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Boletim Diário #13/03/2026

Boletim Diário Amazônia Viva Floresta, Sustentabilidade e Futuro da RegiãoSexta-feira, 13 de março de 2026  |  Edição #003  |  Belém, ParáDESTAQUE DO DIA:Justiça Federal...
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O Voo da Garça Namoradeira: A Epopeia de Dona Onete e a Revolução do Carimbó Chamegado nas Águas do Grão-Pará

Falar da trajetória musical de Ionete da Silveira Gama, a nossa eterna e pai d'égua Dona Onete, não é apenas contar a história de uma cantora que estourou depois de dobrar o cabo da boa esperança; é mergulhar fundo no banzeiro de uma Amazônia que pulsa, que treme e que não te esperô para mostrar sua força.1 Nascida sob o sol de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, em 18 de junho de 1939, essa caboca porruda transformou o cotidiano ribeirinho em uma poesia saliente que fez o mundo todo ficar ligado no que é que o Pará tem.4 Para entender como essa professora de história se metamorfoseou na Rainha do Carimbó Chamegado, é preciso navegar pelos igarapés da sua infância, enfrentar a porrada de um casamento opressor e desaguar na glória internacional que a levou a dividir o palco com estrelas do quilate de Mariah Carey na COP 30.2

A Raiz Marajoara e o Triângulo de Vida de uma Cunhantã Curiosa

A gênese de Dona Onete está fincada no que ela mesma batizou de seu “triângulo de vida”: a tríade geográfica formada pela Ilha do Marajó, Igarapé-Miri e Belém.6 Em Cachoeira do Arari, o ambiente era marcado por uma fartura de castanha-do-pará e uma vida de bubulhaa, onde o leite vinha direto da vaca e as lendas de visagem faziam parte do imaginário de qualquer curumim.7 Aos três anos, a pequena Ionete mudou-se para a capital, Belém, sendo criada pela avó paterna, Quitéria, uma parteira respeitadíssima que conhecia todos os segredos das ervas e dos chás de cura.1

Essa convivência com a avó foi o primeiro mestre-escola da futura diva. Acompanhando Quitéria pelos interiores, Dona Onete ficou escovada nos saberes da floresta, aprendendo que a natureza não é apenas cenário, mas uma escola viva onde se deve olhar para as estrelas e entender o ritmo das águas.1 Foi nessa época, perambulando pela beira do Rio das Flores, em Igarapé-Miri, que a cantoria começou de forma quase sobrenatural: aos nove anos, ela entoava versos para os botos, que se aproximavam em bando para ouvir aquela voz rouca e doce.9 Essa conexão mística com as encantarias e os seres do fundo do rio sedimentou a base lírica de suas mais de 300 composições, onde o boto não é apenas um animal, mas um namorador que encanta a cunhantã na beira do porto.6

Marcos da Infância e Formação Ancestral

 

EventoContexto e LocalizaçãoInfluência na Obra
Nascimento (1939)Cachoeira do Arari, MarajóIdentidade marajoara e ritmo do carimbó de raiz.4
Criação com a Avó QuitériaBelém e Interiores do ParáConhecimento de ervas, banhos de cheiro e cura natural.1
Cantoria para os Botos (9 anos)Rio das Flores, Igarapé-MiriSurgimento da temática das encantarias e lendas amazônicas.10
Mudança para Igarapé-MiriBaixo TocantinsContato com o carimbó moderno e ritmos da beira do rio.11

O Silêncio da Professora e a Resistência em Igarapé-Miri

Se hoje Dona Onete é o bicho no palco, sua trajetória foi marcada por décadas de um silêncio imposto por uma sociedade carrancuda e machista. Ao casar-se aos 19 anos, ela enfrentou um marido opressor e ciumento que não queria saber de música e muito menos de independência feminina.2 Por 25 anos, a paixão artística de Ionete ficou embiocada. Ela precisava agir com migué, compondo escondida e guardando seus versos em gavetas mentais para evitar as brigas em casa.2 O marido, que não manjava nada da alma de artista da esposa, chegava a ridicularizar seus esforços intelectuais, chamando seus diplomas de “diplomazinho de burridade”.1

Contudo, essa caboca é dura na queda. Mesmo sob repressão, ela não parou de matutar. Formou-se professora e dedicou sua vida ao chão da escola em Igarapé-Miri, lecionando História, Geografia e Estudos Paraenses.1 Sua atuação não era apenas pedagógica; era política. Filiou-se ao sindicato e tornou-se uma líder na comunidade, chegando a ocupar o cargo de Secretária de Cultura do município na década de 1990.1 Foi nesse período que ela fundou o grupo folclórico Canarana, em 1989, uma iniciativa pai d'égua que visava preservar as danças e músicas regionais que estavam se perdendo na voragem do tempo.14 Como educadora, Ionete era reconhecida pela leveza e visão crítica, incentivando seus alunos a valorizarem a cultura do Pará das manifestações culturais amazônicas.13

A Jornada Profissional na Educação e Cultura

 

PeríodoFunçãoRealizações Significativas
Década de 1950Alfabetizadora (16 anos)Início da carreira docente em comunidades rurais.13
1970 – 1990Professora de História e GeografiaEducação de base e pesquisa sobre tradições do Baixo Tocantins.1
1989Fundadora do Grupo CanaranaResgate de ritmos como banguê, siriá e lundu.14
1993 – 1996Secretária de Cultura de Igarapé-MiriGestão cultural e fomento a grupos folclóricos locais.5

A Metamorfose: Do Giz ao Carimbó Chamegado

A vida de Dona Onete deu uma guinada discunforme quando ela finalmente se libertou do primeiro casamento. Após a separação e a aposentadoria, ela mudou-se para o bairro da Pedreira, em Belém, o famoso bairro do samba e do amor.6 Já com mais de 60 anos, a oportunidade de seguir carreira artística surgiu de forma espontânea, bem ali, na porta de sua casa. Integrantes do grupo de rock Coletivo Rádio Cipó a ouviram cantarolando enquanto lavava roupa ou descansava, e ficaram impressionados com a malícia e a originalidade de suas letras.4

Foi o início de uma colaboração chibata. Onete passou a acompanhar a banda, misturando o som pesado do rock com o balanço do carimbó, provando que não era nenhuma lesa e que sabia muito bem como fazer o público ferver.4 Desse encontro, nasceu o conceito do “Carimbó Chamegado”. Diferente do carimbó tradicional da Zona do Salgado, que é mais rápido e seco, o chamegado de Dona Onete traz a cadência das águas doces do Baixo Tocantins.11 É um ritmo mais sensual, mais lento, feito para dançar coladinho, onde o “chamego” — que ela define como beijo na boca, cafuné e abraço apertado — é a regra absoluta.1

A consagração nacional começou a ganhar corpo com o projeto Terruá Pará, em 2006. No Auditório Ibirapuera, em São Paulo, aquela senhora de flor no cabelo cantou “Ê, ê, ê moreno” à capela e deixou todo mundo encabulado com tamanha força.4 O produtor Carlos Eduardo Miranda percebeu que Dona Onete era a semente mais preciosa da música paraense, e não demorou para que ela se tornasse a diva que o Brasil precisava conhecer.4

Discografia: O Feitiço que Treme o Mundo

A carreira solo de Dona Onete é um exemplo maceta de que nunca é tarde para brilhar. Seu primeiro disco, Feitiço Caboclo, foi lançado em 2012, quando ela já tinha 73 anos.5 O álbum foi recebido com entusiasmo pela crítica, que destacou a voz amarfanhada e o domínio de múltiplos estilos.17 Nele, sucessos como “Jamburana” tornaram-se hinos da paraensidade, descrevendo com precisão o efeito anestésico do jambu, que faz a boca ficar muito louca e o tremor descer até o céu da boca.18

Em 2016, veio o álbum Banzeiro, que consolidou sua posição como rainha.12 O termo “banzeiro”, que se refere às ondas agitadas pelos barcos nos rios, serviu como metáfora para a energia coletiva de suas festas.3 Dona Onete usou suas letras para valorizar a botânica local, citando ervas como a pataqueira, a priprioca e o patchouli, transformando sua música em um verdadeiro banho de cheiro para os ouvintes.3

Análise da Produção Discográfica e Hits

 

Álbum / DVDAnoTemática PrincipalMúsicas de Destaque
Feitiço Caboclo2012Estreia e raízes caboclas“Feitiço Caboclo”, “Jamburana”.11
Banzeiro2016Aromas, rios e festas“Banzeiro”, “No Meio do Pitiú”.3
Flor da Lua (Ao Vivo)2017Registro de show em Belém“Boto Namorador”, “Tipiti”.11
Rebujo2019Mistura caribenha e social“Musa da Babilônia”, “Tambor do Norte”.5
Bagaceira2024Vitalidade e celebração“Festa do Tubarão”, “Bagaceira”.25

A canção “No Meio do Pitiú” é uma obra-prima da prosopopeia paraense. Nela, Onete narra o romance entre uma garça namoradeira e um urubu malandro na doca do Ver-o-Peso.22 Ao usar o termo “pitiú” — o cheiro característico do peixe que muitos consideram escroto —, ela ressignifica o estigma da capital e o transforma em identidade cultural e orgulho regional.22 A música é tão pai d'égua que faz o ouvinte sentir o tremor do jambu e o perfume das ervas da feira em cada nota.13

Do Ver-o-Peso para a Quinta Avenida: O Voo Internacional

Dona Onete não ficou só por aqui, não, mano. O carimbó chamegado atravessou o oceano e fez o povo da gringa suar o coro. Ela já se apresentou em mais de 22 países, incluindo França, Reino Unido, Portugal e Alemanha.5 Em setembro de 2016, a diva fez a Quinta Avenida, em Nova York, tremer.2 O show na Elabash City Hall estava lotado, e ícones como Caetano Veloso e David Byrne fizeram questão de ir ao camarim dar um abraço na nossa rainha.2

Mesmo com toda essa fama, Dona Onete continua sendo aquela caboca simples que não se governa por padrões de idade. Em suas entrevistas, ela sempre reforça que a juventude está na mente e que a luta para realizar os sonhos é constante.2 Recebeu a Ordem do Mérito Cultural em 2017 e, em 2023, sua obra foi declarada Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará, garantindo que o seu legado nunca vai se escafeder.5

O momento mais recente de glória discunforme foi sua participação na COP 30, em 2025. Dividir o palco com Mariah Carey no evento “Amazônia Live Hoje e Sempre” foi o selo definitivo de sua importância global.7 Ali, diante de líderes mundiais, a voz de Dona Onete ecoou não apenas como entretenimento, mas como um chamado urgente para a preservação da floresta e o respeito à cultura de quem cresceu à pulso na beira do rio.7

Conclusão: A Majestade que faz o Jambu Tremer

Analisar a trajetória de Dona Onete é entender que a cultura paraense é uma mistura só o filé de resistência e alegria. De professora de história em Igarapé-Miri a estrela internacional na COP 30, Ionete da Silveira Gama provou que o tempo do caboco é diferente do tempo do relógio.29 Ela transformou o pitiú em perfume, o chamego em ritmo e a opressão em liberdade.

Dona Onete é a prova de que a nossa cultura é maceta e que o carimbó, quando é feito com alma, faz o mundo todo dançar. Ela é a nossa matriarca, a guardiã das encantarias e a professora que continua ensinando, agora do palco, que a Amazônia é viva, é vibrante e é, acima de tudo, pai d'égua.6 Como ela mesma diz, as homenagens devem ser feitas em vida, e o povo do Pará, do Brasil e do mundo já deu o veredito: Dona Onete é a rainha absoluta do nosso coração caboclo.31

Descrição da Imagem (Aspect Ratio 16:9):

Uma ilustração exuberante e colorida que captura a essência de Dona Onete no coração de Belém. No centro, a cantora aparece radiante aos 86 anos, vestindo uma saia de carimbó volumosa com estampas de flores tropicais e uma blusa de renda branca. Ela tem uma flor de jambu amarela atrás da orelha e abre os braços como se convidasse o público para dançar. O cenário de fundo é uma fusão mágica do Mercado Ver-o-Peso com suas icônicas torres azuis e uma floresta de açaizeiros carregados. Ao lado dela, botos cor-de-rosa saltam de um rio de águas calmas, e no céu, garças brancas sobrevoam um pôr do sol dourado. Elementos como cuias de tacacá fumegantes e cestos de farinha (paneiros) estão espalhados pela base da imagem. A estética mistura o realismo fotográfico com o brilho da arte psicodélica paraense, com cores saturadas e uma iluminação que sugere o calor e a energia da Amazônia.

Referências citadas

  1. Dona Onete: de professora a rainha do carimbó aos 86 anos – Clínica Ideal, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.clinicaideal.com/blog/dona-onete-de-professora-a-rainha-do-carimbo-aos-86-anos/
  2. Dona Onete, a diva do carimbó – – Revista Trip – UOL, acessado em janeiro 29, 2026, https://revistatrip.uol.com.br/tpm/dona-onete-comecou-carreira-depois-dos-70-e-cantava-escondida-do-marido
  3. Significado da música BANZEIRO (Dona Onete) – LETRAS.MUS.BR, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.letras.mus.br/dona-onete/banzeiro/significado.html
  4. Dona Onete | Enciclopédia Itaú Cultural, acessado em janeiro 29, 2026, https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/64119-dona-onete
  5. Dona Onete – Wikipedia, acessado em janeiro 29, 2026, https://en.wikipedia.org/wiki/Dona_Onete
  6. Territórios: triângulo de vida – Dona Onete – Ocupação, acessado em janeiro 29, 2026, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/territorios-triangulo-de-vida/
  7. Entrevista com Dona Onete: A rainha do Carimbó Chamegado …, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.ivt.coppe.ufrj.br/caderno/article/view/2328
  8. girias+do+para.pdf
  9. A impressionante história da vida de DONA ONETE: a Rainha do Carimbó – YouTube, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=NylNqlSWLaU
  10. Dona Onete, a diva do Carimbó, chega à Austrália | SBS Portuguese, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.sbs.com.au/language/portuguese/pt/podcast-episode/meet-dona-onete-the-amazon-woman-who-released-her-first-album-at-73/tjyds7kin
  11. Rainha do Carimbó Chamegado – Ocupação Dona Onete, acessado em janeiro 29, 2026, https://ocupacao.icnetworks.org/ocupacao/dona-onete/rainha-do-carimbo-chamegado/
  12. Banzeiro, o novo feitiço de Dona Onete – el Cabong, acessado em janeiro 29, 2026, https://elcabong.com.br/o-novo-feitico-de-dona-onete/
  13. Antes de cantar o Pará, dona Onete foi por 25 anos professora – Revista Educação, acessado em janeiro 29, 2026, https://revistaeducacao.com.br/2023/04/24/dona-onete-professora/
  14. Dona Onete: rainha do carimbó agora é patrimônio do Pará | Radioagência Nacional, acessado em janeiro 29, 2026, https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2023-09/dona-onete-rainha-do-carimbo-agora-e-patrimonio-do-para
  15. Conheça Dona Onete, a diva do carimbó chamegado – Portal Amazônia, acessado em janeiro 29, 2026, https://portalamazonia.com/musica/dona-onete-a-diva-do-carimbo-chamegado/
  16. Ocupação Dona Onete by Itaú Cultural – Issuu, acessado em janeiro 29, 2026, https://issuu.com/itaucultural/docs/ocupacaodonaonete-publicacao
  17. Dona Onete – Ao Sul do Mundo, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.aosuldomundo.pt/dona-onete
  18. Jamburana – Dona Onete – VAGALUME, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.vagalume.com.br/dona-onete/jamburana.html
  19. Dona Onete conta como surgiu a ideia de compor “Jamburana” – YouTube, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=3XCvLZdHpOI
  20. Dona Onete – Dicionário Cravo Albin da Música popular Brasileira, acessado em janeiro 29, 2026, https://dicionariompb.com.br/artista/dona-onete/
  21. Significado da música BANZEIRO (Daniela Mercury) – LETRAS.MUS.BR, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.letras.mus.br/daniela-mercury/banzeiro/significado.html
  22. Lendas e encantarias: cultura paraense expressa na obra de Dona Onete | Agência Brasil, acessado em janeiro 29, 2026, https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-03/lendas-e-encantarias-cultura-paraense-expressa-na-obra-de-dona-onete
  23. Álbuns e discografia de Dona Onete – Last.fm, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.last.fm/pt/music/Dona+Onete/+albums
  24. Dona Onete: albums, songs, concerts | Deezer, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.deezer.com/en/artist/4741065
  25. ‎Dona Onete en Apple Music, acessado em janeiro 29, 2026, https://music.apple.com/bo/artist/dona-onete/292830845
  26. Dona Onete reforça, em ‘Bagaceira', que palavras são feitas para cantar – Jornal de Brasília, acessado em janeiro 29, 2026, https://jornaldebrasilia.com.br/viva/musica/dona-onete-reforca-em-bagaceira-que-palavras-sao-feitas-para-cantar/
  27. Significado da música NO MEIO DO PITIÚ (Dona Onete) – LETRAS.MUS.BR, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.letras.mus.br/dona-onete/no-meio-do-pitiu/significado.html
  28. Artigo: Dona Onete e Max Martins: a Belém dançante e intelectual ‘no meio do pitiú', acessado em janeiro 29, 2026, https://www.oliberal.com/belempraveresentir/artigo-dona-onete-e-max-martins-a-belem-dancante-e-intelectual-no-meio-do-pitiu-1.766702
  29. ‘Não me entrego para essa história de idade': as lições de Dona Onete, 86, rainha do carimbó – YouTube, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.youtube.com/shorts/q_pHIOw6OWY
  30. ETNOMUSICOLOGIA, O CARIMBÓ CHAMEGADO, VISIBILIDADE E PROPAGAÇÃO DA PRODUÇÃO MUSICAL DE DONA ONETE – Atena Editora, acessado em janeiro 29, 2026, https://atenaeditora.com.br/catalogo/post/etnomusicologia-o-carimbo-chamegado-visibilidade-e-propagacao-da-producao-musical-de-dona-onete
  31. TMDQA! entrevista: Dona Onete é a artista homenageada na segunda edição do Troféu Tradições, da UBC – Tenho Mais Discos Que Amigos, acessado em janeiro 29, 2026, https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/06/17/dona-onete-tmdqa-entrevista/