O Caô dos Carros Macetas e as Pistas Lerdas: Por que a gente não pode pisar fundo?
Fala, caboco! Aqui é a galera do site veropeso.shop, trazendo mais um papo reto no nosso legítimo Amazonês. Bora traduzir sem embaçamento esse tal de “Paradoxo da Mobilidade Moderna”.
Olha já, a gente vive num mundo cheio de regras e a nossa mobilidade tem lá seus limites. Nas ruas e estradas daqui do Pará, a velocidade máxima permitida geralmente fica ali nos 60 km/h na cidade e bate uns 120 km/h nas rodovias de pista dupla. Mas aí, tu vais na concessionária e os carros vêm com uns motores macetas e porrudos, capazes de bater 200 a 300 km/h fácil, fácil!. Égua, pra que toda essa potência se o cara não pode correr?
Pra quem é leso ou tá só matutando sobre o assunto, isso parece um lero lero do governo ou uma hipocrisia das fábricas para tirar dinheiro da gente. O pessoal logo solta a reclamação: “Por que não metem logo um limitador eletrônico nesses carros pra acabar com a bandalheira e ninguém passar do limite da via?”. Mas calma, que a história tem mais curva do que tu pensas, não te bate.
Fomos dar uma espiada com uma galera que é muito cabeça, tipo os engenheiros de tráfego, e a parada tem fundamento. Primeiro, tu precisas de um motor bacana e com força sobrando pra quando fores fazer uma ultrapassagem segura ou para escapar de um prego e evitar acidentes no trânsito (a chamada reserva de potência para manobras evasivas). Se o carro for fraco nessas horas, já era!.
Além disso, o mercado automotivo hoje é global. As montadoras não vão fabricar um motor frouxo só pro caboco que vive lá na caixa prega e outro potente pros gringos lá da Alemanha, onde os caras metem a cara nas rodovias sem limite de velocidade. Eles padronizam a produção para o mundo todo.
E não bora tapar o sol com a peneira: a gente sabe que carro não serve só para levar de um lado pro outro. O povo gosta de ostentar. Ter um carrão que voa baixo é puro sinal de status e poder, deixando o dono cheio de pavulagem. As fábricas manjam direitinho da mente do consumidor e vendem essa ideia para quem quer se sentir o bicho nas ruas.
Então, mana e mano, da próxima vez que vires um carrão invocadão preso no trânsito da Almirante Barroso, pode dizer “É mermo é?” e lembrar que a culpa não é só do sistema. Tem toda uma ciência de engenharia e muita pavulagem envolvida. Fica de bubuia no volante, respeita a velocidade e te orienta, senão a multa te acha!. Te mete!.


