1.Égua, Parente! O Jambu é o Bicho: A Verdade sobre o Tremelique e o Amor
Fala, parente ! Tu sabes que a nossa Amazônia é uma dispensa cheia de coisa boa, né? Os cientistas vivem de olho nas nossas plantas, porque aqui tem remédio pra tudo que é doença e pra curar qualquer panema. E adivinha quem tá na boca do povo e dos laboratórios? O nosso Jambu!
É isso mesmo, mano! Aquele mato que tu colocas no tacacá pra tremer a boca. Os gringos chamam de “Margarida Elétrica”, mas aqui a gente sabe que é o Jambu, a erva que deixa a gente com a boca dormente e feliz. O texto diz que ele serve pra muito mais do que só encher o bucho; ele é alvo de pesquisa séria!
Será que é Potoca ou é de Rocha?
A grande cuíra dos cientistas é descobrir se aquela conversa de que o Jambu é afrodisíaco é verdade ou se é pura potoca . O povo antigo diz que ele é bom pra “namorar”, pra deixar o caboco aceso, mas será que funciona? O artigo diz que eles tão estudando um tal de “espilantol” (o negócio químico que faz tremer) pra ver se ele mexe com os hormônios e ajuda quem tá com a ferramenta falhando.
Te orienta, não vai fazer doidice!
O Jambu é pai d'égua, serve pra dor de dente e até como anestésico, mas tem que ter cuidado. O texto avisa pra não sair comendo Jambu até o tucupi achando que vai virar super-herói. Se tu abusares, em vez de ficar fortão, tu podes é ter um treco ou ficar meio leso, porque em excesso ele pode fazer mal pra cabeça.
Então, te mete a estudar o Jambu, mas com respeito! Ele é nosso, é cultura, é ciência e é bacana demais!
É pra já, parente ! Segura na minha mão que a gente não vai escorregar na quiabo, vamo embocar nesse assunto de biologia, mas do nosso jeito.
Analisei esse segundo capítulo e traduzi pro nosso “Amazonês” raiz, pra ninguém ficar boiando na hora de explicar o que é o Jambu de verdade.
2. Te Orienta, Parente: O Nome e a Cara do Jambu
Mano , pra gente conversar di rocha sobre ciência, a primeira coisa é não trocar as bolas no nome do mato. A papelada diz que teve uma confusão grande, uma verdadeira bandalhêra com o nome do nosso Jambu ao longo dos anos. Se tu não te ligares nisso, vai acabar espalhando potoca velha achando que é novidade.
2.1 A Treta dos Nomes: Spilanthes x Acmella
Ó, presta atenção pra não ficar leso . Antigamente, lá no tempo do ronca, os estudiosos chamavam o Jambu de Spilanthes. Era o nome “chique” dele. Mas aí, em 1985, um caboco estudioso chamado Robert Jansen parou pra espiar direito a planta. Ele viu que tava tudo errado e botou ordem na casa.
Ele disse: “Para com essa pavulagem de Spilanthes! O nome certo é Acmella oleracea!”. O problema é que tem muita gente, principalmente lá pras bandas da Ásia, que ainda usa o nome velho. Mas tu, que és um caboco escovado e letrado, já sabe: se falarem Spilanthes, tu dizes “olha já, te orienta, o certo é Acmella!”.
E como é que reconhece a nossa Acmella original? É fácil, cabra! Ela tem aquela florzinha invocada , que não tem pétala grande em volta (não é igual margarida comum). Ela é amarela na base e tem a ponta vermelha, parecendo um olho. Por isso os gringos chamam de “Planta do Olho”. É só o filé de bonita.
2.2 De Onde Veio e Como É
O Jambu é nosso, é coisa de caboco ! Embora os cientistas fiquem matutando de onde exatamente ele saiu, a maioria concorda que ele nasceu aqui na América do Sul, criado e cuidado pelos nossos parentes indígenas na Amazônia. Ele não nasce sozinho no mato de qualquer jeito não, ele gosta é de roça, de gente cuidando.
A planta tem aquelas folhas que a gente adora jogar na panela, mas o segredo mesmo, a força do treme, tá na flor (o capítulo). É lá que o negócio é forte que só ! O texto diz que na flor tem muito mais daquele óleo que faz a boca adormecer do que nas folhas ou no talo. Então, se tu queres sentir o tremelique valendo, vai na flor!
Tabela: O RG do Jambu
Pra resumir a ópera e tu não ficares perambulando sem saber das coisas:
Família: Asteraceae (é parente de muita planta).
Nome Oficial: Acmella oleracea (O tal do Jansen que mandou).
Nome de Velho (Errado): Spilanthes oleracea (esquece isso, maninho).
Como a gente chama: Jambu ou Agrião-do-Pará.
Como os Gringos chamam: Toothache Plant (Planta de dor de dente) ou Electric Daisy (Margarida Elétrica – esses gringos são cheios de gaiatice ).
- Tabela 1: Sinopse Taxonômica e Nomenclatura Vernacular
Categoria Designação Notas Relevantes Família Asteraceae (Compositae) Uma das maiores famílias de plantas floríferas. Gênero Acmella Reclassificado de Spilanthes por Jansen (1985). Espécie Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen Nome científico aceito. Sinônimos Spilanthes oleracea L. Comum em literatura pré-1985 e etnofarmacologia. Spilanthes acmella var. oleracea Frequentemente usado na indústria de extratos. Bidens fervida Lam. Sinônimo histórico menos comum. Nomes Comuns Jambu (Brasil) Termo derivado do Tupi, predominante na Amazônia. Toothache Plant (Global) Referência ao uso analgésico tradicional. Agrião-do-Pará (Brasil) Referência ao uso culinário semelhante ao agrião. Electric Daisy / Buzz Buttons Referência à sensação vibratória/parestesia. Brède Mafane (Ilhas do Índico) Usado no prato nacional de Madagáscar, Romazava.
Manda brasa, parente ! Já analisei esse capítulo 3 e vou te dizer: chega deu água na boca e um tremelique na língua só de ler. O Jambu não é fraco não, ele roda o mundo, mas o coração dele é nosso.
Bora traduzir essa cultura toda pro nosso Amazonês, pra ficar só o filé no site.
3. O Jambu é Nosso e Ninguém Tasca: Cultura e Tradição
Mano , o Jambu não é só um mato qualquer que nasce no quintal não. O texto diz que ele é um “artefato cultural”, ou seja, ele é a cara da nossa gente, ligando os nossos parentes indígenas aqui da Amazônia até o povo lá da Ásia. É muita pavulagem , né não?
3.1 Tacacá, Cachaça e o Tremor que a Gente Gosta
Aqui no Pará, o Jambu é sagrado. O texto fala logo do nosso Tacacá , que é aquela mistura pai d'égua de tucupi , goma, camarão e, claro, o Jambu. A mágica acontece quando tu tomas e sentes aquele tremelique, a boca ficando dormente. O cientista chama de “experiência multisensorial”, mas a gente sabe que é aquele calor que faz suar e tremer tudo. Se não tremer, o caboco reclama que o tacacá tá panema !
E agora tem a moda da “Cachaça de Jambu”, né? O povo descobriu que o álcool puxa o tal do espilantol da flor. Resultado: uma bebida que deixa a galera com a boca vibrando e cheia de gaiatice . Dizem por aí que é afrodisíaca, pra deixar o caboco esperto e namorador .
3.2 Remédio pra Tudo: Do Dente ao Namoro
Não é só pra encher o bucho que serve não, viu? O Jambu é remédio forte na medicina do mundo todo:
Pra Dente Ruim: Desde o tempo dos avós, se o dente tá doendo, o caboco masca a flor. Ela adormece tudo e a dor some. É tiro e queda, melhor que muita farmácia.
Pra Hora H: Tanto aqui no Norte quanto lá na Índia (lugar que fica lá na caixa prega ), o povo usa o Jambu pra dar um trato na “vitalidade”. É o Viagra da floresta, parente! Eles dizem que melhora a fraqueza e deixa o caboco pronto pro serviço.
Pra Falar Direito: Olha essa cuíra : lá na Índia, eles dão Jambu pra curumim que gagueja! Acreditam que o formigamento ajuda a língua a desenrolar. Será que funciona? Te mete a testar!
Pra Outras Coisas: Ainda serve pra malária, reumatismo e até pra limpar as pedras do rim. O bicho é milagroso que só!
Pode deixar comigo, parente! Já peguei esse capítulo 4 e vou desenrolar esse carretel. Agora o papo ficou meio “científico”, mas aqui a gente traduz tudo pro “Amazonês” pra ninguém ficar matutando sem entender nada.
Se prepara que agora a gente vai descobrir o segredo do tremor!
4. A Química do Babado: Quem Manda é o Tal do Espilantol
Olha, mano , não é feitiçaria e nem visagem que faz a tua boca tremer quando tu tomas um tacacá. O texto diz que a culpa disso tudo é de umas substâncias chamadas “alquilamidas”. Mas o chefe da gangue, o que manda na parada mesmo, é um caboco chamado Espilantol.
4.1 Espilantol: A Molécula que é o Bicho
O tal do Espilantol é que é o responsável pelo show. O texto diz que ele é a “molécula chave”.
Como ele é: É um líquido meio oleoso, amarelado e tem um cheiro forte, meio pitiú de planta, sabe?
Porque ele pega rápido: O bicho é liso, escovado . Ele gosta de gordura (“lipofílico”), e por isso ele entra rasgando, na bicuda , pela pele e pela boca. Ele atravessa tudo rapidinho e vai direto pros miolos, por isso que a sensação é rápida.
Cheio de frescura: Mas não pensa que ele é duro na queda pra tudo não. O texto avisa que o Espilantol é meio fresco. Se pegar muito sol ou calor, ele estraga, perde a força. É por isso que fazer remédio ou suplemento dele é difícil, tem que ter cuidado pra não virar bagunça.
4.2 O Resto da Cambada
Além do Espilantol, tem outros trecos misturados lá que ajudam no serviço (o tal efeito sinérgico). E olha que bacana : o Jambu tem um negócio chamado “polissacarídeo” que protege o estômago.
Égua, parente! Agora o papo ficou sério e vai interessar a muita gente que tá com a ferramenta meio devagar. Tu me mandaste o “filet mignon” da pesquisa. Bora ver se esse Jambu levanta mesmo o moral da tropa ou se é só conversa pra boi dormir.
Traduzi esse capítulo 5 todinho pro nosso Amazonês, di rocha!
5. Será que o Jambu é o Viagra do Caboco? A Hora da Verdade
A grande cuíra do povo é saber se o Jambu serve pra “aquilo”. Sabe como é, né? Sair da potoca do folclore e ver se a ciência garante o namoro. E olha, mano, os resultados deixaram os cientistas de queixo caído.
5.1 Ratos Namoradores e Maluvidos
Primeiro, testaram nos ratos (coitados dos bichos, viraram cobaias). Deram extrato de Jambu pros ratinhos machos durante quase um mês. O resultado? Égua! Os bichos ficaram doidos pra namorar.
Ficaram tarados: Quanto mais Jambu eles tomavam, mais eles queriam cruzar. E o efeito durou até duas semanas depois que pararam de tomar o remédio.
Hormônio no teto: A testosterona (o hormônio do homem) subiu que foi uma beleza.
Efeito Azulzinho: Fizeram teste no tecido do “documento” dos ratos e viram que o Jambu solta Óxido Nítrico. Sabe quem faz isso também? O Viagra! O negócio relaxa as veias e o sangue entra com força.
5.2 Teste com Gente Grande (Os Humanos)
Depois dos ratos, a pesquisa foi pros homens mesmo, usando um extrato chique chamado “SA3X” (cheio de espilantol).
Ficando Purrudo: Outro estudo mostrou que, além de melhorar o namoro, a testosterona subiu e os cabocos ganharam músculo no braço. Ou seja, ficaram tebudos .
5.3 Como Funciona e o “Abre o Olho”
O Jambu ataca por três lados pra deixar o caboco aceso:
Na Cabeça: Manda o cérebro produzir hormônio.
No Sangue: Abre as veias pro sangue correr onde precisa.
No Sentir: Aquele tremelique todo ajuda a excitar.
Mas te orienta, parente! Nem tudo são flores. O texto avisa pra não ser leso e sair acreditando cegamente. Os estudos em humanos foram feitos com apoio da empresa que fabrica o extrato. Então, tem que ficar de butuca e esperar mais gente confirmar se é isso tudo mesmo, pra não cair no conto do vigário. Mas que o negócio promete, promete!
Levantou a Moral: Pegaram 400 cabocos que tavam na roça, com a ferramenta falhando (Disfunção Erétil). Deram o extrato pra eles por um mês. O resultado foi pai d'égua: melhorou a ereção, aumentou o número de namoros e o povo ficou feliz. O único defeito foi sentir um gosto estranho na boca, mas ninguém morreu.
Tabela 2: Resumo Comparativo dos Estudos sobre Efeito Afrodisíaco
Autor/Ano Modelo Intervenção Principais Desfechos Ref. Sharma et al. (2011) Ratos Wistar Extrato Etanólico (50-150 mg/kg) ↑ Testosterona, FSH, LH; ↑ Frequência de Monta; ↑ NO in vitro. 16 Patnaik et al. (2022) Humanos (com DE) SA3X 500 mg (1 mês) ↑ IIEF, ↑ Duração da Ereção, ↑ Libido. Melhora sustentada pós-uso. 18 Pradhan et al. (2021) Humanos SA3X 500 mg (2 meses) ↑ Massa Muscular, ↑ Frequência Sexual, ↑ Testosterona Sérica. 20 Memphis Pilot (2016) Humanos (Jovens) 400 mg extrato (2 semanas) ↑ Testosterona (29% em respondedores), ↑ Cortisol. (Estudo piloto pequeno ).
22 É pra já, parente! Segura a peruca que agora a gente vai entrar dentro da cabeça do caboco pra entender por que o Jambu faz esse banzeiro todo nos nervos.
Já traduzi o capítulo 6 e deixei tudo mastigadinho, sem aquela conversa difícil de médico. Bora ver como é que funciona esse choque gostoso!
6. O Mistério do “Buzz”: Por que a Boca Treme, Parente?
Tu já paraste pra pensar por que diacho a tua língua fica parecendo que tem formiga dançando carimbó quando tu comes o Jambu? O texto diz que não é só sensação de tato não, é uma “festa química” nos teus nervos. Pra entender isso e não comer Jambu até dar um treco, te liga na explicação.
6.1 Trancando a Porta dos Nervos (Os Canais de Potássio)
Olha só a gaiatice: os cientistas descobriram que o Espilantol (aquele óleo do Jambu) é malandro. Ele vai lá nos teus nervos e fecha umas portinhas chamadas “Canais de Potássio” (K2P).
Como funciona: O nervo precisa deixar sair uma energiazinha (potássio) pra ficar calmo, de bubuia.
O que o Jambu faz: O Espilantol chega e diz: “Ninguém sai!”. Ele tranca a saída. Aí o nervo fica invocado, cheio de energia acumulada, doido pra disparar.
O resultado: O nervo não sabe se grita ou se ri, e fica mandando sinal de vibração pro cérebro. É por isso que tu sentes esse tremelique doido. O nervo tá lá, super aceso e excitado, achando que tá acontecendo alguma coisa estorde.
6.2 Mexendo com a Quentura e o Sabor (Canais TRP)
Não satisfeito em deixar o nervo invocado, o Jambu ainda vai mexer com os sensores de temperatura (os tais canais TRP).
Frio ou Quente?: Ele mexe com o mesmo sensor da pimenta e da mostarda. Só que, diferente da pimenta que deixa a boca pegando fogo, o Jambu faz uma confusão: ele pinica, mas depois dá uma refrescada e adormece tudo. É uma sensação única, mano!
Truque do Sal (Essa é Pai D'égua): Agora, presta atenção que essa é só o filé! Descobriram que se tu colocares só um pouquinho de Jambu na comida (sem deixar tremer muito), ele engana a tua língua e faz tu achares que a comida tá mais salgada. Ou seja, serve pra dar sabor na comida de quem não pode comer muito sal. É ou não é muito cabeça essa planta?
Resumindo: O Jambu engana o teu cérebro, tranca teus nervos e ainda deixa a comida gostosa. Respeita o nosso mato!
É pra já, parente! Tu pensas que o Jambu é só pra deixar a gente leso de alegria no tacacá ou pra animar o namoro? Que nada! O bicho é mais versátil que bombril, serve pra um bocado de coisa.
Tratei de traduzir esse capítulo 7 pra te mostrar que o nosso “ouro verde” é remédio pra tudo que é treco. Espia só!
7. O Jambu é Bombril: Mil e Uma Utilidades, Parente!
Mano , se tu achavas que a nossa plantinha servia só pra tremer a boca e levantar a moral, tu tavas matutando errado. O cientista diz que o Jambu é “pleiotrópico” (palavra chique pra dizer que faz de tudo um pouco), desde arrancar dor até proteger o bucho.
7.1 Tira a Dor com a Mão (Dor de Dente)
Não é à toa que os gringos chamam de “Planta de Dor de Dente”. O negócio é di rocha! O tal do espilantol funciona igualzinho àquela anestesia de dentista (lidocaína).
O segredo: Ele chega no nervo e diz “para quieto aí!”. Ele bloqueia o sinal da dor e a dor pega o beco. É santo remédio, melhor que muita farmácia por aí.
7.2 O “Botox” do Mato: Pra Ficar Pavuloso
Essa aqui as cunhantãs e os curumins vaidosos vão gostar. O Jambu tá sendo vendido como “Botox Natural”.
Estica o couro: O extrato entra na pele e relaxa os músculos da cara. O resultado? As rugas somem e a pessoa fica só o filé, parecendo mais nova. É pra ficar cheio de pavulagem na frente do espelho!
7.3 Mijadeira Braba (Limpa o Rim)
O texto diz que o chá frio do Jambu é uma torneira aberta. O bicho faz a pessoa urinar discunforme, igual remédio forte (furosemida).
Pra que serve: É bom pra quem tem pressão alta e pra quem tá com pedra no rim. Mas te orienta: se tomar remédio de pressão junto, tu podes passar mal ou desidratar. Não vai dar uma de doido e esquecer de beber água!
7.4 Protege o Bucho (Quem Diria!)
Parece potoca, né? Como é que uma planta que arde vai proteger o estômago? Mas é verdade. O Jambu tem um açúcar especial (ramnogalacturonana) que cria um escudo no estômago.
Sem gastrite: Ele ajuda a fabricar muco e diminui o ácido. Ou seja, tu podes comer teu tacacá sem medo de queimar o estômago, porque o próprio Jambu já tá cuidando dele. É pai d'égua demais!
É pra já, parente! Chegamos na parte que o caboco tem que ter juízo. Porque tu sabes, né? Tudo demais é veneno, até açaí se comer muito dá dor de barriga.
Traduzi esse capítulo 8 com todo cuidado, porque saúde é coisa séria. Te orienta nessas informações pra não fazer leseira.
8. Te Orienta, Mano: Cuidado pra Não Virar Veneno
A regra é clara, sumano: a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Com o Jambu, o buraco é mais embaixo porque o tal do espilantol é forte nos nervos. Se tu fores leso e exagerares, pode dar treco.
8.1 Pode Comer, Mas Sem Alopração
Pra quem toma seu tacacá ou usa o suplemento direitinho, a coisa é di rocha.
A conta dos gringos: Os estudiosos lá da Europa calcularam que tem um limite seguro. Se tu não passares da conta, tá safo.
As cápsulas: Aquele extrato SA3X que a gente falou antes tem pouquinho espilantol (17,5 mg), então tá bem longe de fazer mal pra um adulto. Pode tomar que não vais levar o farelo.
8.2 O Perigo do Treco (Convulsão)
Agora, presta atenção e fica de butuca! Se o caboco resolver tomar Jambu até o tucupi (em excesso), ou injetar concentrado (Deus o livre!), o negócio fica feio.
Miolos Fritando: Testaram em ratos com dose alta e os bichos tiveram convulsão. Lembra que o Jambu tranca os nervos? Pois é, se trancar demais, o cérebro entra em curto-circuito.
Cuidado com a Cachaça: Tomar uma cachacinha é bacana, mas se tu tomares aquelas tinturas muito fortes ou encheres a cara de cachaça de Jambu todo dia, o risco aumenta. Principalmente pra quem já tem problema de epilepsia. Não vai dar uma de doido e misturar tudo, senão tu podes ter um ataque.
8.3 Mulher “Até o Tucupi” (Grávida): Nem Chega Perto!
Aqui o aviso é sério pras manas. Se o Jambu é bom pro homem namorar, pra mulher grávida é perigoso que só.
Risco pro Curumim: Fizeram teste nuns peixinhos e viram que o extrato matou os filhotes ou eles nasceram com defeito.
Nascer Antes da Hora: Além disso, o Jambu pode fazer o útero contrair. Então, se tu estás até o tucupi (grávida), passa longe do Jambu concentrado pra não perder o bebê. Deixa pro marido tomar.
Resumindo: O Jambu é pai d'égua, mas tem que respeitar. Grávida não toma, e quem tem epilepsia tem que ter cuidado. No mais, é só alegria!
Égua, parente! Chegamos no “finalmente”. Depois de rodar esse rio todo de ciência, bora passar a régua e fechar a conta.
O que a gente descobriu aqui é que o nosso Jambu não é brincadeira de curumim. O bicho é potente e a ciência assinou embaixo do que os avós já diziam.
9. Passando a Régua: O Veredito do Jambu
A pergunta que não queria calar era: “O Jambu resolve o problema na hora do namoro?”. A resposta, meu amigo, é: É mermo é!.
O texto diz que o Jambu não é só um matinho de tempero, ele é uma “biofábrica” de coisa boa. Os estudos provaram di rocha que ele ajuda a levantar a testosterona, melhora a ereção e deixa o caboco com mais vontade de dar uma forra no namoro. É o poder da floresta agindo no corpo!
O Resumo da Ópera:
Pra tu não ficares leso e esqueceres tudo, anota aí o resumo do que o doutor falou:
Pra Hora H (Afrodisíaco): Funciona! É chibata pra quem tá precisando de uma força extra.
Pra Dor: É santo remédio. Adormece a dor de dente e garganta que é uma beleza.
Segurança: Pode comer no tacacá e tomar na cachaça? Pode! Se for na dose normal, tá safo.
Quem tá Proibido:
Manas grávidas (nem cheguem perto, é perigoso pro bebê).
Quem tem ataque de epilepsia (pode dar treco ).
Quem toma remédio forte pra urinar.
O Recado Final
O Jambu é o nosso orgulho, mano. Ele dá gosto na comida e vigor no corpo. Mas como tudo na vida, tem que ter respeito. O mesmo “choque” que é pai d'égua na boca, pode ser veneno se tu fores olhudo e exagerares.
Então, usa com sabedoria, valoriza o que é nosso e, se alguém duvidar do poder do Jambu, tu já tens a resposta na ponta da língua: respeita o Amazonês, que aqui tem ciência e tradição!
Monografia Abrangente sobre Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen: Investigação Farmacológica, Potencial Afrodisíaco e Perfil Toxicológico
1. Introdução
A biodiversidade da região amazônica tem servido historicamente como um vasto repositório de agentes terapêuticos e compostos bioativos que desafiam as categorias farmacológicas convencionais. Entre as espécies de maior destaque cultural e científico neste bioma encontra-se a Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen, uma erva pertencente à família Asteraceae. Vernacularmente conhecida no Brasil como Jambu, e internacionalmente por designações que aludem às suas propriedades sensoriais únicas — como “Toothache Plant” (Planta da Dor de Dente), “Electric Daisy” (Margarida Elétrica) ou “Paracress” — esta planta transcende a sua função culinária regional para se posicionar no centro de investigações biomédicas avançadas.1
O interesse contemporâneo na A. oleracea é impulsionado por duas vertentes principais: a sua aplicação na alta gastronomia e na indústria de bebidas, devido à parestesia oral (formigamento e dormência) induzida pelas suas inflorescências, e o seu potencial farmacológico emergente, particularmente no que tange à saúde reprodutiva masculina e à analgesia. A demanda central deste relatório reside na validação científica das alegações folclóricas de que o Jambu atua como um potente afrodisíaco. Para responder a esta questão com a profundidade necessária, é imperativo dissecar não apenas os ensaios clínicos e pré-clínicos diretos sobre a libido, mas também os mecanismos neurofisiológicos subjacentes à ação do seu principal constituinte químico, o espilantol (N-alquilamida).4
Este documento constitui uma análise exaustiva e crítica do estado da arte sobre a Acmella oleracea. Exploraremos a complexidade taxonômica que muitas vezes confunde a literatura científica, detalharemos a fitoquímica dos seus metabólitos secundários, e examinaremos os mecanismos moleculares que conferem à planta as suas propriedades “elétricas” e terapêuticas. Serão abordadas as evidências sobre a modulação hormonal (testosterona, LH, FSH), a eficácia no tratamento da disfunção erétil, as propriedades anestésicas locais, e, crucialmente, os limites toxicológicos que separam o uso terapêutico seguro da neurotoxicidade convulsiva.
2. Enquadramento Botânico e Resolução Taxonômica
A correta identificação botânica é o alicerce de qualquer investigação farmacognóstica válida. No caso do Jambu, a literatura científica apresenta um histórico de confusão nomenclatural que exige clarificação imediata para evitar a má interpretação de dados farmacológicos antigos e contemporâneos.
2.1 A Distinção entre Spilanthes e Acmella
Durante séculos, a planta foi classificada dentro do gênero Spilanthes, sendo frequentemente citada em estudos mais antigos como Spilanthes oleracea L. ou Spilanthes acmella var. oleracea. No entanto, uma revisão sistemática abrangente da tribo Heliantheae realizada por Robert K. Jansen em 1985, baseada em evidências morfológicas e cromossômicas, resultou na reclassificação de várias espécies para o gênero Acmella. Consequentemente, o nome científico atualmente aceito e correto é Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen.1
A persistência do uso do nome Spilanthes acmella em publicações farmacológicas recentes, particularmente aquelas oriundas da Ásia, cria uma ambiguidade significativa. Frequentemente, estudos que citam S. acmella estão, de fato, investigando a A. oleracea ou a A. paniculata. A distinção morfológica é clara: a A. oleracea caracteriza-se por capítulos discóides (sem pétalas de raios visíveis) que são bicolores — amarelo-ouro na base e vermelho-rubi no ápice (devido à acumulação de antocianinas), conferindo-lhe a aparência de um “olho”, daí o nome “Eyeball Plant”.2 Em contraste, outras espécies do clado, como a verdadeira Spilanthes, possuem características florais e números cromossômicos distintos. Para fins deste relatório, consideraremos os dados atribuídos a S. acmella como referentes ao complexo Acmella, com ênfase nas características fitoquímicas compartilhadas (presença de espilantol).4
2.2 Morfologia e Distribuição Geográfica
A Acmella oleracea é uma erva perene (tratada como anual em climas temperados), de crescimento rápido e hábito ereto ou decumbente. Embora a sua distribuição nativa exata seja debatida, o consenso científico aponta para uma origem na América do Sul, especificamente derivada de uma espécie brasileira de Acmella através do cultivo e seleção humana. Ela não é tipicamente encontrada em estado silvestre verdadeiro, sugerindo que é um cultigen desenvolvido por povos indígenas da Amazônia.1
As folhas são opostas, deltoides a ovais, e constituem uma parte vital da dieta regional no Norte do Brasil. As inflorescências (capítulos) são cônicas e solitárias no final de longos pedúnculos. É nestas estruturas reprodutivas que se concentra a maior densidade de glândulas produtoras de alquilamidas, tornando as flores significativamente mais potentes em termos de bioatividade e pungência do que as folhas ou caules.1
Tabela 1: Sinopse Taxonômica e Nomenclatura Vernacular
| Categoria | Designação | Notas Relevantes |
| Família | Asteraceae (Compositae) | Uma das maiores famílias de plantas floríferas. |
| Gênero | Acmella | Reclassificado de Spilanthes por Jansen (1985). |
| Espécie | Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen | Nome científico aceito. |
| Sinônimos | Spilanthes oleracea L. | Comum em literatura pré-1985 e etnofarmacologia. |
| Spilanthes acmella var. oleracea | Frequentemente usado na indústria de extratos. | |
| Bidens fervida Lam. | Sinônimo histórico menos comum. | |
| Nomes Comuns | Jambu (Brasil) | Termo derivado do Tupi, predominante na Amazônia. |
| Toothache Plant (Global) | Referência ao uso analgésico tradicional. | |
| Agrião-do-Pará (Brasil) | Referência ao uso culinário semelhante ao agrião. | |
| Electric Daisy / Buzz Buttons | Referência à sensação vibratória/parestesia. | |
| Brède Mafane (Ilhas do Índico) | Usado no prato nacional de Madagáscar, Romazava. |
Fontes:.1
3. Etnobotânica e Importância Cultural
A Acmella oleracea não é apenas um espécime botânico; é um artefato cultural. A sua utilização atravessa fronteiras continentais, ligando as tradições indígenas da Amazônia às práticas culinárias do Sudeste Asiático e às medicinas tradicionais da Índia.
3.1 O Contexto Amazônico e a Gastronomia
No estado do Pará, Brasil, o Jambu é um ingrediente identitário. A sua aplicação mais célebre é no Tacacá, uma sopa indígena servida em cuias, composta por tucupi (caldo amarelo fermentado da mandioca brava), goma de tapioca, camarão seco e folhas de Jambu cozidas. A experiência de consumir Tacacá é multisensorial: o calor térmico do caldo, a acidez do tucupi, o umami do camarão e, crucialmente, a dormência e formigamento provocados pelo Jambu nos lábios e língua. Esta sensação, descrita localmente como “tremor” ou “vibração”, é essencial para a autenticidade do prato.1
Além do Tacacá, o Pato no Tucupi e o Arroz de Jambu são pratos fundamentais. Mais recentemente, a “Cachaça de Jambu” ganhou notoriedade nacional e internacional. A infusão das flores na aguardente de cana extrai eficazmente o espilantol (que é lipofílico e solúvel em etanol), criando uma bebida que provoca uma intensa salivação e vibração na mucosa oral. Esta bebida é frequentemente comercializada com conotações afrodisíacas e lúdicas.8
3.2 Usos na Medicina Tradicional Global
Embora a culinária seja proeminente, o uso medicinal é a raiz da sua disseminação global.
- Odontologia Popular: A aplicação mais universal é para o tratamento de odontalgias (dor de dente) e infecções gengivais. A mastigação da flor provoca uma anestesia local quase imediata, permitindo o alívio temporário da dor aguda.
- Saúde Sexual: Na medicina tradicional do Norte do Brasil e em sistemas Ayurvédicos na Índia, a planta é classificada como um afrodisíaco potente (“Vajikaran Rasayana” no contexto indiano). É prescrita para tratar a debilidade sexual e melhorar a “vitalidade” masculina.5
- Distúrbios da Fala: Um uso etnobotânico peculiar na Índia envolve a prescrição da planta para crianças com gagueira. Acredita-se que o efeito estimulante sobre os nervos trigêmeos e a musculatura da língua possa auxiliar na correção de distúrbios fonéticos.12
- Outras Indicações: Tratamento de malária, reumatismo, infecções parasitárias, e como diurético para dissolver cálculos renais.4
4. Perfil Fitoquímico: O Complexo Espilantol
A eficácia terapêutica e as propriedades organolépticas da Acmella oleracea devem-se quase exclusivamente a uma classe de compostos nitrogenados conhecidos como N-alquilamidas (ou alcamiidas). Embora a planta contenha triterpenoides, esteróis (estigmasterol, β-sitosterol), flavonoides e polissacarídeos (ramnogalacturonana), as alquilamidas são os marcadores quimiotaxonômicos e farmacológicos preponderantes.1
4.1 Espilantol: A Molécula Chave
O principal constituinte bioativo é o espilantol, quimicamente identificado como (2E,6Z,8E)-N-isobutil-2,6,8-decatrienamida.
- Estrutura Química: Trata-se de uma amida de ácido graxo insaturado com uma cadeia alifática contendo três duplas ligações e uma porção isobutila. A configuração estereoquímica específica (2E, 6Z, 8E) é crítica para a sua atividade biológica.
- Propriedades Físico-Químicas: O espilantol é um líquido oleoso, viscoso, de cor amarelo-pálida, com um odor pungente. É altamente lipofílico, o que facilita a sua rápida absorção através das mucosas biológicas (boca, estômago, pele) e a travessia da barreira hematoencefálica.1
- Instabilidade: Uma característica desafiadora do espilantol é a sua instabilidade. Ele é suscetível à degradação por oxidação, luz e calor, o que pode levar à isomerização e perda de potência. Isso impõe desafios significativos para a padronização de extratos comerciais e suplementos.8
4.2 Outros Constituintes Relevantes
Além do espilantol, o perfil fitoquímico inclui outras amidas estruturalmente relacionadas que contribuem para o efeito sinérgico (“efeito entourage”):
- (2E,7Z,9E)-Undeca-2,7,9-trienoic acid isobutyl amide.
- (2E)-Undeca-2-en-8,10-diynoic acid isobutyl amide.
- Polissacarídeos: A ramnogalacturonana isolada da planta demonstrou atividade gastroprotetora significativa, sugerindo que o consumo tradicional da planta pode proteger a mucosa gástrica contra irritantes.2
5. Investigação do Potencial Afrodisíaco
O núcleo da consulta do usuário refere-se à propriedade afrodisíaca. A transição deste uso do folclore para a ciência baseada em evidências revelou dados promissores, embora complexos, envolvendo mecanismos hormonais e hemodinâmicos.
5.1 Estudos Pré-Clínicos (Modelos Murinos)
A base científica para a alegação afrodisíaca foi solidificada por estudos fundamentais em roedores, destacando-se o trabalho de Sharma et al. (2011).15 Este estudo é frequentemente citado como a prova de conceito para a atividade androgênica da planta.
- Metodologia: Ratos Wistar machos receberam extrato etanólico de flores de Spilanthes acmella (A. oleracea) em doses de 50, 100 e 150 mg/kg durante 28 dias.
- Resultados Comportamentais: Observou-se um aumento dose-dependente na Frequência de Monta (Mounting Frequency), Frequência de Intromissão e Frequência de Ejaculação. O grupo de 150 mg/kg demonstrou a performance sexual mais robusta, mantendo a atividade elevada mesmo 14 dias após a descontinuação do tratamento, sugerindo um efeito fisiológico duradouro e não apenas um estímulo agudo momentâneo.
- Modulação Hormonal: As análises séricas revelaram aumentos estatisticamente significativos nos níveis de Testosterona, Hormônio Folículo-Estimulante (FSH) e Hormônio Luteinizante (LH).
- Hemodinâmica Peniana: Estudos in vitro com tecido cavernoso mostraram que o extrato induziu um aumento na liberação de Óxido Nítrico (NO), o principal neurotransmissor responsável pelo relaxamento muscular e ereção peniana. O efeito foi comparável, em termos de magnitude de liberação de NO, ao sildenafil (Viagra), embora operando possivelmente por vias distintas de sinalização.11
5.2 Ensaios Clínicos em Humanos e o Extrato SA3X
A tradução destes resultados para humanos concentrou-se recentemente em torno de um extrato padronizado denominado SA3X, desenvolvido pela empresa Stiriti Ayur Therapies, contendo uma concentração elevada e estável de 3,5% de espilantol. Vários estudos recentes (2021-2022) investigaram este composto específico.
5.2.1 Estudo de Patnaik et al. (2022)
17
Este foi um ensaio randomizado, triplo-cego e controlado por placebo envolvendo mais de 400 participantes masculinos diagnosticados com Disfunção Erétil (DE).
- Intervenção: Suplementação com cápsulas de 500 mg de SA3X vs. Placebo por um mês.
- Resultados: O grupo tratado apresentou melhorias significativas nos scores do Índice Internacional de Função Erétil (IIEF) e no Questionário de Saúde Sexual Masculina (MSHQ). Houve relatos de aumento na frequência de relações sexuais e na duração da ereção.
- Segurança: O efeito adverso mais notável foi a disgeusia (alteração do paladar), consistente com a farmacologia do espilantol nas papilas gustativas, mas sem eventos adversos graves relatados.
5.2.2 Estudo de Pradhan et al. (2021)
19
Um estudo longitudinal populacional com 240 homens focou tanto na função sexual quanto no ganho de massa muscular.
- Resultados: Após 2 meses de uso, os participantes mostraram aumento nos níveis séricos de testosterona e aumento na Circunferência Média do Braço (MUAC), sugerindo um efeito anabólico potencial correlacionado com a elevação androgênica.
5.3 Análise Crítica e Mecanismos Propostos
A análise destes dados sugere que a Acmella oleracea atua como um afrodisíaco através de três vias convergentes:
- Via Central (Eixo HPG): A capacidade de aumentar FSH e LH indica uma ação central na hipófise ou hipotálamo. O LH estimula diretamente as células de Leydig nos testículos a produzirem testosterona.
- Via Periférica (Vasodilatação): O aumento do Óxido Nítrico facilita a ereção através de mecanismos hemodinâmicos.
- Via Sensorial: A estimulação trigeminal e a parestesia sistêmica podem contribuir para uma maior percepção de excitação.
Nota de Cautela: É importante ressaltar que os principais estudos em humanos (Patnaik, Pradhan) possuem vínculos diretos ou indiretos com a fabricante do extrato SA3X (Stiriti Ayur Therapies).17 Embora os desenhos dos estudos (RCTs) sejam robustos, a replicação independente por laboratórios não associados é uma lacuna necessária para confirmar a magnitude dos efeitos na população geral sem viés comercial.
Tabela 2: Resumo Comparativo dos Estudos sobre Efeito Afrodisíaco
| Autor/Ano | Modelo | Intervenção | Principais Desfechos | Ref. |
| Sharma et al. (2011) | Ratos Wistar | Extrato Etanólico (50-150 mg/kg) | ↑ Testosterona, FSH, LH; ↑ Frequência de Monta; ↑ NO in vitro. | 16 |
| Patnaik et al. (2022) | Humanos (com DE) | SA3X 500 mg (1 mês) | ↑ IIEF, ↑ Duração da Ereção, ↑ Libido. Melhora sustentada pós-uso. | 18 |
| Pradhan et al. (2021) | Humanos | SA3X 500 mg (2 meses) | ↑ Massa Muscular, ↑ Frequência Sexual, ↑ Testosterona Sérica. | 20 |
| Memphis Pilot (2016) | Humanos (Jovens) | 400 mg extrato (2 semanas) | ↑ Testosterona (29% em respondedores), ↑ Cortisol. (Estudo piloto pequeno). | 22 |
6. Neurofisiologia da Sensação: O Mecanismo do “Buzz”
Para compreender tanto o efeito culinário quanto os riscos toxicológicos do Jambu, é fundamental dissecar a interação do espilantol com o sistema nervoso. A sensação de “choque” ou vibração não é meramente tátil; é um fenômeno neuroquímico complexo envolvendo canais iônicos específicos.
6.1 Modulação dos Canais de Potássio de Dois Poros (K2P)
Pesquisas recentes elucidaram que as alquilamidas insaturadas (como o espilantol e o sanshool da pimenta Szechuan) atuam bloqueando os Canais de Potássio de Domínio de Dois Poros (KCNK), especificamente os subtipos KCNK3, KCNK9 e KCNK18 (TRESK).23
- Fisiologia: Estes canais são responsáveis pela corrente de “vazamento” (leak current) de potássio que mantém o potencial de repouso negativo dos neurônios sensoriais.
- Mecanismo do Jambu: Ao inibir estes canais, o espilantol impede a saída de K+, resultando na despolarização do neurônio. Isso não causa necessariamente um disparo imediato de dor, mas torna os neurônios táteis e nociceptivos extremamente excitáveis.
- Resultado Sensorial: O resultado é uma parestesia vibratória única. O sistema nervoso interpreta essa hiperexcitabilidade dos mecanorreceptores como uma sensação física de vibração ou formigamento intenso.23
6.2 Interação com Canais TRP (Transient Receptor Potential)
Além dos canais de potássio, o espilantol interage com a superfamília de canais TRP, que atuam como sensores moleculares de temperatura e estímulos químicos.
- TRPV1 e TRPA1: Estudos indicam que o espilantol pode ativar os canais TRPV1 (receptor de capsaicina/calor) e TRPA1 (receptor de mostarda/irritantes). No entanto, ao contrário da capsaicina que causa uma sensação de queimação térmica, a ativação pelo espilantol resulta em uma sensação pungente que transita para o arrefecimento ou dormência.25
- Potencialização do Sabor (Umami/Sal): Uma descoberta fascinante é que o espilantol, em doses sub-limiares (que não causam formigamento intenso), aumenta a sensibilidade dos receptores de sal nas papilas gustativas. Isso permite que alimentos com baixo teor de sódio sejam percebidos como mais salgados e saborosos, abrindo portas para aplicações na indústria alimentar para redução de sódio.23
7. Propriedades Farmacológicas Adicionais
A versatilidade da Acmella oleracea estende-se muito além da saúde sexual. O seu perfil farmacológico é pleiotrópico, abrangendo desde a anestesia local até à proteção gástrica.
7.1 Atividade Anestésica e Analgésica
O epíteto “Toothache Plant” é cientificamente justificado. O espilantol exibe uma atividade anestésica local comparável, em alguns modelos, à lidocaína.
- Mecanismo: Acredita-se que o espilantol bloqueie os canais de sódio dependentes de voltagem (NaV) nos nervos periféricos, impedindo a propagação do potencial de ação que sinaliza a dor. Além disso, a inibição da síntese de prostaglandinas (PGE2) e a interferência na via do óxido nítrico contribuem para um efeito antinociceptivo sistêmico observado em testes com animais (como o teste de contorções induzidas por ácido acético).14
7.2 Ação Dermatológica: O “Botox Natural”
Na indústria cosmética, o extrato de Acmella oleracea é comercializado como uma alternativa natural e não invasiva à toxina botulínica.
- Miorrelaxamento: A capacidade do espilantol de penetrar na pele e inibir as contrações musculares subcutâneas (micro-contrações) leva a um relaxamento visível das linhas de expressão e rugas. Este efeito miorelaxante rápido, embora temporário, fundamenta o seu uso em cremes anti-envelhecimento de alta gama.28
7.3 Diurese Potente
Estudos em ratos demonstraram que o extrato aquoso frio das flores possui uma atividade diurética extraordinária, atingindo eficácia comparável à da furosemida, um diurético de alça padrão.
- Mecanismo: O extrato promove a excreção acentuada de Na+ e K+ na urina. Estudos moleculares sugerem que o espilantol pode atuar sobre o cotransportador Na+-K+-2Cl− nos túbulos renais.14
- Implicação Clínica: Este efeito valida o uso tradicional para hipertensão e cálculos renais, mas também impõe riscos de desidratação e hipotensão se combinado inadvertidamente com medicamentos anti-hipertensivos.
7.4 Gastroproteção
Paradoxalmente para uma planta picante, o Jambu protege o estômago. O polissacarídeo ramnogalacturonana isolado da planta demonstrou eficácia na prevenção de úlceras gástricas induzidas por etanol e estresse. Ele atua possivelmente aumentando a produção de muco gástrico e reduzindo a secreção ácida, oferecendo uma barreira citoprotetora.2
8. Toxicologia e Perfil de Segurança
A linha que separa o remédio do veneno é a dose. No caso da Acmella oleracea, esta máxima é crítica, dada a potência neurológica do espilantol.
8.1 Toxicidade Aguda e Limites de Consumo
Para uso alimentar e suplementar moderado, a planta é considerada segura.
- NOAEL (Nível de Efeito Adverso Não Observado): Avaliações da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) estabeleceram um NOAEL para o espilantol em ratos de 572 mg/kg de peso corporal/dia. Extrapolando para humanos, a ingestão diária segura estimada como aromatizante é de cerca de 1,9 mg/kg/dia.1
- Comparação: As cápsulas do extrato SA3X contêm tipicamente cerca de 17,5 mg de espilantol por dose, o que está confortavelmente dentro da margem de segurança para um adulto médio.
8.2 O Risco Convulsivante (Neurotoxicidade)
A literatura toxicológica revela um risco sério associado a doses elevadas ou vias de administração diretas (intraperitoneal).
- Convulsões Tônico-Clônicas: Estudos seminais de Moreira et al. (1989) e investigações subsequentes demonstraram que extratos hexânicos de A. oleracea (ricos em espilantol), quando injetados em ratos (100-150 mg/kg), induzem convulsões generalizadas acompanhadas de descargas epileptiformes no EEG.30
- Mecanismo da Toxicidade: Acredita-se que este efeito seja uma exacerbação do mecanismo de ação sensorial. O bloqueio sistêmico dos canais de potássio (K2P) e a modulação dos canais de sódio podem levar a uma despolarização excessiva e hiperexcitabilidade neuronal no sistema nervoso central. Adicionalmente, pode haver interferência no sistema GABAérgico (inibitório), rompendo o equilíbrio excitação/inibição no cérebro.32
- Relevância Humana: Embora o risco seja baixo na ingestão oral devido ao metabolismo de primeira passagem, o consumo excessivo de concentrados ou tinturas alcoólicas potentes (como a Cachaça de Jambu em excesso) deve ser monitorado, especialmente em indivíduos epilépticos ou com limiar convulsivo reduzido.
8.3 Toxicidade Reprodutiva e Teratogenicidade
Enquanto benéfica para a fertilidade masculina, a planta apresenta riscos para a gestação.
- Efeitos Adversos: Estudos em peixe-zebra (Danio rerio) mostraram que o extrato hidroetanólico causou letalidade embrionária e efeitos teratogênicos.34 Além disso, a possível atividade ocitócica (contração uterina) sugere que o uso deve ser estritamente evitado durante a gravidez.36
9. Conclusão e Perspectivas
A Acmella oleracea emerge desta análise não como uma simples erva folclórica, mas como uma biofábrica de compostos neuromoduladores potentes. A resposta à questão central do usuário é afirmativa: a planta possui propriedades afrodisíacas fundamentadas. As evidências convergem — desde o uso etnobotânico secular na Amazônia até aos ensaios clínicos controlados modernos — para indicar que extratos ricos em espilantol podem elevar os níveis de testosterona, melhorar a função erétil e aumentar a frequência sexual, atuando através da modulação do eixo HPG e da sinalização do Óxido Nítrico.
Contudo, este potencial terapêutico vem acompanhado de advertências farmacológicas claras. O mecanismo “elétrico” que encanta chefs e mixologistas é o mesmo que, em doses suprafisiológicas, pode desestabilizar a atividade elétrica cerebral.
Síntese das Propriedades e Recomendações:
- Afrodisíaco: Eficaz em modelos animais e humanos (extratos padronizados), com melhoria na ereção e líbido.
- Anestésico/Analgésico: Potente ação local e sistêmica, útil para dores orofaríngeas.
- Segurança: Seguro nas doses culinárias e suplementares indicadas (<20 mg espilantol/dia).
- Contraindicações: Gestantes (risco teratogênico), indivíduos com distúrbios convulsivos (risco neurotóxico) e pacientes em uso de diuréticos potentes.
A Acmella oleracea representa, portanto, um exemplo paradigmático do potencial da flora amazônica: uma fonte de prazer gastronômico e vigor físico, que exige respeito pelos seus limites toxicológicos. Futuras pesquisas independentes, desvinculadas de interesses comerciais, serão cruciais para consolidar o seu lugar na farmacopeia urológica moderna.
Referências citadas
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