é um marco dessa transição, utilizando as mídias digitais para negar a mídia de massa e estabelecer um canal direto com o eleitorado, transformando seus seguidores em militantes digitais voluntários.33 No entanto, pesquisas mostram que o uso intenso das redes não é exclusividade da direita; em 2022, a campanha de Lula também utilizou massivamente essas ferramentas para criar uma contra-narrativa de “esperança” e “reconstrução”.34

Entrevistas Simuladas: Visões de Especialistas

Para aprofundar a análise, apresentamos três perspectivas complementares sobre o fenômeno da resiliência política brasileira.

Dr. Alberto Carlos, Cientista Político

Repórter: Por que líderes com alta rejeição ainda conseguem ser eleitos ou manter bases fiéis? Dr. Alberto Carlos: No Brasil, o voto é definido pela “mão e a luva” — o encontro entre a expectativa da opinião pública e a oferta narrativa do candidato.35 Quando o país está polarizado, a rejeição torna-se o principal limitador, mas também o principal motor do voto estratégico. Se você rejeita o candidato A com 50%, e o candidato B com 48%, a eleição será decidida menos pela paixão e mais pelo medo do “pior”. Além disso, a velha estrutura política, baseada em coligações e tempo de TV, ainda serve para moer a imagem do adversário, permitindo que líderes desgastados sobrevivam ao “assassinar” a reputação da concorrência.8

Drª Maria Helena, Psicóloga Social

Repórter: O que explica a “cegueira” de alguns eleitores diante de fatos comprovados contra seus líderes? Drª Maria Helena: Não é cegueira, é proteção de identidade. Através da ilusão de profundidade explicativa, as pessoas acreditam que entendem de economia ou direito sem o conhecimento técnico, baseando-se em simplificações de seus líderes.22 Quando a identidade nacional ou grupal está em jogo, o cérebro ativa o viés de confirmação para evitar a dor da dúvida. As câmaras de eco digitais fornecem o suporte social necessário para que essa dissonância cognitiva seja resolvida em favor do líder, transformando fatos em “versões” ou “mentiras da oposição”.12

Prof. Cláudio Gonçalves, Sociólogo

Repórter: O patrimonialismo ainda é a melhor explicação para o Brasil contemporâneo? Prof. Cláudio Gonçalves: É uma explicação necessária, mas incompleta. Persistirá um déficit republicano enquanto as práticas patrimoniais e clientelistas imperarem no coração das nossas instituições.4 No entanto, precisamos olhar para a resiliência das burocracias. Mesmo sob ataques populistas, o sistema de freios e contrapesos e a resiliência de redes informais de políticas públicas impedem o colapso total do regime.37 A liderança carismática no Brasil é resiliente porque ela se apresenta como a única alternativa a um Estado que, para o cidadão comum, ainda funciona de forma burocrática e excludente.6

Comparações Internacionais: O Populismo em Perspectiva

O Brasil não é uma ilha. O surgimento de líderes carismáticos resilientes segue padrões globais e regionais. A comparação entre o bolsonarismo e o trumpismo nos Estados Unidos revela perfis de eleitores semelhantes: homens, religiosos, de maior renda ou que se sentem em situação de “privação relativa” — a sensação de que outros grupos estão ganhando espaço às custas deles.39

Na América Latina, a transição para a democracia total foi frequentemente marcada por estados populistas, onde o varguismo no Brasil, o peronismo na Argentina e o cardenismo no México criaram doutrinas “originais” baseadas na inexperiência política de massas urbanas recém-formadas.6 Essas massas são facilmente mobilizadas por lideranças que prometem atalhos para a ascensão social e econômica.6

Tabela 4: Atitudes Populistas — Perspectiva Comparada

 

Região / PaísDimensão PreponderanteAlvo da RejeiçãoTipo de Liderança
América LatinaAntielitismo“Elite política”, oligarquias, corrupção.40Líder carismático, “redentor” das massas.6
Estados UnidosAnti-imigraçãoGrupos externos, globalismo, minorias.39“Homem forte”, defensor do nativismo.
Brasil (Contexto 2022)Polarização AfetivaO “Inimigo ideológico” (Esquerda vs. Direita).10Arquétipos de “Governante” vs. “Cara Comum”.11

A resiliência desses líderes advém da sua capacidade de se posicionarem como “outsiders” mesmo quando estão no poder, mantendo a retórica de combate às elites que supostamente impedem o avanço do povo.7

Resiliência Democrática e o Futuro: O Desafio de 2026

Apesar dos choques sucessivos — revoltas populares, impeachments e tentativas de rupturas institucionais —, a democracia brasileira tem demonstrado uma resiliência notável através de mecanismos institucionais que buscam saídas pacíficas para conflitos.41 No entanto, a qualidade dessa democracia é tensionada por um mal-estar social profundo e pela descrença na política como espaço de solução de problemas.38

O cenário para 2026 aponta para uma eleição decidida menos pela mobilização das bases apaixonadas e mais pela capacidade de reduzir a rejeição no eleitorado intermediário.42 Com taxas de rejeição próximas a 50% para as principais lideranças, o espaço de crescimento para novos nomes depende da fadiga eleitoral e do desejo por alternativas que fujam da guerra moral.38

O Voto Envergonhado e a Polarização Silenciosa

Um fenômeno relevante identificado em 2022 foi o “voto envergonhado”. Estudos da Quaest indicaram que eleitores de Lula tendiam a omitir seu voto por medo de conflitos sociais, enquanto a base bolsonarista era mais ruidosa e aberta.43 Essa polarização afetiva faz com que o ato de votar deixe de ser uma escolha administrativa e passe a ser um referendo ético e civilizatório, onde o “nós” precisa derrotar o “eles” a qualquer custo.10

Síntese Analítica e Perspectivas

A investigação demonstra que a resiliência das lideranças políticas brasileiras não é um mistério, mas um produto de forças históricas de longa duração e mecanismos psicológicos universais adaptados ao contexto local.

  1. A Herança de Longo Prazo: O patrimonialismo e o personalismo criaram um eleitor que busca um vínculo afetivo e direto com o líder, tornando-o tolerante a falhas éticas em troca de proteção ou reconhecimento.1
  2. A Defesa Identitária: Vieses cognitivos e a polarização afetiva transformam o líder em uma extensão do “eu” do eleitor. Criticar o líder é atacar o grupo, acionando defesas mentais que racionalizam escândalos.10
  3. A Engenharia da Imagem: O marketing político moderno, ao utilizar arquétipos e microtargeting, consegue blindar a imagem pública do candidato, fragmentando o debate e entregando mensagens personalizadas que evitam o confronto com fatos globais negativos.11
  4. A Base Material: Programas de transferência de renda criam laços de reciprocidade e gratidão que funcionam como uma apólice de seguro político em tempos de crise, garantindo um “chão” de popularidade que impede o colapso do apoio.27

O futuro da política brasileira depende da capacidade das instituições de manterem a fricção necessária para evitar a captura total do Estado 38, enquanto a sociedade civil busca formas de superar a “bolha epistêmica” que hoje define as eleições.22 O comportamento eleitoral continuará sendo um campo de batalha entre a razão administrativa e a emoção identitária, com o líder carismático operando como o ponto focal de todas as tensões, esperanças e contradições de um país que ainda busca harmonizar seu passado patrimonial com suas aspirações democráticas.

Referências citadas

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  4. SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o Autoritarismo Brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, 294 pp. | Revista EntreRios do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, acessado em março 28, 2026, https://periodicos.ufpi.br/index.php/entrerios/article/view/5217
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  6. LIDERANÇA CARISMÁTICA E POPULISMO Um Estudo sobre a …, acessado em março 28, 2026, https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/79403/182017.pdf?sequence=1
  7. o populismo clássico latino-americano e os debates atuais sobre o conceito. – Agenda Pós-Graduação, acessado em março 28, 2026, https://agendapos.fclar.unesp.br/agenda-pos/ciencias_sociais/5307.pdf
  8. Velha estrutura política ainda decide eleições, diz Cláudio Couto – Fecomercio, acessado em março 28, 2026, https://www.fecomercio.com.br/um-brasil/materias/velha-estrutura-politica-ainda-decide-eleicoes-diz-claudio-couto?%2Fum-brasil%2Fmaterias%2Fvelha-estrutura-politica-ainda-decide-eleicoes-diz-claudio-couto=
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  10. Polarização, Desafios de Governabilidade e o Voto de 2026 | Ipsos, acessado em março 28, 2026, https://www.ipsos.com/pt-br/polarizacao-desafios-de-governabilidade-e-o-voto-de-2026
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  31. Contexto histórico do marketing político no Brasil: das manifestações de 2013 até a campanha presidencial de 2022 – idUS, acessado em março 28, 2026, https://idus.us.es/bitstreams/0312e428-8807-448a-ba13-15effd4516ed/download
  32. The use of social media in the Brazilian electoral campaigns of 2018 and 20221 – SciELO, acessado em março 28, 2026, https://www.scielo.br/j/rbcpol/a/TsmbKCcpgQW8dRWLNd8vfZR/?format=pdf&lang=en
  33. Marketing Político nas redes sociais. A campanha eleitoral de Jair Bolsonaro em 2018 – Universidade de Lisboa, acessado em março 28, 2026, https://repositorio.ulisboa.pt/server/api/core/bitstreams/a68a41ef-4b53-43fd-8490-cd55ea004a91/content
  34. Utilização da Internet e Redes sociais nas eleições presidenciais: análise do caso brasileiro em 2018 – Agenda Pós-Graduação, acessado em março 28, 2026, https://agendapos.fclar.unesp.br/agenda-pos/ciencias_sociais/6024.pdf
  35. O que elege um presidente com Alberto Carlos Almeida | Podcast Matéria Bruta – YouTube, acessado em março 28, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=pYLXtLSMnWo
  36. Cientistas políticos falam sobre sistema partidário-eleitoral e o processo político no Brasil, acessado em março 28, 2026, https://www.raps.org.br/cientistas-politicos-falam-sobre-sistema-partidario-eleitoral-e-o-processo-politico-no-brasil/
  37. Resiliência da ação pública democrática em tempos de crise: examinando as políticas de alimentos e recursos hídricos no Brasil – OpenEdition Journals, acessado em março 28, 2026, https://journals.openedition.org/nuevomundo/93780
  38. Democracia brasileira mostra resiliência em meio à fricção entre Poderes, acessado em março 28, 2026, https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/12/7322628-democracia-brasileira-mostra-resiliencia-em-meio-a-friccao-entre-poderes.html
  39. A ascensão da extrema direita: uma análise comparativa entre Brasil e Estados Unidos – UENF, acessado em março 28, 2026, https://uenf.br/posgraduacao/sociologia-politica/wp-content/uploads/sites/9/2025/05/Tese-de-Doutorado-Jessica-Matheus-FINAL.pdf
  40. é a onda populista nas américas um mesmo fenômeno? um estudo exploratório das atitude, acessado em março 28, 2026, https://teoriaepesquisa.ufscar.br/index.php/tp/article/download/1081/689
  41. RESILIÊNCIA DEMOCRÁTICA NA AMÉRICA LATINA: ANALISANDO CRISES E SUPERAÇÕES Hugo Borsani – SciELO, acessado em março 28, 2026, https://www.scielo.br/j/ln/a/RDqcxC3b6LBScc9DXJV6Zkb/?format=pdf&lang=pt
  42. Rejeição pode definir teto eleitoral na disputa de 2026, indica AtlasIntel – InfoMoney, acessado em março 28, 2026, https://www.infomoney.com.br/politica/rejeicao-pode-definir-teto-eleitoral-na-disputa-de-2026-indica-atlasintel/
  43. O que caracteriza o ‘voto envergonhado' na eleição de 2022 – Nexo …, acessado em março 28, 2026, https://www.nexojornal.com.br/expresso/2022/09/22/o-que-caracteriza-o-voto-envergonhado-na-eleicao-de-2022

ARTIGO: 2026 – A escolha que nos define – Podemos, acessado em março 28, 2026, https://www.podemos.org.br/artigo-2026-a-escolha-que-nos-define/

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