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O Fenômeno dos Rios Voadores e a Segurança Estratégica do Brasil

Égua, mano! A Amazônia é a Nossa Bomba d'Água que Sustenta o Brasil Todo! Olha já, parente, presta atenção nesse babado que eu vou te...
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Ilha de Maiandeua (Algodoal): Histórias, Encantarias e a Vida do Caboclo no Coração do Salgado Paraense

O Dossiê Completo da Ilha de Maiandeua: Histórias, Encantarias e a Vida do Caboclo no Coração do Salgado Paraense

1. Introdução: Onde o Rio Abraça o Mar e a História Vira Lenda

Égua, mano, se tu queres saber a história verdadeira, daquela que a gente conta na beira do rio espantando carapanã, te ajeita aí que o papo é comprido, sério e pai d'égua. Vamos mergulhar fundo, matutando sobre cada grão de areia dessa terra que o mundo chama de Ilha de Algodoal, mas que o caboclo raiz — aquele que tem o pé rachado de andar na areia quente e a pele curtida de sol — conhece, respeita e chama pelo nome de batismo ancestral: Maiandeua.

Este documento não é uma conversa de lero lero. É um registro maceta, detalhado e rigoroso, escrito na linguagem de quem vive a Amazônia, o nosso “Amazonês”, para explicar como esse pedaço de chão se formou, quem foram os primeiros que meteram a cara por aqui, e como a vida pulsa nas quatro vilas que formam esse arquipélago. A Ilha de Maiandeua, localizada no município de Maracanã, no nordeste do Pará, é muito mais do que um destino turístico; é um santuário de vida, cultura e resistência.

Para começar, precisamos entender o nome. “Maiandeua” vem da língua Tupi e é traduzido pelos estudiosos e pelos nativos como “Mãe da Terra”.1 É um nome invocado, que carrega a força espiritual de quem reconhece na natureza a fonte de toda a vida. Mas por que diacho todo mundo chama de Algodoal? Olha já, a explicação está na botânica e na paisagem. O nome popular “Algodoal” pegou por causa da abundância de uma planta nativa, o algodão de seda (ou algodão da praia, Gossypium sp.), cujas sementes liberam filetes brancos que voam com o vento, cobrindo as dunas e a vegetação de restinga como se fosse um manto de neve tropical. Além disso, a brancura discunforme das dunas, quando avistadas de longe pelos pescadores no mar, lembrava imensos fardos de algodão.

A ilha possui cerca de 19 km² de extensão e faz parte de uma complexa rede hidrográfica na região do Salgado Paraense, banhada pelo Oceano Atlântico e separada do continente pelo Furo do Mocooca.2 É um lugar onde o tempo passa num ritmo diferente, regido pela maré e não pelo relógio.

Tabela 1: Ficha Técnica da Ilha

 

CaracterísticaDescrição DetalhadaReferências
Nome OficialIlha de Maiandeua1
Nome PopularIlha de Algodoal1
Significado Tupi“Mãe da Terra”1
LocalizaçãoMunicípio de Maracanã, Nordeste do Pará, Brasil2
Área TotalAproximadamente 19 km² (2.378 hectares na APA)2
BiomasManguezal, Restinga, Dunas, Floresta Secundária6
AcessoFluvial (via Marudá ou Porto do 40 em Mocooca)8
PopulaçãoAprox. 2.000 habitantes fixos (varia com temporada)4

Neste relatório, vamos esfregar o côro na realidade local, analisando desde a fundação das vilas até as questões ambientais que hoje preocupam quem vive lá. Não é conversa meia tigela, é estudo cabeça pra quem quer manjar tudo sobre esse paraíso.

2. A Colonização e as Raízes Históricas: Dos Jesuítas aos Pescadores

A história de ocupação de Maiandeua não começou ontem, não, parente. Embora a ocupação mais intensa e registrada date do início do século XX, a região de Maracanã tem raízes profundas no período colonial brasileiro.

2.1. O Contexto Colonial e a Sombra dos Jesuítas

O município de Maracanã, ao qual a ilha pertence, tem uma história ligada às missões religiosas. A fundação de Maracanã remonta ao século XVII, especificamente por volta de 1653, quando o Padre Antônio Vieira, figura casca grossa da história brasileira e orador sacro, liderou missões jesuíticas na região para catequizar os indígenas da tribo Maracanã.10 A vila chegou a se chamar “Vila de São Miguel de Cintra” em 1757, por ordem de Mendonça Furtado, irmão do Marquês de Pombal, naquela época em que queriam tirar a pavulagem dos nomes indígenas e aportuguesar tudo.

Essa conexão com os jesuítas alimenta uma das maiores polêmicas históricas e turísticas da ilha: as ruínas de Fortalezinha. Diz a lenda, contada na boca miúda pelos moradores mais antigos, que as pedras encontradas na Vila de Fortalezinha são vestígios de uma antiga fortificação ou construção jesuítica.12 O caboclo olha para aquelas pedras e diz: “Ali ó, foi padre que fez”. No entanto, historiadores como Emanuel Pereira, que é um caboclo muito cabeça, alertam que não há registros documentais firmes nos alfarrábios sobre um forte militar (“Fortalezinha”) erguido pelos jesuítas ou portugueses naquela ilha específica. É provável que as ruínas sejam de antigas casas de salgar peixe ou estruturas coloniais menores, talvez gamboas (currais de pedra) construídas por escravos ou indígenas, mas a aura de mistério permanece e atrai turista curioso.

2.2. A Chegada das Famílias Tradicionais (Década de 1920)

A ocupação moderna e contínua da ilha, que formou a sociedade que vemos hoje, começou de fato na década de 1920. Não foi gente rica ou nobre que chegou; foram pescadores, gente dura na queda, que vinha de outras regiões do Salgado (como Marapanim e Magalhães Barata) em busca de peixe farto e terra boa para fazer farinha.

Esses pioneiros construíram ranchos de palha e madeira, vivendo da subsistência. Entre as famílias fundadoras, destaca-se a família Teixeira. Mano, os Teixeira são maceta na história da ilha! Segundo relatos de moradores antigos, como o Sr. Waldovino Pinheiro Teixeira (o Pelé), a família Teixeira era a maior e mais influente, ocupando posições de prestígio social e comercial na Vila de Algodoal desde os primórdios.14 Outra figura emblemática foi o Sr. João Kamambá, filho de escravos, que hoje dá nome a um dos bairros da Vila de Algodoal. Isso mostra que a ilha também foi refúgio e lar para afrodescendentes que buscavam liberdade e sustento no mar.

Havia também figuras de autoridade informal, como o “Mané Rose”, que atuava como uma espécie de comissário, alguém que tomava conta da ordem na ilha quando o Estado ainda nem sabia direito que aquilo existia.14 Esses patriarcas e matriarcas cresceram a pulso, enfrentando a falta de luz, de médico e de transporte, criando uma identidade comunitária forte.

3. O Campo Socioambiental: A Criação da APA Algodoal-Maiandeua

Antigamente, era tudo de bubuia, cada um fazia o que queria. Mas a beleza da ilha atraiu olhares, e o risco de degradação ficou brabo. Foi então que o Estado precisou intervir para não deixar o patrimônio natural ir pro beleléu.

3.1. O Marco Legal: Lei nº 5.621 de 1990

Em 27 de novembro de 1990, foi sancionada a Lei Estadual nº 5.621, que criou oficialmente a Área de Proteção Ambiental (APA) Algodoal-Maiandeua.5 Isso não foi pouca coisa, não. Foi a primeira Unidade de Conservação (UC) costeira do Pará. A área delimitada abrange 2.378 hectares, somando as terras firmes das ilhas de Algodoal (385 ha) e Maiandeua (1.993 ha).

O objetivo dessa lei não foi expulsar o caboclo, mas sim tapar o sol com a peneira da degradação, ou seja, tentar organizar a bagunça. É uma UC de Uso Sustentável, o que significa que a comunidade pode morar e trabalhar, desde que não destrua o meio ambiente.

3.2. As Regras do Jogo: Nada de Motor

Uma das regras mais famosas e que deixa muito turista encabulado (mas depois eles acham daora) é a proibição de veículos automotores terrestres na ilha.1 Carro e moto? Nem com nojo! A Portaria e o Plano de Manejo estabelecem que o transporte deve ser feito por meios tradicionais ou não poluentes. Isso significa que, na ilha, quem manda no trânsito é a carroça puxada por cavalo, a bicicleta e os triciclos. Se tu vires uma moto rodando lá, pode saber que é serviço público essencial (polícia, lixo, saúde) ou é alguém dando um migué na fiscalização.

Essa proibição preserva as ruas de areia, o silêncio e a vibe rústica do lugar. Se entrasse carro, mano, ia virar uma bagunça, ia ter poluição sonora e o encanto da ilha ia se escafeder.

A gestão da APA é feita pelo IDEFLOR-Bio (Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará), que trabalha junto com um Conselho Gestor formado por representantes das comunidades (Algodoal, Camboinha, Fortalezinha, Mocooca), órgãos públicos e ONGs.7 É nesse conselho que o pau come (no bom sentido, de debate) para decidir sobre limpeza, turismo, energia e fiscalização.

4. As Quatro Irmãs: Radiografia das Vilas da Ilha

A Ilha de Maiandeua não é um bloco só de gente. Ela se divide em quatro vilas principais, cada uma com seu jeito, sua economia e sua pavulagem. Vamos perambular por cada uma delas para tu manjares bem como é a geografia humana desse lugar.

Tabela 2: Comparativo das Vilas da APA

VilaPrincipal CaracterísticaEconomia BaseAcesso PrincipalAtmosfera
AlgodoalA maior e mais turística (“Capital”)Turismo, Comércio, PescaBarco via Marudá (40 min)Agitada, festiva, pavulagem
FortalezinhaRefúgio rústico e paisagísticoPesca, Turismo de experiênciaBarco via Mocooca ou trilhaTranquila, roots, misteriosa
CamboinhaTradicional e pesqueiraPesca do camarão, FarinhaTrilha ou barco (ponte caída)Comunitária, trabalhadora, raiz
MocoocaPorta de entrada e resistênciaPesca, Travessia, TurismoEstrada (PA-430) + Barco (10 min)De passagem, resiliente à erosão

4.1. Vila de Algodoal: O Coração Turístico

A Vila de Algodoal é onde o banzeiro acontece. É a maior das quatro, com a infraestrutura mais consolidada. Tem pousadas de alvenaria, restaurantes, mercadinhos, igrejas e posto de saúde. A energia elétrica chegou de forma definitiva e estável apenas em 2005, através do programa Luz para Todos (cabos subaquáticos), o que mudou a vida do povo que antes vivia no motor a diesel.

Geograficamente, é separada do restante da ilha (Maiandeua) pelo Furo Velho, um canal de maré que corta o manguezal. Mas na prática, é tudo o mesmo complexo. É aqui que fica a famosa Praia da Princesa, considerada uma das mais bonitas do Brasil, com suas dunas alvas e lagoas de água doce na época da chuva (inverno amazônico).

O transporte aqui é dominado pelos carroceiros e tricicleiros. Eles são os “taxistas” da ilha. Quando a maré enche, a travessia do canal para a Praia da Princesa é feita em canoas a remo, um charme que rende fotos só o filé.

4.2. Vila de Fortalezinha: O Outro Lado do Paraíso

Do outro lado da ilha, acessível por trilhas longas ou barco, fica Fortalezinha. O lugar é bacana demais para quem quer fugir do agito. A vila é mais espalhada, com casas de madeira e quintais arborizados. A praia de Fortalezinha é um espetáculo à parte, com formações rochosas e piscinas naturais.

A vila carrega o nome devido às supostas ruínas de uma fortaleza. Como já proseamos, historiadores debatem a origem, mas para o morador, aquilo é patrimônio histórico deixado pelos “antigos”.12 A comunidade tem investido num turismo mais comunitário, com campings e redários. É lá que fica a Casa do Carimbó, um ponto de cultura que mantém viva a tradição do ritmo.

4.3. Vila de Camboinha: A Terra do Camarão

Camboinha fica “espremida” geograficamente entre Algodoal e Fortalezinha, mas tem uma identidade gigante. É a vila mais tradicional no quesito pesqueiro. A maioria das famílias aqui vive da pesca artesanal, especialmente do camarão, capturado com o puçá de arrasto.

Essa técnica é passada de pai para filho. O pescador entra com água no peito, empurrando uma rede em forma de saco (o puçá) e arrastando o fundo. É trabalho para quem tem muque, mano! A safra boa vai de julho a dezembro, quando a água tá salgada e o camarão aparece discunforme.8

Um problema crônico de Camboinha é a Ponte. Existia uma ponte de madeira sobre o Igarapé das Lanchas que ligava a vila a Algodoal. Essa ponte caiu e a situação virou uma novela. Sem a ponte, a circulação dos moradores e o escoamento do camarão ficaram difíceis, dependendo de maré ou de barcos fretados. O povo reclama, faz barulho, mas a solução definitiva demora a chegar, parecendo que as autoridades estão tapando o sol com a peneira.

4.4. Vila de Mocooca: A Resiliência na Beira do Furo

Mocooca é a sentinela da ilha. Fica de frente para o continente, separada apenas pelo Furo do Mocooca. É a porta de entrada para quem vem de carro pela estrada da Vila do 40. O nome, de origem Tupi, remete a “casa de mocó” ou “casas pequenas”.

A comunidade de Mocooca enfrenta um inimigo invocado: a erosão costeira. As “terras caídas” já engoliram ruas e casas inteiras ao longo das décadas. Moradores antigos contam que tiveram que desmontar suas casas e recuar para dentro da ilha várias vezes.27 Mesmo assim, o povo é duro na queda e continua lá, recebendo os turistas que fazem a travessia rápida de 10 minutos para pisar na ilha.

5. O Jeito Caboclo de Viver: Economia e Tradição

Viver na ilha exige sabedoria. O caboclo daqui não briga com a natureza, ele dança conforme a música (ou a maré).

5.1. Pesca Artesanal: O Sustento que Vem da Maré

A economia gira em torno do peixe e do turismo. Na pesca, usam-se apetrechos tradicionais como o curral (armadilha fixa de madeira que captura o peixe na vazante), a tarrafa, o espinhel e as redes de emalhar.8 O cheiro de peixe secando ao sol ou sendo moqueado é o perfume natural das vilas, aquele pitiú que garante a bóia.

Além do peixe e do camarão, a coleta de caranguejo e sarnambi nos manguezais é vital. É um trabalho sujo, de meter a mão na lama, mas que garante o almoço de muita família brocada.

5.2. Mandioca e Farinha: A Energia do Caboclo

Não existe paraense sem farinha, mano. E na ilha não é diferente. A agricultura de subsistência foca na mandioca. O processo é artesanal: planta na roça, colhe no paneiro, leva para a casa de farinha, descasca, rala, passa no tipiti (uma prensa de palha trançada, tecnologia indígena pura) para tirar o tucupi venenoso, e depois torra no forno mexendo com o remo.

O tucupi extraído, depois de fervido por dias para sair o veneno, vira o molho amarelo que acompanha o peixe, o pato e o tacacá. A crueira (o resíduo grosso) vira mingau ou beiju. Nada se perde, tudo vira sustância.

6. O Mundo Encantado: Lendas e Visagens de Maiandeua

Agora, parente, se prepara que o papo vai ficar cabuloso. Maiandeua é terra de encantaria. A fronteira entre o real e o sobrenatural aqui é mais fina que casca de ovo. Quem anda nas trilhas à noite ou navega nos furos sabe que tem que pedir licença, senão leva carreirinha de visagem.

6.1. A Princesa de Algodoal: A Soberana das Dunas

Essa é a lenda mãe da ilha. Dizem que uma princesa encantada habita as dunas e o lago que leva seu nome (Lago da Princesa). A origem dela varia: uns dizem que fugiu da Europa, outros que é uma entidade das águas. Ela aparece nas noites de lua cheia, belíssima, só o filé, vestida de branco ou luz. Ela oferece um copo de bebida ou um tesouro ao caminhante solitário. Se o sujeito aceitar, ele é “encantado” e levado para o fundo do mar, para viver no reino dela, mas nunca mais volta para a família. Se recusar, ela vira uma serpente gigante (a Boiúna) e o assusta.

Tem história de homem que ficou leso, vagando pelas dunas chamando pela princesa. O povo respeita. Ninguém é doido de zombar da Princesa perto do lago dela.

6.2. A Pedra Chorona: Lágrimas de Encanto

Localizada perto de Camboinha, a Pedra Chorona é um mistério geológico e espiritual. É uma formação rochosa de onde brota água doce, mesmo estando na beira do mar. Para a ciência, é o lençol freático aflorando. Para o caboclo, a pedra chora.

A lenda diz que a pedra chora de saudade de um amor antigo ou que é uma entidade feminina presa na rocha. O lugar é considerado sagrado e perigoso. Dizem os antigos que não se pode levar nada de lá, nem uma pedrinha, senão a pessoa pega uma panema (azar) danada na vida. É lugar de respeito, não de balbúrdia.

6.3. O Navio Iluminado e a Cobra Grande

Essa lenda é clássica da Amazônia, mas em Algodoal ela tem CEP. Pescadores juram ver, nas noites de escuridão total, um grande navio transatlântico, todo iluminado, passando no canal ou no horizonte. Ele toca música, parece ter festa a bordo, mas navega em silêncio de motor e não faz marola. É o Navio Iluminado.

Muitos dizem que o navio é, na verdade, a Cobra Grande (Boiúna) disfarçada para atrair as canoas. Se o pescador se aproximar, o encanto quebra e a cobra o devora. Dizem também que uma Cobra Grande dorme embaixo da ilha (alguns dizem embaixo da igreja de Algodoal), e se ela acordar, a ilha afunda. Por isso, quando tem tremor de terra ou erosão forte, os velhos já dizem: “É a bicha se mexendo!”.

6.4. O Anjo de Fortalezinha

Em Fortalezinha, corre a história de um ser de luz, um “Anjo”, que protege a comunidade. Diferente das visagens que assustam, o Anjo aparece para avisar de perigos ou proteger os moradores de males. Mas ele é carrancudo com quem desrespeita o lugar. Quem vai para lá fazer baderna ou desrespeitar a natureza pode ter um encontro desagradável com o guardião.

7. Cultura Vibrante: Carimbó e Fé

A alma de Maiandeua é musical e devota. Não tem como separar a fé do catolicismo popular da batida do curimbó.

7.1. O Carimbó “Pau e Corda” e Mestre Chico Braga

O carimbó da ilha é raiz, estilo “pau e corda” (sem instrumentos eletrônicos, só curimbó, banjo, maraca, milheiro e sopro). É música que nasce da terra e do mar. E o rei dessa arte foi o saudoso Mestre Chico Braga.

Chico Braga era pescador, compositor e um poeta nato. Ele cantava as belezas da ilha, as lendas da Princesa e a vida dura do pescador. Morreu em 2015, mas deixou um legado porrudo. Músicas como “Pedra do Migué” são hinos. Hoje, grupos como os Nativos do Canal mantêm a tradição, tocando nos bares e nas festas, fazendo a saia das mulheres rodar e os turistas tentarem (desajeitadamente) acompanhar o passo.43 O carimbó aqui não é peça de museu, é vivo, daora e ferve o sangue.

7.2. Festividades Religiosas: Quando o Santo Chama

O calendário da ilha é marcado pelas festas de santo. É quando a comunidade se une, faz procissão, reza missa e depois cai na festa.

  • São Miguel Arcanjo (29 de Setembro): Padroeiro do município de Maracanã e venerado em todas as vilas. A festividade mistura fé com a tradicional Regata, onde barcos à vela competem colorindo o rio.
  • São Pedro (29 de Junho): Padroeiro dos pescadores. A festa é linda, com procissão fluvial. Os barcos enfeitados saem em cortejo, pedindo proteção e fartura no mar. É dia de foguete e de comer peixe assado na brasa.48
  • São Benedito (Dezembro): O santo preto, muito amado. A festividade envolve a marujada, muita dança e comida, celebrando a herança negra da região.
  • Nossa Senhora de Nazaré (Novembro): Também tem Círio na ilha! A devoção mariana é fortíssima, com procissões que percorrem as areias das vilas.

8. Desafios e Futuro: A Luta Continua

Nem tudo é festa e praia bonita. Maiandeua enfrenta problemas sérios. A erosão é um monstro que come a terra dia e noite, principalmente em Mocooca e na Praia da Princesa. A falta de saneamento básico e o lixo deixado pelos turistas (“farofeiros” ou não) são ameaças constantes ao ecossistema frágil da APA.

A comunidade luta para manter sua identidade frente à pressão do turismo de massa e da especulação imobiliária. O desafio é: como crescer sem destruir? Como receber o turista bacana sem deixar que a ilha vire apenas um balneário comercial sem alma? A resposta está na força dos moradores, que, como a raiz do mangue, se seguram na lama para resistir à maré forte.

O Remate

Então, meu chegado, Maiandeua é isso. É um lugar onde a lenda se mistura com a vida real, onde o carimbó cura a tristeza e o chibé mata a fome. É terra de gente simples, enxerida na hospitalidade e invocada na defesa do seu chão.

Se tu fores visitar, vai na manha. Tira o relógio do pulso, pisa na areia descalço, respeita a Princesa e o Anjo. E, pelo amor de Deus, não joga lixo na praia, senão tu vais levar uma peia moral do povo e da natureza. Maiandeua, ou Algodoal, é só o filé, e cabe a nós garantir que ela continue sendo a “Mãe da Terra” por muitas gerações.

Tchau, mano! Já fui, que a maré tá enchendo!

 

 

Referências citadas

  1. Algodoal: Um Paraiso Mágico para Fotógrafos – Art in Motion by Raimundo C.Gaby Jr., acessado em janeiro 18, 2026, https://www.raimundogaby.com/blog/algodoalportuguese
  2. Ilha de Maiandeua – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em janeiro 18, 2026, https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_Maiandeua
  3. Venha Conhecer a Ilha de Algodoal-PA Conosco. – Wix.com, acessado em janeiro 18, 2026, https://adatur.wixsite.com/adatur/single-post/2015/06/24/venha-conhecer-a-ilha-de-algodoalpa-conosco
  4. Algodoal – Onde fica, o que fazer e quando viajar, acessado em janeiro 18, 2026, https://freeway.tur.br/blog/algodoal-onde-fica-o-que-fazer-quando-viajar
  5. GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Ver o Diário Oficial LEI ORDINÁRIA N° 5.6 – IDEFLOR-Bio, acessado em janeiro 18, 2026, https://ideflorbio.pa.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/Lei-de-Criacao-APA-de-Algodoal-Maiandeua.pdf
  6. GUIA DA FLORA DA APA DE ALGODOAL- MAIANDEUA – IDEFLOR-Bio, acessado em janeiro 18, 2026, https://ideflorbio.pa.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/Guia_da_Flora_APA_de_Algodoal_Maiandeua_GBio_DGBio_IDEFLOR_Bio-1.pdf
  7. Área de Proteção Ambiental de Algodoal-Maiandeua – IDEFLOR-Bio, acessado em janeiro 18, 2026, https://ideflorbio.pa.gov.br/area-de-protecao-ambiental-de-algodoal-maiandeua/
  8. Vila de Camboinha – PEAVEP PA, acessado em janeiro 18, 2026, https://peavep.com.br/censo/maracana/vila-de-camboinha/
  9. Vila Mocooca – PEAVEP PA, acessado em janeiro 18, 2026, https://peavep.com.br/censo/maracana/vila-mocooca/
  10. SOZINHOS, MAS NEM TANTO: MEMÓRIAS E LUTAS CONTRA O ISOLAMENTO NUMA COMUNIDADE PESQUEIRA NO LITORAL NORDESTE DA AMAZÔNIA PARAEN – Ufac, acessado em janeiro 18, 2026, https://periodicos.ufac.br/index.php/amazonicas/article/download/6539/4142
  11. História – Prefeitura Municipal de Maracanã | Gestão 2025-2028, acessado em janeiro 18, 2026, https://maracana.pa.gov.br/o-municipio/historia/
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  17. Portaria IDEFLOR Nº 453 DE 21/07/2015 – Estadual – Pará – LegisWeb, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=287287
  18. GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Ver no Diário Oficial PORTARIA Nº 889, DE 16 DE OUTU – SEMAS, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.semas.pa.gov.br/legislacao/files/pdf/563998.pdf
  19. A lenda, a praia e a lagoa da Princesa – Blog da Ana – 1000 dias, acessado em janeiro 18, 2026, https://1000dias.com/ana/a-lenda-a-praia-e-a-lagoa-da-princesa/
  20. Ilha de Algodoal, Pará: como chegar e o que fazer nesse paraíso – Worldpackers, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.worldpackers.com/pt-BR/articles/ilha-de-algodoal
  21. Doc sobre cultura do carimbó na Ilha de Maiandeua – Holofote Virtual, acessado em janeiro 18, 2026, http://holofotevirtual.blogspot.com/2015/04/doc-mostra-cultura-do-carimbo-na-ilha.html
  22. Ilha de Algodoal: Como chegar e o que fazer nesse vilarejo tão fora do óbvio em Belém do Pará, acessado em janeiro 18, 2026, https://blogsandraluciaviagens.com.br/ilha-de-algodoal-como-chegar-e-o-que-fazer-nesse-vilarejo-tao-fora-do-obvio-em-belem-do-para/
  23. Biblioteca Digital de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Federal Rural da Amazônia: A pesca artesanal de camarão e o perfil socioeconômico dos pescadores da vila de Camboinha na ilha de Maiandeua no município de Maracanã/PA, acessado em janeiro 18, 2026, https://bdta.ufra.edu.br/jspui/handle/123456789/3349
  24. A ponte para a COP 30 e os moradores de Algodoal e Maiandeua – Blog do Ícaro Gomes, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.icarogomes.com/2024/04/a-ponte-para-cop-30-e-os-moradores-de.html
  25. Mococa – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em janeiro 18, 2026, https://pt.wikipedia.org/wiki/Mococa
  26. O RAMAL DO 40 – Repositório Institucional da UFPA, acessado em janeiro 18, 2026, https://repositorio.ufpa.br/bitstreams/b11e2996-aacc-4f3d-a661-389b2cab9a5f/download
  27. Ramal do 40, a rodovia PA 430 – Histórias e memórias do Vilarejo 40 do Mocooca em Maracanã – Blog do Ícaro Gomes, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.icarogomes.com/2024/02/ramal-do-40-rodovia-pa-430-historias-e.html?m=1
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  35. Desvendando Maiandeua – Gringa é a praia e Pedra Chorona a gruta, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.icarogomes.com/2022/01/desvendando-maiandeua-gringa-e-praia-e.html
  36. A lenda do Vapor encantado – CBHSF : CBHSF – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, acessado em janeiro 18, 2026, https://cbhsaofrancisco.org.br/noticias/natureza_blog/a-lenda-do-vapor-encantado/
  37. O IMAGINÁRIO FANTÁSTICO AMAZÔNICO EM TRÊS CONTOS DE INGLÊS DE SOUSA – UFPA, acessado em janeiro 18, 2026, https://bdm.ufpa.br/bitstreams/6af07b15-aec3-4358-a103-10df2fc3d0f6/download
  38. Cobra Grande | Dana Social, acessado em janeiro 18, 2026, https://dana.com.br/social/nossos-projetos/lendas-brasileiras/cobra-grande/
  39. A Lenda da Cobra Grande – Ao Redor – Cultura e Arte, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.aoredor.blog.br/post/a-lenda-da-cobra-grande
  40. Praia de Algodoal e Pescador Valente – Carimbó do Jonny – YouTube, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=k-QfwpcD7I8
  41. Mestres Praianos do Carimbó de Maiandeua – documentário completo – YouTube, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=pbmPGTiuv3I
  42. Chico Braga lança CD e vira tema de documentário, acessado em janeiro 18, 2026, http://campanhacarimbo.blogspot.com/2011/06/chico-braga-lanca-cd-e-vira-tema-de.html
  43. Festival de Carimbó em Algodoal celebra a tradição cultural da Ilha de Maiandeua, acessado em janeiro 18, 2026, http://campanhacarimbo.blogspot.com/2008/09/festival-de-carimb-em-algodoal-celebra.html
  44. PAU & CORDA: Histórias de Carimbó – YouTube, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=OX0OlaKsU5Q
  45. Regata de Algodoal | SETUR – SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO, acessado em janeiro 18, 2026, https://setur.pa.gov.br/eventos/regata-de-algodoal
  46. 29 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO MIGUEL ARCANJO – Prefeitura Municipal de Maracanã, acessado em janeiro 18, 2026, https://maracana.pa.gov.br/29-de-setembro-dia-de-sao-miguel-arcanjo/
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  50. Irmandade de Carimbó São Benedito – Mapa cultural do Pará, acessado em janeiro 18, 2026, https://mapacultural.pa.gov.br/agente/52925/
  51. A DEVOÇÃO A SÃO BENEDITO NO PARÁ E NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO NA PARAÍBA Sonia Cristina de Albuquerque Viei – revista plura, acessado em janeiro 18, 2026, https://revistaplura.emnuvens.com.br/anais/article/view/1203/1024
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  53. Vamos preservar Fortalezinha – Ensaiei um mochilão, acessado em janeiro 18, 2026, http://ensaieiummochilao.blogspot.com/2018/09/vamos-conhecer-e-preservar-o.html
  54. Vila de Fortalezinha, na Ilha de Maiandeua, em Maracanã – Uruá-Tapera, acessado em janeiro 18, 2026, https://uruatapera.com/vila-de-fortalezinha-na-ilha-de/
  55. Carnaval 2024: Algodoal receberá várias atrações culturais no período de folia – O Liberal, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.oliberal.com/cultura/carnaval-de-algodoal-tera-varias-atracoes-culturais-1.777311
  56. A Lenda de Maiandeua – YouTube, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=_dGvW9eWk70
  57. PARÁ VISAGENTO: A PRINCESA COBRA DE ALGODOAL (EP 02) – YouTube, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=sPrDG-x1SYs
  58. SOZINHOS, MAS NEM TANTO: MEMÓRIAS E LUTAS CONTRA O ISOLAMENTO NUMA COMUNIDADE PESQUEIRA NO LITORAL NORDESTE DA AMAZÔNIA PARAEN, acessado em janeiro 18, 2026, https://periodicos.ufac.br/index.php/amazonicas/article/download/6539/4142/23861
  59. Atravesse Algodoal e descubra Fortalezinha – DOL, acessado em janeiro 18, 2026, https://dol.com.br/noticias/para/529784/atravesse-algodoal-e-descubra-fortalezinha
  60. Carimbó e grupos folclóricos fazem parte das raízes de Ponta de Pedras, no Marajó – G1, acessado em janeiro 18, 2026, https://g1.globo.com/pa/para/e-do-para/noticia/2021/10/02/carimbo-e-grupos-folcloricos-fazem-parte-das-raizes-de-ponta-de-pedra-no-marajo.ghtml
  61. secretária de estado de turismo do pará – Setur PA, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.setur.pa.gov.br/sites/default/files/pdf/iot_maracana_novembro.pdf
  62. O Padroeiro – Paróquia Senhor do Bonfim, Ipatinga, Minas Gerais, acessado em janeiro 18, 2026, https://paroquiasenhordobonfim.com.br/o-padroeiro/
  63. NA ROTA DA HISTÓRIA: A PADROEIRA DA ILHA – Mosqueirando, acessado em janeiro 18, 2026, https://mosqueirando.blogspot.com/2010/11/na-rota-da-historia-padroeira-da-ilha.html
  64. INRC CARIMBÓ Inventário Nacional de Referências Culturais Belém – Pará Junho de 2014 DOSSIÊ – IPHAN, acessado em janeiro 18, 2026, http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Dossi%C3%AA%20de%20Registro%20Carimb%C3%B3(1).pdf
  65. Em Marapanim, PA, festival de carimbó exalta a cultura paraense – notícias em Pará – G1, acessado em janeiro 18, 2026, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/08/em-marapanim-pa-festival-de-carimbo-exalta-cultura-paraense.html
  66. O carimbó: cultura tradicional paraense, patrimônio imaterial do Brasil – Portal de Revistas da USP, acessado em janeiro 18, 2026, https://revistas.usp.br/cpc/article/download/74966/92654/0
  67. Fortalezinha – uma ilha paradisíaca no nordeste do Pará – YouTube, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=qRD3nfJ27rc
  68. EXPEDIÇÃO PRAIANA – AS VÁRIAS DEFINIÇÕES DE FORTALEZINHA, MARACANÃ, acessado em janeiro 18, 2026, https://icarogomes.com/expedicao-praiana-as-varias-definicoes-de-fortalezinha-maracana/
  69. UM MUSEU PARA A ILHA DE MAIANDEUA/PA: PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO, DESENVOLVIMENTO LOCAL E TURISMO Apresentação oral A propos – Fórum de Participação Social, acessado em janeiro 18, 2026, https://forum.museus.gov.br/wp-content/uploads/tainacan-items/2466/4941/Apresentacao-Oral-62-UM-MUSEU-PARA-A-ILHA-DE-MAIANDEUAPA-PRESERVACAO-DO-PATRIMONIO-DESENVOLVIMENTO-LOCAL-E-TURISMO.pdf
  70. A Lenda do Anjo de Zion – YouTube, acessado em janeiro 18, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=3V2zl8QN7iQ
  71. 101 anos de tradição: Conheça a história da Festa de São Pedro – FundArt, acessado em janeiro 18, 2026, https://fundart.com.br/101-anos-de-tradicao-conheca-a-historia-da-festa-de-sao-pedro/
  72. Histórias assustadoras de Belém, Mosqueiro e Algodoal são opções de lançamentos no estande da Ioepa | Agência Pará, acessado em janeiro 18, 2026, https://agenciapara.com.br/noticia/59069/historias-assustadoras-de-belem-mosqueiro-e-algodoal-sao-opcoes-de-lancamentos-no-estande-da-ioepa
  73. Série Maracanã 372 anos – O Seu Martins do Seringal no KM 26 – Blog do Ícaro Gomes, acessado em janeiro 18, 2026, https://icarogomes.com/serie-maracana-372-anos-o-seu-martins-do-seringal-no-km-26/
  74. SECULT | A “Lenda da Pedra Encantada”: O Mistério que Fascina Ananindeua, acessado em janeiro 18, 2026, https://ananindeua.pa.gov.br/secult/noticia/8661/a-lenda-da-pedra-encantada-o-misterio-que-fascina-ananindeua
  75. Área de Proteção Ambiental de Algodoal-Maiandeua – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em janeiro 18, 2026, https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rea_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_Ambiental_de_Algodoal-Maiandeua
  76. APA Algodoal-Maiandeua – Unidades de Conservação no Brasil – | Instituto Socioambiental, acessado em janeiro 18, 2026, https://uc.socioambiental.org/arp/774