by veropeso202512/12/2025 0 Comments

Relatório de Inteligência Estratégica: Diagnóstico da Crise Institucional do Paysandu Sport Club e Plano Diretor para Retorno à Elite Nacional

Este documento constitui uma análise forense e estratégica sobre o Paysandu Sport Club, elaborada em resposta à solicitação de diagnóstico profundo sobre as causas do rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro ao final da temporada de 2025 e as diretrizes necessárias para um retorno sustentável à Série A. A elaboração deste relatório parte de uma premissa fundamental: o descenso desportivo de 2025 não foi um acidente de percurso ou fruto do acaso, mas a consequência lógica e acumulativa de um processo de erosão institucional, falência de modelos de governança e obsolescência nas práticas de gestão de futebol que se estendem pela última década.

Como sempre criamos dois artigos abaixo um na linguagem Amazonês e Português do Brasil

Égua, Mano! O Papão Levou o Farelo: A Resenha da Queda e Como Sair do Sal

Égua, não! Tu ficaste sabendo dessa bronca? O negócio tá feio pro lado da Curuzu. A gente recebeu um relatório aqui que é “di rocha”, explicando tin-tin por tin-tin porque o nosso Papão foi parar na Série C de novo. Bora deixar de lero lero e mandar a real, porque aqui a gente não tapa o sol com a peneira.

1. A Bronca: Não foi Azar, foi Panemice Mesmo

Mano, vou logo te avisando: a queda do Papão não foi coisa do acaso não. O relatório diz que foi uma “Tempestade Perfeita”. Traduzindo: foi muita batata podre junta. Primeiro, a cartolagem do grupo “Novos Rumos”, que antes era pai d'égua , agora tá cheia de pavulagem. Os caras tão brigando entre eles, cada um querendo ser mais metido que o outro, e o clube ficou no meio do tiroteio. Segundo, a grana tá curta, o clube tá liso e cheio de dívida até o tucupi. E terceiro, enquanto a gente ficava de butuca , os rivais (tipo o Fortaleza e o Cuiabá) tavam se organizando e ficaram só o filé.

2. A Bagunça dos Cartolas e a Torcida no Vácuo

Lembra quando tudo era de bubulhaa? Pois é, já era. A diretoria do Paysandu se fechou numa bolha e esqueceu da galera. Eles acharam que sabiam de tudo, mas tavam mais perdidos que boca miúda em dia de novena. O presidente ficou isolado e as decisões foram tomadas na doida. A torcida? Ah, meu amigo, a torcida ficou injuriada (zangada). Os caras queriam votar, queriam participar, mas levaram um “não te mete” na cara. O resultado? A Fiel ficou carrancuda e o sócio-torcedor despencou. É muita tiriça (azar)!

3. O Time de 2025: Um Bando de Perna de Pau

Mano, o ano de 2024 foi aquele migué. O time escapou, mas a gente sabia que não tava prestando. Aí chegou 2025 e a diretoria fez o quê? Montou um elenco que, olha já, era de chorar. Trouxeram uns jogadores que pareciam que tavam com inhaca, pesados, sem vontade. O time não tinha padrão, era uma bandalhêra. E os técnicos? Vixe! Mudaram mais de técnico do que a gente muda de roupa pra ir no Sairé. O resultado foi esse: o time virou um saco de pancada e levou o farelo.

4. O Rombo no Bolso: A Coisa vai Ficar Preta em 2026

Agora segura essa: cair pra Série C é um prejuízo discunforme. A grana da TV, que era maceta (uns 10 milhões), vai virar uma porção de mixaria. O clube tá devendo Deus e o mundo. Tem processo trabalhista, tem dívida na FIFA… Se não abrir o olho, o Papão vai ficar brocado , sem dinheiro nem pra comprar um chibé. E tem mais: tão querendo antecipar a grana de 2026 pra pagar as contas de agora. Ou seja, já vão começar o ano devendo. Te mete!

5. O Caminho das Pedras: Bora Espiar os Vizinhos

Mas nem tudo tá perdido, parente. O relatório diz que dá pra sair dessa, mas tem que deixar de ser leso. Tem que olhar pro Fortaleza e pro Cuiabá.

  • Fortaleza: Os caras transformaram o torcedor em parceiro. Fizeram camisa própria, marketing pesado. A torcida lá é firme.

  • Cuiabá: Lá é gestão de empresa, sem lenga-lenga. Eles usam a tática do “Copo Vazio”: contratam gente nova, com fome de bola, e não esses medalhões que só querem mamar.

6. O Plano pro Papão Voltar a Ser o Bicho

Pra voltar a ser o bicho, o Paysandu tem que fazer o seguinte:

  1. Futebol Raiz: O novo técnico, Júnior Rocha, tem que montar um time de curumins e gente nova que corra o campo todo. Chega de velho cansado! Tem que usar a base, os moleques da casa.

  2. Virar Gente Grande (SAF): Esse negócio de amadorismo já era. Tem que ver essa SAF aí, mas com cuidado pra não vender o clube por preço de banana pra qualquer enxerido.

  3. Economia de Guerra: Cortar gasto onde der. Se tiver que vender o almoço pra comprar a janta, vai ter que vender. E chamar a torcida pra junto: “Bora, galera, o time tá precisando!”.

Resumo da Ópera

Mano, o Papão tá na lama, mas se tiver vergonha na cara e deixar a pavulagem de lado, volta logo. A torcida é dura na queda e não abandona. Bora cobrar essa diretoria pra eles pegarem o beco da incompetência e fazerem o trabalho direito. Se não, mano… só te digo vai!

Relatório de Inteligência Estratégica: Diagnóstico da Crise Institucional do Paysandu Sport Club e Plano Diretor para Retorno à Elite Nacional

1. Sumário Executivo

Este documento constitui uma análise forense e estratégica sobre o Paysandu Sport Club, elaborada em resposta à solicitação de diagnóstico profundo sobre as causas do rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro ao final da temporada de 2025 e as diretrizes necessárias para um retorno sustentável à Série A. A elaboração deste relatório parte de uma premissa fundamental: o descenso desportivo de 2025 não foi um acidente de percurso ou fruto do acaso, mas a consequência lógica e acumulativa de um processo de erosão institucional, falência de modelos de governança e obsolescência nas práticas de gestão de futebol que se estendem pela última década.

A análise identifica que o Paysandu enfrenta uma “Tempestade Perfeita”, caracterizada pela convergência de três vetores destrutivos: (1) o esgotamento político e administrativo do grupo “Novos Rumos”, que transitou de uma proposta de modernização para um isolamento decisório; (2) um colapso financeiro iminente, agravado pela disparidade de receitas entre as divisões nacionais e passivos trabalhistas e internacionais não sanados; e (3) a ascensão competitiva de rivais regionais e nacionais que adotaram modelos de gestão mais eficientes, notadamente o Fortaleza Esporte Clube (modelo associativo profissionalizado/SAF) e o Cuiabá Esporte Clube (clube-empresa).

Para reverter este cenário e viabilizar o retorno à elite, o relatório propõe um rompimento radical com o status quo. Não se trata apenas de “montar um time para subir”, mas de refundar as bases operacionais do clube. As recomendações centram-se na implementação imediata de austeridade inteligente (o conceito de “Copo Vazio” do Cuiabá), na monetização agressiva da base de torcedores via engajamento digital (o modelo “Leão 100” do Fortaleza) e na inevitável transição para um modelo de governança corporativa, possivelmente via Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que blinde o departamento de futebol das turbulências políticas estatutárias. A temporada de 2026 na Série C é diagnosticada não como um purgatório, mas como o ano zero para uma reconstrução que deve mirar a sustentabilidade na Série A até 2030.

2. Anatomia de um Colapso: A Erosão Política e Administrativa (2013-2025)

A compreensão do rebaixamento de 2025 exige uma arqueologia política do clube. O fracasso em campo é o reflexo direto das fraturas no gabinete da presidência e no Conselho Deliberativo. O Paysandu, gigante do Norte, tornou-se refém de um modelo de gestão que, embora vitorioso em sua gênese, tornou-se anacrônico diante das exigências do futebol indústria contemporâneo.

2.1 Ascensão e Queda do Movimento “Novos Rumos”

O grupo político denominado “Novos Rumos” assumiu o protagonismo do Paysandu em 2013, sob a liderança de figuras emblemáticas e com um discurso pautado na austeridade fiscal, recuperação da credibilidade e modernização administrativa.1 O período inicial, marcado pela gestão de Vandick Lima, trouxe estabilidade e sucessos pontuais, mas plantou as sementes da discórdia que germinariam anos depois. A análise histórica revela que o grupo, concebido para ser uma frente ampla de renovação, sofreu um processo de “canibalização interna”.

A ruptura do “Novos Rumos” não foi um evento singular, mas um processo de degradação contínua. As evidências apontam que, após a gestão inicial, houve uma incapacidade de formar sucessores alinhados aos princípios originais de responsabilidade fiscal. A transição de poder em 2017 e, subsequentemente, em 2019, foi marcada por dissidências públicas. Membros fundadores do grupo passaram a criticar abertamente a condução do clube, alegando que o projeto de austeridade fora substituído por populismo desportivo e irresponsabilidade orçamentária.3

O ápice desse desgaste manifestou-se na gestão de Roger Aguilera. O presidente, herdeiro político do grupo, viu-se isolado e alvo de críticas ferozes tanto da oposição quanto de antigos aliados. A gestão Aguilera foi caracterizada por uma tentativa de centralização decisória em um momento que exigia pluralidade e competência técnica. Relatos de bastidores e análises da imprensa local indicam que a “Novos Rumos” se dividiu em facções, paralisando o planejamento estratégico do clube. Onde antes havia um colegiado discutindo o futuro, restou um pequeno núcleo tomando decisões de emergência, muitas vezes desconectadas da realidade financeira da instituição.2

2.2 O Isolamento Institucional e a Crise de Representatividade

A crise política transbordou para a relação com a torcida, o maior ativo do clube. O modelo associativo do Paysandu, restritivo e arcaico, impediu que a massa de torcedores participasse efetivamente dos rumos da instituição. Em 2025, enquanto o time afundava na tabela, a torcida protestava não apenas pelos resultados, mas pela falta de voz. A exigência do “voto para o sócio-torcedor” tornou-se um grito de guerra nas arquibancadas da Curuzu, evidenciando o abismo entre a diretoria e a base social do clube.6

Esse isolamento gerou um fenômeno sociológico perigoso: a desmobilização. A torcida, sentindo-se impotente para mudar a gestão, oscilou entre a fúria e a apatia. O programa de sócio-torcedor, que deveria ser a alavanca financeira em momentos de crise, sofreu com ameaças de cancelamento em massa e inadimplência, justamente quando o clube mais precisava de receita recorrente.8 A diretoria falhou em perceber que, no futebol moderno, a governança ESG (Environmental, Social, and Governance) exige transparência e participação. Ao fechar-se em copas, a gestão Aguilera alienou seus “clientes” e financiadores.

2.3 Comparativo com o Rival: O Espelho Invertido

O impacto psicológico e político do rebaixamento é amplificado pelo sucesso do Clube do Remo no mesmo ciclo temporal. Enquanto o Paysandu mergulhava no caos administrativo, o Remo obtinha o acesso à Série A, projetando folhas salariais de R$ 500 mil e discutindo modelos de SAF com valorização de mercado.9

Essa disparidade não é apenas uma questão de sorte em campo, mas de ciclos de gestão. O Remo, que passou anos no ostracismo, parece ter encontrado um alinhamento político momentâneo que permitiu o fluxo de investimentos e a estabilidade técnica. O Paysandu, por sua vez, viveu o inverso: a estagnação do sucesso. A comparação constante pressionou a diretoria bicolor a tomar decisões precipitadas — contratações de impacto sem lastro financeiro, trocas intempestivas de treinadores — na tentativa desesperada de dar uma resposta imediata ao sucesso do rival, o que apenas acelerou a queda.10

3. Forense da Temporada 2024-2025: A Crônica do Rebaixamento

O rebaixamento consolidado em 2025 não foi um evento isolado, mas o desfecho de uma trajetória de declínio técnico que já emitia sinais de alerta em 2024. A análise das duas temporadas revela uma incapacidade crônica do departamento de futebol em ler o cenário competitivo da Série B e adaptar-se a ele.

3.1 A Ilusão de 2024 e a Cegueira Estratégica

Em 2024, o Paysandu encerrou a Série B na 13ª posição com 50 pontos.11 À primeira vista, uma campanha segura de manutenção. No entanto, uma análise mais profunda revela que essa pontuação, embora historicamente alta para o clube, mascarou deficiências estruturais graves. O time dependeu excessivamente de resultados em casa e de desempenhos individuais esporádicos, sem apresentar um padrão tático coletivo robusto.

A diretoria interpretou a permanência de 2024 como um sinal de que o elenco e a comissão técnica eram suficientes, ignorando que a Série B estava se tornando cada vez mais competitiva com a chegada de clubes organizados e SAFs. Essa “cegueira estratégica” levou a um planejamento conservador e falho para 2025. Achar que “o que funcionou ano passado funcionará este ano” é um dos erros mais comuns e fatais na gestão desportiva.12

3.2 2025: O Ano do Improviso e da Incompetência

A temporada de 2025 foi catastrófica desde o planejamento inicial. A montagem do elenco foi descrita por analistas e ídolos do clube como “sem alma” e baseada em improvisos.10 A diretoria apostou em jogadores que não possuíam o perfil físico e mental exigido para a Série B, resultando em um time tecnicamente frágil e psicologicamente vulnerável.

Tabela 1: Indicadores de Performance – Paysandu na Série B 2025

 

IndicadorDesempenhoImpacto na Campanha
Posição FinalLanterna / Z4 (Rebaixado na 35ª rodada) 13Perda total de competitividade; desvalorização da marca.
Vitórias/Empates/Derrotas5V – 12E – 18D (até a 35ª rodada) 13Incapacidade de vencer (“empatite” crônica) e excesso de derrotas.
Desempenho como MandanteIrregular, com perda de pontos cruciaisA Curuzu deixou de ser um “bunker”; perda da pressão da torcida.
Estabilidade TécnicaTroca constante de treinadores (ex: Hélio dos Anjos, Márcio Fernandes)Ausência de padrão tático; jogadores confusos com mudanças de filosofia.
Defesa/AtaquePior ataque e defesa da competição em diversos momentos 14Desequilíbrio completo; time não segurava resultados (vide virada do Atlético-GO).

O jogo contra o Atlético-GO, que selou o rebaixamento matemático, é o microcosmo da temporada: o Paysandu saiu na frente, teve um gol anulado, mas cedeu a virada por falhas defensivas e incapacidade de reação mental.13 A equipe demonstrou fragilidade emocional, colapsando ao primeiro sinal de adversidade, sintoma típico de vestiários mal geridos e salários atrasados.

3.3 A Gestão do Vestiário e a Rotatividade Técnica

A gestão de futebol do Paysandu em 2025 cometeu o pecado capital da instabilidade. A “dança das cadeiras” no comando técnico impediu qualquer continuidade de trabalho. Treinadores com perfis diametralmente opostos foram contratados e demitidos em curtos espaços de tempo. Hélio dos Anjos, conhecido por seu estilo motivacional e agressivo, foi substituído em um contexto de desgaste, mas seus sucessores, como Márcio Fernandes, não conseguiram extrair desempenho de um elenco que não ajudaram a montar.13

Além disso, a gestão de vestiário foi contaminada por problemas extracampo. Atrasos salariais e promessas não cumpridas minaram a autoridade da diretoria perante os atletas. Jogadores como o goleiro Matheus Nogueira foram expostos à crítica da torcida sem a devida blindagem institucional, criando um ambiente tóxico onde o erro individual era amplificado pela pressão externa.16

4. O Abismo Financeiro: A Realidade da Série C em 2026

O rebaixamento impõe ao Paysandu uma nova realidade econômica que pode ser descrita como “economia de guerra”. A estrutura de receitas do futebol brasileiro é desenhada de forma piramidal, e o degrau entre a Série B e a Série C é o mais íngreme de todos.

4.1 O Choque de Receitas

A queda de arrecadação projetada para 2026 é brutal e exige cortes imediatos e profundos. A dependência das cotas de TV e das verbas da liga torna o rebaixamento um desastre contábil.

Tabela 2: Matriz de Impacto Financeiro (Projeção 2026)

 

Fonte de ReceitaCenário Série B (2025)Cenário Série C (2026)Variação Estimada
Cota de TV / LigaR$ 10 mi – R$ 11,5 mi 17~R$ 1,2 milhão (Fixa) 18-90% (Perda de ~R$ 10 mi)
Premiação DesportivaVariável (Milhões)~R$ 312,5 mil (Fase Final) 18Redução Drástica
Patrocínio MasterValorização NacionalValorização RegionalQueda de 40-60% (Estimada)
Bilheteria/SócioTicket Médio AltoTicket Médio BaixoQueda por desmobilização e atratividade

O clube deixará de receber cerca de R$ 10 milhões apenas em cotas fixas. Para uma agremiação que já opera com dificuldades, isso significa a impossibilidade de manter a folha salarial atual, exigindo rescisões em massa e renegociações contratuais humilhantes.

4.2 O Passivo Oculto e o Risco de Insolvência

Além da queda de receita, o Paysandu enfrenta um passivo acumulado que ameaça sua operação diária.

  1. Dívidas Trabalhistas: A condenação recente de R$ 1,5 milhão na Justiça do Trabalho por atrasos salariais e a disputa de R$ 2,3 milhões com o técnico Hélio dos Anjos são apenas a ponta do iceberg.9 Essas dívidas têm prioridade legal e podem bloquear as poucas receitas que restam (como a cota da Copa do Brasil).
  2. Risco FIFA (Transfer Ban): A dívida internacional referente à contratação do jogador Keffel, na casa dos milhares de euros, expõe o clube ao risco de Transfer Ban.20 Se punido, o Paysandu ficaria impedido de registrar novos jogadores, tendo que disputar a Série C com um elenco residual ou da base, o que aumentaria exponencialmente o risco de um novo rebaixamento, desta vez para a Série D.
  3. Antecipação de Receitas: Há indícios preocupantes de que a diretoria atual já solicitou a antecipação de cotas de 2026 (Copa do Brasil) para fechar as contas de 2025.18 Isso significa que o clube entrará no próximo ano já devendo o dinheiro que ainda não recebeu, comprometendo o fluxo de caixa futuro.

4.3 Valuation da SAF: A Esperança de R$ 300 Milhões?

Diante desse cenário, a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) surge como a única boia de salvação aparente. O presidente Roger Aguilera revelou que estudos preliminares avaliam a SAF do Paysandu em R$ 300 milhões.21 No entanto, é crucial analisar esse número com ceticismo profissional.

  • Valuation vs. Dívida: O valor de R$ 300 milhões refere-se a uma avaliação de potencial de mercado e ativos (marca, torcida, direitos), não dinheiro em caixa. Investidores descontarão desse valor o passivo assumido (dívidas trabalhistas, cíveis, tributárias).
  • Atratividade na Série C: Um clube na Série C vale significativamente menos do que na Série B. O poder de negociação do Paysandu está em seu ponto mais baixo. Investidores oportunistas podem tentar adquirir o controle do clube por valores irrisórios, prometendo apenas sanar a dívida imediata.
  • Modelo de Negócio: A diretoria fala em “parceiros estratégicos”, mas o mercado de SAFs no Brasil já mostrou que sem governança rígida, o clube pode perder sua identidade ou tornar-se apenas um satélite de grupos maiores.

5. Benchmarking Estratégico: O Caminho das Pedras

Para desenhar o plano de retorno à Série A, é imperativo estudar os casos de sucesso de clubes que superaram o “inferno” da Série C e estabeleceram-se na elite, operando fora do eixo econômico Rio-São Paulo. Fortaleza e Cuiabá são os arquétipos ideais para o Paysandu.

5.1 Caso Fortaleza: A Revolução Cultural e de Marketing

O Fortaleza Esporte Clube é o exemplo máximo de recuperação institucional. Após oito anos na Série C, o clube ascendeu à Série A e à final da Copa Sul-Americana.

  • Gestão Profissional (CEO): A grande virada do Fortaleza foi a profissionalização da gestão sob a liderança de Marcelo Paz. A transição do modelo presidencialista para uma estrutura de CEO (mesmo antes da SAF formal) permitiu continuidade. Paz permaneceu no cargo mesmo em momentos de crise, garantindo estabilidade ao projeto.24
  • Marketing “Leão 100”: O clube entendeu que não poderia depender da TV. Criou marcas próprias de material esportivo (Leão 1918), maximizando a margem de lucro sobre camisas. Campanhas de engajamento digital massivo transformaram o torcedor em consumidor ativo. O Fortaleza hoje figura entre os clubes com maior engajamento digital do mundo, monetizando cada like e share.27
  • A Lição para o Paysandu: O Paysandu tem uma torcida apaixonada e numerosa, similar à do Fortaleza. O clube precisa parar de tratar o torcedor apenas como pagante de ingresso e passar a tratá-lo como sócio do projeto. A criação de produtos próprios, a democratização do acesso e a transparência radical são as ferramentas para ativar essa receita represada.

5.2 Caso Cuiabá: A Eficiência do Clube-Empresa

O Cuiabá Esporte Clube apresenta um modelo diferente, baseado na gestão empresarial familiar (Família Dresch) e na frieza corporativa.

  • Austeridade e “Copo Vazio”: O Cuiabá adota uma política de contratação conhecida como “Copo Vazio”. Busca jogadores jovens, de divisões inferiores, com fome de vencer e potencial de revenda. O clube evita “medalhões” acomodados que incham a folha. Essa estratégia reduz custos e cria ativos (ex: venda de Rikelme por R$ 18,5 milhões).29
  • Infraestrutura como Prioridade: O lucro do clube não é drenado por política ou dívidas passadas; é reinvestido no Centro de Treinamento (R$ 50 milhões investidos). Isso garante que o time, mesmo barato, tenha condições de trabalho de elite.29
  • Agilidade Decisória: Sendo um clube de dono, as decisões são rápidas. Não há conselhos deliberativos hostis ou oposições políticas paralisantes.
  • A Lição para o Paysandu: Embora o Paysandu seja associativo, ele precisa emular a eficiência do Cuiabá na montagem do elenco para 2026. A Série C exige pernas, força e juventude, não nomes famosos. O investimento na base e no CT deve ser sagrado, blindado das crises do time profissional.

6. O Plano Diretor para 2026: Reconstrução e Retorno

Baseado no diagnóstico e nos benchmarks, este relatório propõe um plano estratégico dividido em três pilares para a temporada de 2026 e além.

Pilar 1: Futebol e Inteligência Desportiva (O Método Júnior Rocha)

A escolha de Júnior Rocha como treinador para 2026 é o primeiro acerto estratégico da nova fase.31 Rocha é um especialista em Série C e B, com acessos no currículo (Luverdense, Ferroviária).

  • Perfil Tático e de Elenco: O Paysandu deve adotar um estilo de jogo pragmático, focado em intensidade física e transição rápida, adequado aos gramados pesados da Série C. O elenco deve ser montado seguindo a lógica do Cuiabá: 70% de jogadores jovens com vigor físico (Série C/D e Estaduais), 20% de líderes experientes (espinha dorsal) e 10% de apostas da base.
  • Integração da Base (Comitê Alberto Maia): A nova comissão liderada por Alberto Maia prometeu integrar a base. Isso não pode ser retórica. O Paysandu deve estabelecer uma meta contratual de utilizar min. 30% de atletas formados em casa no elenco principal. Isso reduz a folha e cria identidade com a torcida.33
  • Blindagem do Vestiário: A figura do Executivo de Futebol, Marcelo Sant'Ana, deve servir como um escudo entre a política do clube e o vestiário. Salários devem ser sagrados, mesmo que para isso a folha tenha que ser reduzida drasticamente.8

Pilar 2: Choque de Gestão e Governança (Rumo à SAF)

A estrutura associativa atual é incapaz de gerir a crise. A transição para SAF deve ser acelerada, mas com cautela.

  • Auditoria Forense: Antes de vender, o clube precisa saber o tamanho real do buraco. Uma auditoria externa deve abrir a “caixa preta” das contas de 2024/2025.36
  • Modelo de SAF: O Paysandu não deve vender 90% do clube na bacia das almas. O modelo ideal é uma parceria onde o clube mantenha uma “Golden Share” (ação de ouro) para proteger símbolos e sede, enquanto cede o controle do futebol para um grupo com know-how de gestão, não apenas financeiro. O valuation de R$ 300 milhões deve ser defendido com base no potencial de consumo da torcida, não nos ativos físicos.
  • Reforma Estatutária: Enquanto a SAF não sai, o estatuto deve ser modernizado para permitir o voto do sócio-torcedor. Isso legitimará a próxima gestão e trará a torcida de volta para dentro do clube, pacificando o ambiente político.7

Pilar 3: Engenharia Financeira de Curto Prazo

  • ** Renegociação de Dívidas:** O clube deve buscar um Regime Centralizado de Execuções (RCE) ou Recuperação Judicial para suspender penhoras e organizar o pagamento de credores (trabalhistas e cíveis) em parcelas mensais compatíveis com a receita da Série C.
  • Operação “Transfer Ban”: A dívida com Keffel e outros casos FIFA devem ser a prioridade zero. Recursos devem ser desviados de qualquer outra área para sanar isso e evitar o bloqueio de contratações.20
  • Marketing de Guerra: Lançar a campanha “Reconstrução Bicolor”. O Paysandu deve vender a jornada da Série C como uma epopeia de resgate. A torcida provou ser fiel; se a diretoria for transparente sobre a gravidade da situação (“estamos quebrados e precisamos de vocês”), a resposta das arquibancadas virá em forma de adesão ao sócio-torcedor.

7. Conclusão

O Paysandu Sport Club encontra-se em uma encruzilhada existencial. O caminho da negação — fingir que 2025 foi um acidente e tentar gastar o que não tem para subir em 2026 — levará inevitavelmente à insolvência e possivelmente à Série D. O caminho da reconstrução é doloroso, exige sacrifícios políticos (perda de poder dos cartolas tradicionais), financeiros (cortes brutais) e desportivos (paciência com um time barato).

No entanto, a análise comparativa com Fortaleza e Cuiabá demonstra que é perfeitamente possível sair do abismo da Série C para o protagonismo nacional em um ciclo de 3 a 5 anos. O Paysandu possui o ativo mais difícil de construir: uma massa de milhões de apaixonados. Se a gestão Roger Aguilera (ou seus sucessores via SAF) tiver a coragem de implementar a profissionalização radical, a austeridade inteligente e a democratização institucional, o rebaixamento de 2025 será lembrado não como o fim, mas como o doloroso e necessário recomeço do Maior Campeão da Amazônia. A bola, agora, está com a gestão.

Referências citadas

  1. Jornalista Revela a Verdade Sobre a Gestão “Novos Rumos” no Paysandu. Confira I CENTRAL PAPÃO – YouTube, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.youtube.com/watch?v=PMUjCznUoEI
  2. novos rumos no paysandu sport club: ascensão e declínio de um movimento (2013-2021), acessado em dezembro 12, 2025, https://www.researchgate.net/publication/361959127_NOVOS_RUMOS_NO_PAYSANDU_SPORT_CLUB_ASCENSAO_E_DECLINIO_DE_UM_MOVIMENTO_2013-2021
  3. De solução ao caos: os bastidores da Novos Rumos no Paysandu – DOL, acessado em dezembro 12, 2025, https://dol.com.br/esporte/esporte-para/681001/de-solucao-ao-caos-os-bastidores-da-novos-rumos-no-paysandu
  4. Torcedores do Paysandu apontam responsáveis pelo colapso na …, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/torcedores-do-paysandu-desabafam-apos-rebaixamento-virtual-na-serie-b-2025-1.1040261
  5. Eleições no Paysandu: Uma disputa pra lá de acirrada! • DOL, acessado em dezembro 12, 2025, https://dol.com.br/esporte/esporte-para/noticia-538435-eleicoes-no-paysandu-uma-disputa-pra-la-de-acirrada.html
  6. Em clima de protesto, torcida do Paysandu leva faixas à Curuzu e exige mudanças na gestão – O Liberal, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/em-clima-de-protesto-torcida-do-paysandu-leva-faixas-a-curuzu-e-exige-mudancas-na-gestao-1.1040852
  7. Clima tenso: Torcedores do Paysandu convocam protesto em meio à reunião do CONDEL, acessado em dezembro 12, 2025, https://papao.com.br/torcedores-do-paysandu-8/
  8. Nova comissão do Paysandu abre o jogo e revela planos para 2026; veja os detalhes, acessado em dezembro 12, 2025, https://papao.com.br/nova-comissao-do-paysandu/
  9. O Remo e os Salários de R$ 500 Mil. O Paysandu e o …, acessado em dezembro 12, 2025, https://oantagonico.net.br/o-remo-e-os-salarios-de-r-500-mil-o-paysandu-e-o-realinhamento-financeiro/
  10. A vergonha bicolor: Paysandu cai e assiste ao sucesso do rival Remo na temporada, acessado em dezembro 12, 2025, https://brasfutebol.com/a-vergonha-bicolor-paysandu-cai-e-assisti-ao-sucesso-do-rival-remo-na-temporada/
  11. Paysandu termina a Série B de 2024 com pontuação histórica – Portal Cultura, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.portalcultura.com.br/pt-br/paysandu-termina-serie-b-de-2024-com-pontuacao-historica
  12. 5 erros na gestão empresarial que você deve evitar em sua empresa – ERP MicroUniverso, acessado em dezembro 12, 2025, https://microuniverso.com.br/erros-na-gestao-empresarial/
  13. Paysandu é rebaixado para a Série C após sofrer virada diante do Atlético-GO em Goiânia, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.correiodopovo.com.br/esportes/paysandu-e-rebaixado-para-a-serie-c-apos-sofrer-virada-diante-do-atletico-go-em-goiania-1.1663999
  14. Os times da Série B do Brasileirão 2025 que caíram para a Série C 2026 | Goal.com Brasil, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.goal.com/br/listas/times-serie-b-brasileirao-2025-cairam-serie-c-2026/blt9399c6074d9eec94
  15. Protesto marca presença a cada rodada no Paysandu – Diário do Pará, acessado em dezembro 12, 2025, https://diariodopara.com.br/bola/protesto-marca-presenca-a-cada-rodada-no-paysandu/
  16. Paysandu tenta emprestar goleiro e time da Série B possui interesse; saiba detalhes | Paysandu | O Liberal, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/paysandu-tenta-emprestar-goleiro-e-time-da-serie-b-possui-interesse-saiba-detalhes-1.1060286
  17. Paysandu pode ter ‘rombo milionário' em caso de rebaixamento para a série C – Papão, acessado em dezembro 12, 2025, https://papao.com.br/paysandu-pode-ter-2/
  18. Paysandu vai ter ‘rombo milionário' com a queda para a Série C …, acessado em dezembro 12, 2025, https://papao.com.br/paysandu-vai-ter-rombo/
  19. Rebaixamento pode causar prejuízo de até R$ 9 milhões ao Paysandu em 2026 – O Liberal, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/rebaixamento-pode-causar-prejuizo-de-ate-r-9-milhoes-ao-paysandu-em-2026-1.1036993
  20. Em dívida com clube português, Paysandu pode ser punido pela Fifa e ficar sem contratar, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/em-divida-com-clube-portugues-paysandu-pode-ser-punido-pela-fifa-e-ficar-sem-contratar-1.968508
  21. Crise acelera debate sobre transformação do Paysandu em SAF …, acessado em dezembro 12, 2025, https://noticiadopara.com.br/crise-acelera-debate-sobre-transformacao-do-paysandu-em-saf/
  22. Após ano dramático, presidente quer que Paysandu se torne SAF: ‘modelo de gestão não dá mais certo' – O Liberal, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/apos-ano-dramatico-presidente-quer-que-paysandu-se-torne-saf-modelo-de-gestao-nao-da-mais-certo-1.1038888
  23. Sem SAF! Roger Aguilera reafirma modelo associativo no Paysandu: “Ninguém vai…”, acessado em dezembro 12, 2025, https://papao.com.br/sem-saf-roger-aguilera/
  24. Marcelo Paz, CEO do Fortaleza, defende gestão profissionalizada do futebol brasileiro, acessado em dezembro 12, 2025, https://maquinadoesporte.com.br/maquinistas/marcelo-paz-ceo-do-fortaleza-defende-gestao-profissionalizada-do-futebol-brasileiro/
  25. Marcelo Paz abre o jogo após rebaixamento do Fortaleza: “Minha prioridade”, acessado em dezembro 12, 2025, https://soufortaleza.com/noticias-do-fortaleza/marcelo-paz-fortaleza-apos/
  26. Marcelo Paz pode deixar o Fortaleza após o rebaixamento? Veja posição do CEO – Alexandre Mota – Diário do Nordeste, acessado em dezembro 12, 2025, https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/alexandre-mota/marcelo-paz-pode-deixar-o-fortaleza-apos-o-rebaixamento-veja-posicao-do-ceo-1.3716448
  27. Poder do marketing: Fortaleza é o 6º clube com maior engajamento do mundo no Instagram – André Almeida – Diário do Nordeste, acessado em dezembro 12, 2025, https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/andre-almeida/poder-do-marketing-fortaleza-e-o-6-clube-com-maior-engajamento-do-mundo-no-instagram-1.3463271
  28. Marketing do Fortaleza ajuda a estabelecer novo patamar do clube – Jogada – Diário do Nordeste, acessado em dezembro 12, 2025, https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada/marketing-do-fortaleza-ajuda-a-estabelecer-novo-patamar-do-clube-1.2191155
  29. Cuiabá aposta em atleta perfil “copo vazio” para turbinar negócios nas categorias de base, acessado em dezembro 12, 2025, https://maquinadoesporte.com.br/futebol/cuiaba-aposta-em-atleta-perfil-copo-vazio-para-turbinar-negocios-nas-categorias-de-base/
  30. Cuiabá reforça investimento na base e mira excelência na formação de atletas, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.olharesportivo.com.br/cuiab%C3%A1-refor%C3%A7a-investimento-na-base-e-mira-excel%C3%AAncia-na-forma%C3%A7%C3%A3o-de-atletas
  31. Paysandu anuncia novo treinador após rebaixamento para Série C, acessado em dezembro 12, 2025, https://onefootball.com/en/news/paysandu-anuncia-novo-treinador-apos-rebaixamento-para-serie-c-41998723
  32. Júnior Rocha é o novo técnico bicolor – Paysandu, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.paysandu.com.br/noticias/8438/junior-rocha-e-o-novo-tecnico-bicolor
  33. Paysandu anuncia novo olhar para a base e promete reestruturação profunda no futebol, acessado em dezembro 12, 2025, https://soupapao.com.br/paysandu-anuncia-novo-olhar-para-a-base/
  34. Nova comissão do Paysandu dá detalhes do planejamento para 2026; confira – O Liberal, acessado em dezembro 12, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/nova-comissao-do-paysandu-da-detalhes-do-planejamento-para-2026-confira-1.1050646
  35. Virada de chave: Paysandu inicia reconstrução e coloca base como prioridade – Papão, acessado em dezembro 12, 2025, https://papao.com.br/virada-de-chave-paysandu/
  36. Balanços – Paysandu, acessado em dezembro 12, 2025, https://www2.paysandu.com.br/transparencia/balancos.php

by veropeso202507/12/2025 0 Comments

Saga do Papão: O Maior do Norte Arrepiando Tudo no Meio do Mundo

O Fenômeno Bicolor e a Geopolítica do Futebol Nortista

Égua, parente! Chega mais que o papo hoje é de rocha.

Se tu pensas que futebol por aqui é só uma pelada de fim de tarde, tu estás muito é enganado, mano. Aqui no Norte, quando se fala de Paysandu Sport Club, o negócio fica sério. Não é só um time não, é a própria cara do caboclo! O Papão da Curuzu, o nosso Lobo, é pai d'égua demais e carrega no peito o orgulho de ser da Amazônia, peitando os times lá do Sul sem medo de careta.

Mais de 100 Anos de Pavulagem

O negócio é antigo, vem lá do tempo do ronca. O Paysandu já tem mais de 110 anos de estrada. Nasceu de uma briga, numa confusão danada, mas cresceu à pulso. Hoje, o clube é só o filé , com uma torcida que é uma galera gigante, a maior da região.

E não vem com migué pra cima da gente não. O Papão tem o Estádio da Curuzu, que é um caldeirão, e ainda tem a marca própria “Lobo”, que é pura pavulagem – no bom sentido, é claro! É pra mostrar que aqui a gente não depende de ninguém não.

Quando o Papão foi “O Bicho” na Argentina

Tu lembras daquele ano de 2002? Caramba , aquilo foi chibata! O Paysandu não só ganhou a Copa dos Campeões, como foi lá na La Bombonera e deu uma pisa no Boca Juniors.

Naquele dia, o time estava invocado. Desbancou os gringos e mostrou que o caboclo do Norte é duro na queda. Foi um feito que deixou todo mundo de boca aberta, e quem disser o contrário tá de potoca. Naquele dia, o Papão foi o bicho!

Entre o Céu e o Igarapé: Os Altos e Baixos

Mas nem tudo são flores, né mana? A vida do torcedor bicolor tem hora que é tá ralado. O time as vezes dá umas panguadas e leva o farelo, caindo pra Série C. É nessas horas que o torcedor fica encabulado e a turma do contra fica só goriando.

Apesar de dominar a Copa Verde e ser escovado aqui na região, o Papão precisa parar de perambular entre as divisões e se firmar de vez. A gente sabe que a Série B é carrancuda, cheia de time forte, mas o Paysandu tem camisa e tem história.

2025: Bora Logo ou Não Bora?

Agora em 2025, a gente não quer saber de lero lero. A torcida, que vai do curumim ao mais velho, quer ver o time jogar com raça, na bicuda ou na porrada se precisar. Chega de ficar só ali na ilharga, a gente quer protagonismo!

A Origem da Bronca: O Norte Club e o B.O. de 1913

O Contexto e o “Time Negra”

Mano, pra tu entenderes de onde veio o Paysandu, tem que voltar lá no início do século passado. O futebol aqui era coisa de bacana, tudo amador, comandado pela Liga Paraense de Foot-Ball (LPFB). No meio dessa galera, tinha o Norte Club, um time de respeito, conhecido como “Time Negra” porque usava camisa preta e calção branco.

O Norte Club não era leso não. Ele já era o símbolo da resistência contra o “Grupo do Remo” (o Clube do Remo de hoje), que já tinha muita força política e pavulagem nos bastidores. A rivalidade do Re-Pa já estava nascendo ali, antes mesmo do Paysandu existir de fato. O clima já era carrancudo.

A Marmelada do Dia 15 de Novembro

O negócio desandou de vez no dia 15 de novembro de 1913. O Norte Club pegou o Guarany num jogo decisivo. O placar ficou no 1 a 1, um empate que foi panema pro Norte, que precisava ganhar pra forçar um jogo extra contra o Remo. Só que a diretoria do Norte viu que teve gambiarra na partida e pediu anulação pra Liga.

Aí, meu amigo, a Liga tapou o sol com a peneira. Eles negaram o recurso e deram o título pro Remo sem jogo extra. O pessoal do Norte ficou invocado! Viram que foi pura gaiatice pra beneficiar o rival. Acharam aquilo uma injustiça discunforme. A revolta foi tanta que decidiram: “Já que é assim, a gente acaba com o Norte Club e funda um time purrudo, pra acabar com essa festa”.

Hugo Leão: O Caboclo que Não Arredou o Pé

O cabeça dessa revolução foi o Hugo Leão. Dizem as más línguas que o pessoal do Remo tentou chamar ele pra virar a casaca. Sabe o que ele disse? Nem com nojo!. A resposta dele virou lenda: “Vou fundar um clube para superar o Grupo do Remo!”. O homem estava decidido, não ia levar desaforo pra casa.

Isso tudo foi parar no jornal O Estado do Pará e, no dia 2 de fevereiro de 1914, uma segunda-feira, juntou uma cambada de 42 desportistas na casa do Abelardo Leão Conduru, na Rua Pariquis. A maioria era dissidente do Norte Club, mas tinha gente do Internacional e da Recreativa também. Todo mundo unido pra criar algo pai d'égua.

Paysandu: Nome de Guerra, Te Mete!

Na hora de escolher o nome, Hugo Leão não quis saber de lero lero. Ele sugeriu “Paysandu” como uma homenagem a uma batalha braba que teve no Uruguai, a “Tomada de Paysandu”, onde os brasileiros mostraram que eram duros na queda.

Não foi escolha por boniteza, foi por ideologia mesmo! Era pra mostrar coragem e superação. Teve gente que quis manter o nome “Time Negra”, mas a maioria achou melhor deixar o passado pra trás e criar uma identidade nova, sem aquela aura de derrota política. Nascia ali o Paysandu, pra ser o bicho no futebol do Norte!

Aqui está a continuação, traduzida para o nosso “Amazonês” puro, mostrando que a identidade do Papão é coisa de quem tem pavulagem mesmo!


A Cara do Dono: O Manto, a Visagem e o Grito de Guerra

Olha já, parente! A história do Paysandu não é bagunça. Enquanto o pessoal do “outro lado” vestia aquele azul escuro, o Papão decidiu que ia vestir as cores do céu da nossa Amazônia: azul e branco. Foi pra mostrar que aqui a pureza e o ideal esportivo são pai d'égua.

O Manto Sagrado e o “Bicolor”

Desde que o mundo é mundo, o Paysandu usa essas listras em pé, azul e branca. Por isso que todo mundo chama de “Bicolor”. O escudo mudou um bocado com o tempo, mas as letras PSC sempre estiveram lá, trançadas. Depois, botaram as estrelas da Série B e da Copa dos Campeões pra tirar onda.

A camisa listrada virou um manto sagrado. Onde tu vais nesse Brasil, se tu estás com essa camisa, tu és respeitado. Não é migué não, é tradição!

Do Bicho-Papão que Broca tudo ao Lobo Esperto

Essa história do mascote é só o filé. Antigamente, lá pelos anos 40, chamavam o time de “Esquadrão de Aço”, porque o time era duro na queda e forte que só. Aí, em 1948, um jornalista viu que os adversários tremiam na base quando iam jogar contra o Paysandu e inventou o apelido “Bicho-Papão”.

Era como se fosse uma visagem que aparecia pra assustar os medrosos. O sentido era que o time estava brocado, morrendo de fome pra devorar os rivais e os títulos. Com o tempo, essa “visagem” virou o Lobo. O Lobo representa a esperteza, aquele jeito escovado e a união da alcateia. Hoje tem os dois: o “Papão” que é a lenda que bota medo, e o “Lobo” que é a marca que vende camisa e faz sucesso. Tu manja?

A Toada da Vitória

O hino do Paysandu, feito lá em 1920, é de arrepiar até os pelinhos do braço. A letra diz: “Altivo, o Paysandu jamais temeu”. É pra mostrar que o caboclo não tem medo de nada!

Não é só uma musiquinha não, é um grito de guerra. Quando a “Fiel Bicolor” canta isso no estádio, meu amigo, o adversário já sabe que já era. É a união da arquibancada com o campo, numa só voz, fazendo uma bumbarqueira linda de se ver.

O Templo da Curuzu: O Vovô é Respeitado!

Égua, mano! Quando se fala em Curuzu, tu tens que tirar o chapéu. O Estádio Leônidas Sodré de Castro, o nosso “Vovô da Cidade”, não é pouca coisa não. É um dos estádios mais antigos do Brasil que ainda tá na ativa. É um patrimônio que a gente cuida com todo carinho.

O Negócio foi Fechado na Unha

O campo apareceu lá em junho de 1914, mas a jogada de mestre foi em julho de 1918. O Paysandu, que não é leso , foi lá e comprou o terreno pra não ficar mais perambulando por aí de aluguel. O jornal Folha do Norte anunciou e tudo.

Quem fez o corre foi o Leônidas Sodré de Castro. O cara foi escovado e garantiu que o Papão tivesse sua própria casa. Isso foi uma independência pai d'égua, numa época que quase ninguém tinha campo próprio.

O Caldeirão que Ferve

A Curuzu não é só um gramado, é uma arapuca pros adversários! A arquibancada fica ali, bem ali, coladinha no campo. Isso cria uma pressão que deixa qualquer rival encabulado e tremendo na base.

O estádio já viu muita coisa. Em 1950, inauguraram a luz dando uma pisa no Remo (vitória é vitória!). Depois das reformas de 2010 e 2014, o Vovô ficou só o filé. Agora cabe mais de 16 mil torcedores fazendo aquela bumbarqueira e ainda tem hotel e sede social. O complexo tá maceta de grande! É pra mostrar que aqui tem história e futuro.

Aqui está a continuação dessa história que enche o peito do torcedor bicolor de orgulho, traduzida pro nosso “Amazonês” raíz, direto pro ver-o-peso.com.


A Pisa Histórica: O 7 a 0 que Calou o Vizinho

Égua, parente! Se tu achas que o Papão é grande hoje, é porque tu não viste o que esses caras faziam antigamente. O Paysandu não demorou pra mostrar quem manda no terreiro. Logo em 1920, já levantou o caneco do estadual e não parou mais. É título discunforme! Hoje já são mais de 50 taças estaduais. É muita pavulagem pra um time só, tu manja?

O Eterno 7 x 0: Toma-lhe-te!

Mas se tem uma história que o torcedor gosta de contar com gosto de açaí na boca, é o tal do 7 a 0. Aconteceu no dia 22 de julho de 1945. E o melhor: foi lá na casa do rival, no Baenão!

O jogo começou meio malamá, com o Paysandu ganhando só de 1 a 0 no primeiro tempo, gol do Hélio. Mas, meu amigo, no segundo tempo… O time do Remo ficou leso. Deu um pane na defesa deles que foi uma beleza.

O ataque do Papão estava brocado (com fome de gol, né!). O Soiá, que estava invocado, meteu logo três gols em 16 minutos! O Hélio fez mais um, o Farias deixou o dele e o Nascimento fechou a conta.

Foi 7 a 0, mano! O rival saiu de lá encabulado , querendo pegar o beco o mais rápido possível. Essa vitória não valeu só os pontos, valeu a alma! Até hoje a torcida tira onda e faz camisa comemorativa. É aquele ditado: marca e chora!

O Papão no Mundo: Quando o Uruguai virou Curumim

Égua, mano! Se tu achas que o Paysandu só fazia barulho aqui por perto, tu estás enganado. Vinte anos depois de aplicar aquele 7 a 0 no rival, o Lobo mostrou as garras pro mundo. No dia 18 de julho de 1965, o Papão pegou o Peñarol e o bicho pegou!

O Adversário: Os Caras Eram “O Bicho”

Não era qualquer time de meia tigela não, parente. O Peñarol era simplesmente a base da Seleção do Uruguai, bicampeão da Libertadores. Os caras tinham craques como Mazurkiewicz e Pedro Rocha. Eles chegaram aqui com o peito estufado, cheios de pavulagem, invictos há 15 jogos e tendo ganhado até do Santos do Pelé. Eles achavam que iam passear em Belém. Mas quando!.

O Jogo: Davi Botou o Golias no Bolso

Todo mundo achava que o Paysandu ia levar uma pisa. Mas o técnico Juan Antônio Álvarez armou o time e os jogadores entraram em campo invocados. O goleiro Castilho, que era maceta de bom (campeão mundial, né?), fechou o gol e não deixou passar nem vento.

Lá na frente, o ataque estava brocado. Ércio, Milton Dias e Pau Preto balançaram a rede. Foi 3 a 0, de rocha! O Paysandu mostrou que não tem medo de gringo e que aqui no Norte o futebol é pai d'égua.

O Peñarol saiu de campo encabulado, de cabeça baixa. A vitória foi tão bonita que virou música, e a torcida até hoje canta tirando sarro: “Até o Peñarol veio aqui pra padecer”. Os caras vieram buscar lã e saíram tosquiados, levaram o farelo.

Anos 90: O Primeiro Grito de Campeão pro Brasil Ouvir

Égua, parente! Os anos 70 e 80 foram tempos de ralação pros times daqui. Era difícil, a grana era curta e viajar pra jogar fora era uma viagem pra caixa prega. Mas quando chegou 1991, o Paysandu resolveu que ia acabar com essa panema e mostrar pro Brasil quem manda.

A Conquista da Série B: Foi na Marra e no Migué dos Outros

Sob o comando do técnico Joel Martins, o time estava só o filé. Fizeram uma campanha bonita e chegaram na final da Segunda Divisão contra o Guarani de Campinas. O palco foi o Mangueirão, dia 26 de maio de 1991. O estádio estava teitei (lotado), não cabia nem uma agulha!

O Papão entrou em campo invocado. Não demorou muito e já estava 2 a 0 no placar, com gols do Cacaio e do Dadinho. A torcida já estava fazendo aquela bumbarqueira na arquibancada.

Aí, mano, os jogadores do Guarani ficaram encabulados. Viram que iam levar uma pisa histórica e apelaram pra gaiatice. Começaram a fazer migué, se jogando no chão, fingindo contusão. Foi o famoso “cai-cai”. Eles queriam tapar o sol com a peneira pra acabar o jogo por falta de jogador e não levar mais gol.

Mas não teve jeito! O juiz encerrou o jogo e o Paysandu gritou: É CAMPEÃO! Foi o primeiro título nacional oficial, garantindo a vaga na elite. O Papão provou que não é time de meia tigela e subiu pra primeira divisão cheio de pavulagem!

A Era de Ouro: O Tempo que o Papão Assombrou a América (2001-2003)

Égua, parente! Prepara o coração que agora a gente vai falar da época que o Paysandu estava só o filé. Entre 2001 e 2003, o bicho pegou de verdade. Foi um tempo de vacas gordas, de glória discunforme, que time nenhum fora do eixo lá de baixo conseguiu viver igual. O Papão viveu um sonho pai d'égua!

O Bicampeonato da Série B (2001): O Retorno do Rei

Dez anos depois daquele primeiro título, o Paysandu mostrou que não estava de brincadeira. Com o artilheiro Vandick brocado (com fome de gol), o time passou o rodo no Avaí e na concorrência no quadrangular final. O Papão garantiu o retorno pra Série A na marra, enchendo a torcida de pavulagem e preparando o terreno pro ano mágico que vinha aí.

2002: O Ano que o Papão Papa-Tudo

Mano, 2002 foi chibata demais! Foi o ano da glória total. O Paysandu meteu logo uma “Tríplice Coroa” pra ninguém botar defeito: ganhou o Parazão (porque aqui quem manda é a gente), ganhou a Copa Norte e foi pra Copa dos Campeões.

A Saga na Copa dos Campeões: Nesse torneio, todo mundo olhava pro Paysandu como “azarão”, achando que a gente ia lá só pra passear. Nem te conto! O time operou milagre atrás de milagre.

  • Fase de Grupos: Passou em primeiro num grupo com Corinthians, Fluminense e Náutico. Deixou os times do Sul encabulados.

  • Semifinal: Pegou o Palmeiras do goleiro Marcos (que tinha acabado de ser campeão do mundo com a Seleção). O Papão não quis nem saber, meteu 3 a 1 e mandou o Porco pro tucupi.

  • A Final: Contra o Cruzeiro, a coisa foi teste pra cardíaco. Perdeu o primeiro jogo em Belém, mas lá no Castelão, em Fortaleza, o time virou o jogo. Ganhou de 4 a 3 no tempo normal e levou nos pênaltis!

Foi fulhanca pra todo lado! O Paysandu virou o primeiro e único time do Norte a ir pra Libertadores via competição nacional. Te mete!

Libertadores 2003: Calando a Bombonera na Marra

Aí chegou 2003, o capítulo mais lindo dessa história. Na fase de grupos, o Paysandu foi impecável, passou invicto, dando aula de futebol contra Cerro Porteño e Sporting Cristal. Mas o destino, que gosta de uma emoção, botou a gente contra o Boca Juniors nas oitavas. O Boca do Bianchi, do Tevez… os caras eram os atuais campeões do mundo.

O Milagre de 24 de Abril: Lá na La Bombonera, aquele caldeirão argentino, o Paysandu entrou em campo pressionado. O jogo foi tenso, parecia briga de cão e gato. O juizão expulsou o Vanderson e o Robgol, deixando o Papão com nove em campo. Parecia que já era.

Mas aí, aos 22 do segundo tempo, baixou o santo no Iarley. O caboclo driblou a defesa argentina como se estivesse jogando pelada no interior, tocou na saída do Abbondanzieri e fez o gol. 1 a 0!

A Bombonera ficou muda, parecia velório. O Paysandu segurou o resultado na raça, na unha. Mesmo sendo eliminado depois no jogo de volta, aquela vitória lá na Argentina eternizou esse elenco. O Papão provou pro mundo que é o bicho e entrou pra história como um dos poucos brasileiros a vencer o Boca na casa deles. É pra respeitar!

A Panema e o Sufoco: Quando o Gigante Tropeçou (2005-2013)

Égua, meu amigo… Depois daquela festa toda, veio a ressaca braba. Sabe quando tu comes muito e depois fica ingilhado? Foi o que aconteceu. O Paysandu viveu um declínio doloroso depois do auge. A grana da Libertadores sumiu que nem visagem, a gestão se perdeu e o elenco vitorioso se desfez. O resultado? O time levou o farelo e caiu pra Série B em 2005.

A Crise: O Gigante na Baixa da Égua

Se 2005 foi ruim, 2006 foi de lascar. O clube sofreu outro golpe e foi parar na Série C. Começava ali um tempo escuro, lá na caixa prega do futebol nacional. O “Gigante do Norte” ficou preso na Terceirona por longos anos, numa panema danada.

Mas é aí que a gente vê quem é quem. A torcida? Ah, meu irmão, a Fiel não arredou o pé! Mesmo na lama, a galera lotava o estádio discunforme, quebrando recorde de público atrás de recorde, mostrando que amor de verdade não tem divisão.

O clube virou um verdadeiro ioiô: subia e descia. Conquistava o acesso, ficava todo pavulagem (como em 2012 e 2014), mas logo em seguida vacilava e caía de novo (tipo em 2013). Essa instabilidade, esse sobe e desce, impedia o time de se aprumar e criar um projeto sério pra voltar pra elite de vez. Foi um tempo que testou o coração do caboclo, mas o Paysandu é duro na queda.

O Dono do Norte e a Marca do Lobo: Aqui a Gente se Garante

Égua, parente! Se no Campeonato Brasileiro o negócio às vezes fica meio panema e difícil, aqui no nosso quintal o Papão manda prender e soltar. O time achou na Copa Verde o caminho das pedras e virou a especialidade da casa.

O Rei da Copa Verde: Papão Papa Tudo

Não tem pra ninguém, mano. O Paysandu é o maior bichão dessa competição. Já levantou o caneco em 2016, 2018, 2022 e 2024. É título discunforme ! O time tomou gosto pela coisa e virou o “Rei da Copa Verde”.

E não é só pela taça não, viu? É pela bufunfa também. Ganhar a Copa Verde garante vaga lá na frente na Copa do Brasil, o que traz uma grana maceta pros cofres do clube. É esse dinheiro que ajuda a pagar as contas e deixar o time aprumado pro resto do ano.

A Marca Lobo: Te Mete!

Em 2016, a diretoria teve uma ideia invocada . Em vez de ficar dividindo lucro com marca gringa ou do Sul, resolveram criar a própria marca: a Lobo. Isso é muita pavulagem — mas da boa!

Foi uma jogada de mestre. A camisa ficou só o filé e a torcida comprou a briga (e o manto). A loja do clube virou um formigueiro de gente comprando, e o lucro fica tudo em casa. Teve até uma treta na justiça com a Lupo por causa do nome, mas o Papão foi duro na queda e garantiu o direito de usar a marca. Hoje, a Lobo é um sucesso estrondoso e mostra que o Paysandu manja muito de fazer negócio. Te mete!

2024: O Tetra e a Pisa Histórica no Vila Nova

Égua, parente! 2024 foi aquele ano que mostrou bem como a banda toca: aqui no Norte a gente manda, mas lá fora o negócio é mais carrancudo . Mas na Copa Verde? Ah, meu amigo, aí o Papão sobra!

O Massacre: 10 a 0 é Pra Respeitar!

O quarto título da Copa Verde veio de um jeito que ninguém bota defeito. Foi chibata demais! Na final contra o Vila Nova, o Paysandu não quis saber de lero lero . O que aconteceu foi uma surra discunforme .

  • Jogo de Ida (Belém): O Papão meteu logo 6 a 0! Tu é doido , foi gol que não acabava mais. O Nicolas, ídolo da galera , estava brocado de fome de gol. Foi um toma-lhe-te atrás do outro.

  • Jogo de Volta (Goiânia): Os caras acharam que o Papão ia tirar o pé? Mas quando! . Meteu mais 4 a 0 fora de casa.

  • No Geral: 10 a 0 no agregado.

O Vila Nova levou o farelo bonito. Foi uma vitória maceta de grande, pra mostrar que o Lobo tem a força e encher a torcida de esperança e pavulagem pra encarar a Série B.

2025: Começou Pai d'égua, Terminou Panema

Égua, mano! Se teve um ano que deixou o torcedor com o juízo frouxo, foi 2025. Foi uma mistureba de sentimentos: a gente começou levantando taça e rindo à toa, mas terminou o ano chorando na beira do rio. Foi do céu ao inferno, uma banzeiro danado.

O Começo: Tudo Azul na Supercopa

O ano começou só o filé! No dia 12 de janeiro, o Papão foi pro Mangueirão disputar a Supercopa Grão-Pará contra a Tuna Luso. O time jogou de rocha, venceu por 2 a 0 e garantiu o primeiro caneco da temporada. Parecia que o ano ia ser chibata, que o time estava aprumado pra brocar todo mundo.

A Dor de Cabeça no Parazão

Aí veio o estadual e o bicho pegou no Re-Pa. A final foi teste pra cardíaco. No primeiro jogo, o rival ganhou de 3 a 2. No jogo de volta, o Paysandu foi lá, ganhou de 1 a 0 e empatou tudo no agregado (3 a 3).

Mas, parente, na hora dos pênaltis… Deu ruim. O Remo levou a melhor por 6 a 5. Perder o título pro maior rival foi um soco no estômago, um baque discunforme. A confiança do time e da torcida ficou abalada, e a gaiatice do outro lado foi grande.

O Desastre na Série B: De Volta pro Buraco

Se o estadual foi ruim, a Série B foi catastrófica. Esquece aquela esperança da Copa Verde ou da Supercopa. O time entrou numa panema desgraçada e não conseguiu se achar.

  • Desempenho: O Papão passou o campeonato quase todo na zona de rebaixamento, lá na caixa prega da tabela. Foi troca de técnico, erro de contratação, uma bagunça.

  • O Fim da Picada: Terminou em 20º lugar. Lanterna! Foi a pior campanha do clube nos pontos corridos.

  • Time Ioiô: Foi o quarto rebaixamento desde 2006 (já tinha caído em 2006, 2013 e 2018). O Paysandu virou aquele time que sobe e desce, que não se firma, deixando a torcida invocada.

O clima ficou tão pesado que teve protesto e uma limpa no elenco. Até o lateral Bryan Borges, que já tinha levantado quatro taças e era querido, pegou o beco e se despediu. Foi um final de ano melancólico, pra gente esquecer e indireitar o rumo pra 2026.

A Galeria do Papão Tá Maceta: Espia só a Grandeza do Maior do Norte!

Égua , mano! Se tu tava perambulando por aí sem saber quem é que manda no futebol do Norte, te orienta! Para de ser leso e presta atenção, porque a história aqui é de rocha. O Paysandu não é brincadeira não, é o bicho!

A galeria de troféus do Lobo tá discunforme de tanta taça. É título que não acaba mais, uma porrada de conquista que deixa qualquer rival encabulado. O negócio é chibata mesmo, coisa de quem tem tradição e cresceu à pulso.

Se liga na lista que tá só o filé e mostra porque a Fiel Bicolor tem tanta pavulagem:

Os Canecos que a Gente Respeita (Tabela de Títulos)

  • Campeonato Brasileiro – Série B: O Papão levantou essa taça duas vezes (1991 e 2001). Foi pai d'égua demais!

  • Copa dos Campeões (2002): Égua, essa aqui foi pra calar a boca miúda do Brasil todo. O Papão foi lá e mostrou quem manja de bola.

  • Copa Norte (2002): Mais um caneco pra coleção, porque aqui a gente não tá de lero lero.

  • Copa Verde: Tetracampeão, papai! (2016, 2018, 2022, 2024). O Papão manda nessa competição de com força. Os outros times ficam só no marca e chora.

  • Campeonato Paraense (O Parazão): 50 títulos! Tu é doido? É taça porruda! Somos recordistas e o último foi agora em 2024. O choro é livre e o rival que lute pra não ficar panema.

  • Supercopa Grão-Pará (2025): Fato novo na estante pra começar o ano bacana.

  • Torneio Campeão dos Campeões (1947): Pentacampeão invicto! Isso é que é ser duro na queda.

O Lobo Não se Entrega: Bora Levantar, Papão!

Égua, mano, a história do Paysandu não é para qualquer um não, é de quem é duro na queda . O Papão nasceu lá em 1914 na base da revolta, porque aqui a gente não leva desaforo pra casa, a gente é invocado . Desde os campinhos de barro até dar show nas luzes de La Bombonera, o Lobo mostrou que não importa de onde vem, o caboco da Amazônia tem valor e tu manja que a gente sabe vencer gigante.

Mas espia só, bora falar de rocha: esse final de 2025 tá deixando a torcida meio panema . Esse rebaixamento para a Série C foi um toró na nossa cabeça e mostrou que a estrutura tá precisando de um prumo. Não adianta ficar só na pavulagem lembrando de 2003, senão vira conversa de quem vive de passado. A gente é maceta na Copa Verde, mandamos no pedaço, mas para voltar para as cabeças (Série B ou A), a diretoria tem que deixar de ser lesa e misturar essa paixão doida da Fiel com organização de verdade, sem migué .

O Paysandu é uma paixão discunforme , mano, junta gente de tudo que é canto. Como diz o hino, é clube de vitórias! A história mostra que, mesmo quando o Lobo leva uma rasteira, ele levanta brocado de fome para caçar de novo. O desafio agora é parar de tapar o sol com a peneira , arrumar a casa e garantir que o “Maior do Norte” fique no lugar dele. Mete a cara , Papão! Te mete a voltar a ser gigante!

Referências citadas

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  2. Paysandu Sport Club – Campeões do Futebol, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.campeoesdofutebol.com.br/hist_paysandu.html
  3. Paysandu – Museu do Futebol, acessado em dezembro 7, 2025, https://museudofutebol.org.br/crfb/instituicoes/474470
  4. História – Paysandu Sport Club :: O Maior Campeão da Amazônia, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.paysandu.com.br/clube/historia
  5. PAYSANDU – FUTBOX.com, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.futbox.com/pt/paysandu#!info
  6. Símbolos – Paysandu Sport Club :: O Maior Campeão da Amazônia, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.paysandu.com.br/clube/simbolos
  7. Como surgiram os mascotes Remo e Paysandu? | Carlos Ferreira – O Liberal, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/colunas/carlos-ferreira/como-surgiram-os-mascotes-remo-e-paysandu-1.299556
  8. Hino do Paysandu SC – Campeões do Futebol, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.campeoesdofutebol.com.br/hino_paysandu.html
  9. Manoel Luís de Paiva – Paysandú Sporte Club – Musica Brasilis, acessado em dezembro 7, 2025, https://musicabrasilis.org.br/pt-br/partituras/manoel-luis-de-paiva-paysandu-sporte-club/
  10. Estádio Curuzu – (Estádio do Paysandu Sport Club) – Estadios.net, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.estadios.net/estadio-curuzu/
  11. Estádio Leônidas Sodré de Castro – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em dezembro 7, 2025, https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1dio_Le%C3%B4nidas_Sodr%C3%A9_de_Castro
  12. Títulos – Belém – Paysandu Sport Club :: O Maior Campeão da Amazônia, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.paysandu.com.br/clube/titulos
  13. Eterno 7×0 – Paysandu, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.paysandu.com.br/clube/paysandu7x0remo
  14. 70 anos dos 7 x 0: Relembre o dia em que foi escrita a maior goleada sobre o Remo, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.paysandu.com.br/noticias/1704/70-anos-dos-7-x-0-relembre-o-dia-em-que-foi-escrita-a-maior-goleada-sobre-o-remo
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  24. Paysandu campeão nacional: Copa dos Campeões 2002 | MEMÓRIA UD – YouTube, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.youtube.com/watch?v=X5Re9v0jxe8
  25. Há 14 anos, o Paysandu vencia o Boca Juniors em La Bombonera, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.paysandu.com.br/noticias/3064/ha-14-anos-o-paysandu-vencia-o-boca-juniors-em-la-bombonera
  26. Gol histórico de Iarley pelo Paysandu na Bombonera | Libertadores 2003 – YouTube, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.youtube.com/watch?v=NR7Y8ktsx-o
  27. La Bombonera 20 anos: ídolos do Paysandu relembram vitória histórica sobre o Boca Juniors – O Liberal, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/la-bombonera-20-anos-idolos-do-paysandu-relembram-vitoria-historica-sobre-o-boca-juniors-nbsp-1.674359
  28. Paysandu volta a aparecer na lista dos mais rebaixados da Série B; entenda o histórico, acessado em dezembro 7, 2025, https://papao.com.br/paysandu-volta-a-aparecer/
  29. Quem tem mais acessos e rebaixamentos? | Carlos Ferreira – O Liberal, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/colunas/carlos-ferreira/quem-tem-mais-acessos-e-rebaixamentos-1.677326
  30. Paysandu conquista Copa Verde pela quarta vez – NA MARCA DA CAL, acessado em dezembro 7, 2025, https://namarcadacal.com.br/paysandu-conquista-copa-verde-pela-quarta-vez/
  31. Para entender o imbróglio Lupo x Lobo – Blog do Gerson Nogueira, acessado em dezembro 7, 2025, https://blogdogersonnogueira.com/2017/11/20/para-entender-o-imbroglio-lupo-x-lobo/
  32. Copa Verde de Futebol de 2024 – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em dezembro 7, 2025, https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_Verde_de_Futebol_de_2024
  33. paysandu conquista a super copa grão pará 2025 – FPF – Federação Paraense de Futebol, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.fpfpara.com.br/noticia/3763
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  35. REMO É CAMPEÃO PARAENSE 2025, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.clubedoremo.com.br/ler-noticia.php?id=3322
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  37. Paysandu é um dos clubes mais rebaixados da Série B; entenda – O Liberal, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/paysandu-e-um-dos-clubes-mais-rebaixados-da-serie-b-entenda-1.1051159
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  40. Bryan Borges se despede do Paysandu após duas temporadas e quatro títulos | Paysandu | O Liberal, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/bryan-borges-se-despede-do-paysandu-apos-duas-temporadas-e-quatro-titulos-1.1058529
  41. Números do Clássico Re-Pa, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.portalrepa.com.br/p/confrontos.html?m=1
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by veropeso202523/11/2025 0 Comments

O Filho da Glória e do Triunfo: A Saga do Leão Azul Contada na Língua do Povo

O Leão Azul: O Rei da Amazônia Cheio de Pavulagem

Se tem uma coisa que é de rocha e todo mundo sabe aqui em Belém, é que o Clube do Remo não é só um time de futebol; o negócio é a própria alma do povo paraense. O Leão Azul, conhecido como “Filho da Glória e do Triunfo”, tá completando 120 anos em 2025 e continua invocado, mostrando quem é que manda nessa terra.

Do Rio pro Gramado: Cresceu a Pulso

No começo, o Remo era coisa de gente chique, só no remo lá na Baía do Guajará. Mas com o tempo, o clube virou paixão do povão, cresceu a pulso e hoje é essa potência que a gente vê. Quem diz que o Remo não é o verdadeiro “Rei da Amazônia” com certeza tá leso ou tá contando potoca.

O Fenômeno Azul: Uma Torcida Discunforme

Maninho, tu precisas ver a torcida! É o tal do “Fenômeno Azul”. Quando tem jogo, é gente discunforme lotando o estádio. É uma galera apaixonada que faz uma bumbarqueira sem fim. É tanta gente que fica até teitei!

A Volta por Cima: O Leão tá Só o Filé

Depois de uns tempos difíceis, onde parecia que a coisa tinha dado prego, o Leão meteu a cara em 2024 e 2025 e mostrou a sua força. O time voltou pra elite do futebol nacional e agora tá só o filé. Quem secou o Remo e ficou goriando , quebrou a cara, porque o Leão é duro na queda!


O Começo da Pavulagem: O Nascimento do Leão (1905–1911)

1. Belém no Tempo da Riqueza

Olha já, pra tu entenderes como nasceu o Clube do Remo, tem que voltar lá pro começo do século XX. Belém tava só o filé, mana! Era o tempo da borracha, dinheiro discunforme rolando e a elite cheia de pavulagem, querendo imitar a Europa. Nessa época, o esporte de rico era o remo. A galera queria mostrar que tinha força no braço pra puxar o remo nos rios da nossa terra.

2. A Rumpança no Sport Club do Pará

O negócio surgiu de uma briga feia, parente. Dizem que foi quase um pé de porrada lá dentro do Sport Club do Pará. Em 1905, sete cabocos invocados — gente carrancuda que não leva desaforo pra casa — se estressaram com a diretoria de lá. O clima ficou pesado, aquela inhaca de confusão no ar.

Esses sete manos (Victor, Raul, Eugênio, Narciso, José, Vasco e Jean), que eram muito cabeça , decidiram pegar o beco. Eles disseram: “Bora fundar o nosso!”. E assim, no dia 5 de fevereiro de 1905, criaram o “Grupo do Remo”. O nome era simples, sem lero lero , pra mostrar que o negócio era cair na água de casco ou canoa e ganhar tudo.

3. Deu Prego, mas Voltou com Tudo

No começo foi bacana, mas depois o clube passou um perrengue. Lá por 1908, o negócio deu prego, parecia que já era. O clube ficou embiocado, sem atividade nenhuma.

Mas o Remo é duro na queda! Em 15 de agosto de 1911, a turma se reuniu de novo, resolveu indireitar as coisas e o clube renasceu das cinzas. Foi aí que a elite de Belém abriu o bolso de novo e o time ficou de rocha, pronto pra virar o “Rei da Amazônia”.

O Leão Solta o Rugido: Do Rio pro Gramado (1913–1917)

1. Largando a Bubuia e Pegando na Bola

Lá pela segunda década do século XX, o futebol deixou de ser coisa só pra inglês ver e virou paixão de doido aqui no Brasil. O Remo, que não é leso nem nada, viu que a galera tava gostando desse tal de “Sport Bretão” e, em 1913, criou o departamento de futebol. Foi aí que a história mudou de vez, mano!

2. O Primeiro Jogo: Foi Panema mas Valdreu

A estreia foi no dia 21 de abril de 1913, feriado de Tiradentes, lá na Praça Floriano Peixoto, em São Braz. O adversário era o Guarany. Mas vou te contar, o jogo foi meio malamá, terminou num 0 a 0 sem graça.

Mas olha só a escalação dessa cambada de pioneiros, que é pra tu respeitar:

  • No gol: Bernardino

  • Na zaga: Valrreman e Eurico

  • No meio: Dudu, Aimeé e Mamede

  • No ataque: Galdino, Mário, Antonico, Dudu 2º e Rubilar

3. A Primeira Taca e o Gol do Rubilar

Se o primeiro jogo foi morno, no dia 13 de maio o Leão mostrou as garras. Pegou o mesmo Guarany e aplicou uma taca de 4 a 1! O time tava brocado por gol. Quem balançou a rede pela primeira vez na história foi o Rubilar, o cara era invocado mesmo e já tava lá desde a reorganização de 1911. Foi aí que começou a fama de time artilheiro.

4. Virou “Clube” e Ninguém Segurou (O Hepta)

Em 1914, viram que o negócio tava grande demais pra ser só um grupo de amigos. Aí mudaram o nome de “Grupo do Remo” para Clube do Remo. Ficou chibata, né?

E aí, meu amigo, começou a humilhação pros rivais. De 1913 a 1919, o Remo foi dono do pedaço. Ganhou o Heptacampeonato Paraense, sete anos seguidos levantando taça, muitas vezes sem perder pra ninguém. O time era duro na queda e só o filé! Os adversários que lutassem, porque o Leão tava com a pavulagem lá em cima.

As Cores, o Bicho e a Toada: A Mística Azulina

A gente sabe que pro clube durar tanto tempo, tem que ter símbolos que a galera respeita. No Remo, o manto, o leão e o hino são sagrados. É coisa de emocionar qualquer paraense.

1. O Azul que Treme a Terra e a Âncora

O azul-marinho não é qualquer cor não, parente. É homenagem ao nosso rio e às raízes de quem vivia na água. A bandeira traz aquela âncora branca no meio, que é pra mostrar estabilidade e esperança. É o símbolo de que o clube é di rocha, firme igual uma estaca, do jeito que os fundadores queriam lá em 1905.

2. O Leão Azul: O Bicho é Invocado!

O Leão não nasceu com o clube, ele apareceu lá pela década de 30. Escolheram logo o Rei da Selva porque o bicho representa nobreza e aquela garra de quem não leva desaforo pra casa. O time tem que ser bravo!

Lá no Baenão, tem até uma estátua do Leão em tamanho real, vigiando o campo. É o famoso “Leão Azul de Antônio Baena”. E ainda tem o apelido “Filho da Glória e do Triunfo”, que é pura pavulagem de quem nasceu pra vencer. Te mete com esse mascote!

3. O Hino: Da Folia pra História

Tu sabias que o hino do Remo começou no carnaval? É sério, mano! A melodia era de uma marcha do bloco “Cadetes Azulinos”, de 1933, feita pelo Emílio Albim. Era pra fazer bumbarqueira na rua.

Aí veio o poeta Antônio Tavernard, que era muito cabeça, pegou a música e mudou umas 30 palavras pra criar o “Hino dos Atletas Azulinos”. Essa versão final saiu no jornal “O Estado do Pará” no dia 4 de fevereiro de 1941. A letra não é de gente mole não, é juramento: “Atletas azulinos somos nós”. É pra cantar com força na arquibancada, transformando o estádio num caldeirão.

O Templo Sagrado: O Caldeirão do Baenão e a Pavulagem Patrimonial

1. O Baenão: A Toca do Leão é Nossa!

Maninho, o Estádio Evandro Almeida, o famoso Baenão, não é bagunça não. Fica logo ali na área nobre, na Travessa Antônio Baena, em Nazaré. Enquanto muito time por aí vive de aluguel ou depende do governo, o Remo tem a sua própria casa desde 15 de agosto de 1917. Isso que é pavulagem de verdade!

O estádio é o maior particular da Região Norte, te mete! É lá que o bicho pega. O lugar é um verdadeiro caldeirão. Fizeram uma reforma daora entre 2018 e 2019, deram um tapa no visual e aumentaram a capacidade, mas mantiveram aquela pressão que a gente gosta: a torcida fungando no cangote do adversário. Quem vem jogar aqui já sabe que o negócio é invocado.

2. O Resto da Riqueza: Sedes que são Só o Creme

Tu pensas que acabou? Que nada! O Leão é cheio de pavulagem mesmo. Além do estádio, tem a Sede Social na Avenida Nazaré e a Sede Náutica lá na Cidade Velha, na beira do rio. Os prédios são tão bonitos e importantes que são tombados como patrimônio histórico. É muita história pra contar!

E ainda tem o Ginásio Serra Freire pra quem curte basquete e vôlei, porque o Remo também é invocado nas quadras. O patrimônio do clube é maceta, grande demais, mostrando que aqui tem tradição e soberania!

O Re-Pa: A Maior Rivalidade do Mundo e a Paternidade Azulina

Se tu queres saber quem é o Clube do Remo de verdade, tem que olhar pro lado de lá, pro Paysandu. Juntos, eles fazem o Re-Pa, o “Clássico Rei da Amazônia”. E não vem com lero lero de Gre-Nal ou Boca e River não, porque o nosso é o clássico mais disputado da história do futebol mundial. É coisa discunforme!

1. Quem Manda no Terreiro (A Supremacia)

Parente, até o final de 2025, a conta fecha entre 777 e 780 jogos. Isso é jogo que não acaba mais, deixa qualquer clássico europeu no chinelo. E na hora de ver quem é o pai, o Leão tá na frente. É o que a gente chama de “Paternidade” ou “Tabu Histórico”.

Os números são claros, di rocha:

  • Vitórias do Remo: É lá pra mais de 267.

  • Vitórias do Rival: Tá lá atrás, com umas 239.

  • Empates: Uns 260 e poucos.

Ou seja, o Remo tem mais vitórias e mais gols marcados. Contra fatos não tem potoca, o Leão é quem ruge mais alto.

2. O Tabu: Quando o Rival Levou o Farelo (1993–1997)

Aqui é onde a pavulagem do remista vai lá no alto. Teve uma época, de 1993 a 1997, que o Paysandu ficou panema de vez. Foram 33 jogos seguidos sem o Remo perder pro rival. Tu tens noção? Foram mais de quatro anos que a mucura só levava pisa ou empatava. Isso criou um trauma neles e mostrou que o Remo é o verdadeiro carrasco.

3. A Guerra das Goleadas e o Patrimônio

Aí o rival vem querer gabar um 7 a 0 lá de 1945. Mas o Remo também tem um 7 a 2 de 1939 e, cá entre nós, valem mais os 33 jogos do Tabu do que um jogo isolado. O negócio é tão cabuloso e importante pra nossa cultura que, em 2016, o Re-Pa virou Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Pará.

Os Cabocos que Fizeram História: Ídolos e Lendas do Leão

No Remo, jogador bom não é só aquele que joga bola, é aquele que vira uma divindade pra torcida. Olha só essa lista de quem honrou o manto azulino com muita pavulagem e competência.

1. Alcino: O Negão Motora que era Estorde

Se o Remo é uma religião, o Alcino é o nosso profeta, mano! O “Negão Motora” chegou aqui em 1970 e mostrou o que é ser ídolo de verdade: invocado, forte que só ele (quase dois metros de altura!) e apaixonado pelo clube. O homem era purrudo e técnico ao mesmo tempo.

Ele garantiu o Tricampeonato (73-75) e fez uma das maiores gaiatices da história do Re-Pa. Num jogo contra o rival, ele driblou dois zagueiros, o goleiro, parou a bola na linha do gol, sentou em cima dela pra frescar com a cara deles e só depois fez o gol. É ou não é muita onda? Mesmo com um fim de vida triste, ele é o “Atleta do Século” no Pará.

2. Dadinho: O Brocador que não Perdoava

Enquanto o Alcino dava show, o Dadinho era caixa! O homem era a certeza do gol. De 1983 a 1986, ele balançou a rede 163 vezes, virando o maior artilheiro da história do clube.

O caboco era tão sinistro que foi artilheiro do Parazão três vezes. Em 1987, o Santa Cruz teve que desembolsar uma fortuna (2 milhões de cruzados) pra tirar ele daqui, porque aqui em Belém ele era só o filé.

3. Bira “Burro”: De Leso não Tinha Nada

Chamavam ele de “Bira Burro” só porque se enrolava nas entrevistas, mas dentro da área ele era muito escovado (malandro) e inteligente. Antes de ser campeão invicto pelo Inter, ele tocou o terror aqui.

O Bira era um monstro: tem o recorde de 32 gols num único campeonato (1979). Ele usava a força pra atropelar zagueiro e foi peça chave no tricampeonato de 77-79. O homem era tamatudo (forte/grande) na área!

4. Agnaldo “Seu Boneco”: O Cabeça do 100%

Agnaldo de Jesus começou como um volante carne de pescoço, raçudo demais nos anos 90. Mas a mágica aconteceu em 2004, quando ele virou treinador. O time tava meio malamá, numa crise, e ele assumiu a bronca.

O resultado? O homem fez o impossível: ganhou o estadual com 100% de aproveitamento. Foram 14 jogos e 14 vitórias. Um negócio desses nunca mais se viu por aqui. Agnaldo mostrou que manja muito!

A Coleção de Canecos: Do Parazão pro Brasil e pro Mundo

1. Mandando no Quintal e na Região

Maninho, quando o assunto é Campeonato Paraense, o Remo não tem malamá. O clube é o maior detentor de títulos, com 47 troféus confirmados até o final de 2024 (e já contando com o 48 em 2025). É título discunforme! A gente tem sequências que são pura pavulagem, tipo o Heptacampeonato (1913-1919) e aquele Pentacampeonato histórico dos anos 90.

E não é só aqui não. O Leão rugiu alto no Norte e Nordeste, ganhando o caneco de 1971 e três Taças Norte. Mais recentemente, em 2021, a gente faturou a Copa Verde, mostrando que no século XXI a gente continua duro na queda.

2. Pavulagem Internacional: A Pequena Taça do Mundo

Tem gente que esquece, mas o Leão já foi de fora representar o Brasil. Em 1950, o time foi lá pra Venezuela jogar o Torneio Internacional de Caracas. Não era oficial da FIFA, mas era chique, tipo uma “Pequena Taça do Mundo”. O Remo jogou cinco vezes e voltou com o troféu debaixo do braço. Te mete com essa história internacional!

3. A Glória Nacional: O Brasil Ficou Pequeno em 2005

Por muito tempo, a torcida ficava encabulada vendo o rival se amostrar com título nacional. Mas essa panemice acabou em 2005. Foi na Série C, e a torcida, o nosso Fenômeno Azul, deu um show, botando mais de 30 mil pagantes por jogo. Ninguém tinha essa média no Brasil todo!

A consagração foi no dia 20 de novembro de 2005, lá em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O jogo foi tenso, mas o Remo brocou o time da casa por 2 a 1. Os gols foram do Capitão e do Maurílio. Foi nesse dia que a primeira estrela dourada veio pro peito, e o grito de “É Campeão Brasileiro” saiu da garganta com força total! Foi só o filé!

O Retorno do Rei: Da Lama ao Topo em Dois Anos (2024–2025)

Depois daquela glória toda de 2005, o Remo passou um tempo na pior, com a administração fazendo bubuia e o time sofrendo. Mas a malineza acabou, parente! O biênio 2024-2025 vai ficar marcado como a “Era da Restauração”, porque a resiliência desse clube é di rocha.

1. O Pulo do Gato: Dois Acessos Seguidos

O Remo fez um negócio que é difícil discunforme no futebol de hoje: subiu duas vezes seguidas!

  • 2024 (Série C $\rightarrow$ Série B): Depois de muita briga na terceirona, o acesso veio com uma vitória invocada contra o São Bernardo, garantindo a volta pra Série B1.

     

  • 2025 (Série B $\rightarrow$ Série A): O time não quis nem saber de remanchiar na B. Sob o comando do Guto Ferreira, a equipe foi pra última rodada dependendo só dela mesma2.

     

2. A Batalha do Mangueirão: O Leão Rugiu Alto (3×1)

Foi no final de novembro de 2025 que o bicho pegou. O Mangueirão tava teitei, não cabia nem pensamento. O jogo era contra o Goiás e valia o fim de um jejum de 31 anos longe da primeira divisão3.

 

O começo foi panema: o tal do Willean Lepo fez gol pro Goiás e o estádio ficou num silêncio encabulado. Mas aí o time virou o bicho!

  • O Empate: O Pedro Rocha, artilheiro que tava só o filé na temporada, empatou ainda no primeiro tempo4.

     

  • A Virada: No segundo tempo, o João Pedro tava com a mulesta! Fez o da virada e depois meteu um de cabeça pra fechar o caixão: 3 a 15.

     

Com o Criciúma perdendo o jogo deles, o Remo garantiu o 4º lugar com 62 pontos e carimbou o passaporte pra Série A de 20266. Já era, subiu!

 

3. O Orgulho do Norte Voltou

Isso não foi só uma vitória de campo, foi uma vitória da nossa terra. O Norte tava fora da elite há 20 anos, desde que o rival caiu em 20057. Agora a Amazônia tá de volta no mapa, cheia de pavulagem. Jogadores como o goleiro Marcelo Rangel e o Jaderson, que tavam na batalha de 2024, viraram ídolos de rocha, símbolos de quem acreditou no projeto8.

Fala, parente! Tudo de boa? Aqui é o teu parceiro do veropeso.shop. Já peguei aquele texto “cabeça” sobre o Clube do Remo que tu mandaste e dei aquela “indireitada” nele1. Transformei tudo pro nosso linguajar, tirando aquela formalidade toda e deixando a leitura só o filé2.

O Fenômeno Azul: A Torcida que é o Bicho e Não Arreda o Pé!

Mana, te digo logo: não tem como fechar a conta dessa história do Leão sem falar da maior riqueza que ele tem: a galera dele. Chamar a torcida de “Fenômeno Azul” não é conversa de boca miúda 3 não, é de rocha! É um negócio que os estudiosos ficam matutando 4 pra entender.

 

Tem uns números aí que mostram uma coisa estorde: a fidelidade do torcedor remista é braba! Quanto mais o time tá na roça, mais a torcida chega junto. Lembra de 2005? O time tava lá embaixo, na Série C, e a galera meteu mais gente no estádio do que muito time grande da Série A. O estádio ficava teitei5, não cabia nem uma agulha!

 

É Amor, não é Comércio, Parente!

Essa lealdade toda é porque o torcedor não se sente cliente, ele se sente dono do negócio. É uma “copropriedade emocional”, tás ligado?6. Quando a crise bate e o dinheiro some, não tem choro nem vela: é vaquinha, é sócio-torcedor, é comprar camisa… a torcida é dura na queda7.

 

O Fenômeno Azul é quem manda e desmanda, bota pressão na diretoria e faz o adversário tremer nas bases, seja no Baenão ou no Mangueirão. Ali é festa de arromba, uma afirmação da nossa cultura que é pai d'égua8!

 

Conclusão: O Leão é Duro na Queda

Completando 120 anos, o Clube do Remo mostra que a letra do hino não é potoca: ele é mesmo “Filho da Glória e do Triunfo”. A história não é uma linha reta, parente, ela é cheia de altos e baixos, igual maré de rio. Tem hora que tá na glória, tem hora que tá no sufoco. Mas uma coisa é certa: o Leão não morre! É vaso ruim de quebrar.

O clube já passou por tudo: tempo do amadorismo, pindaíba braba no estado, e a dificuldade de logística aqui da Amazônia que é lá na caixa prega9. Mas agora, mirando a volta por cima em 2026, o Leão Azul tá se preparando pra rugir alto de novo, levando no peito não só onze jogadores, mas a alma de milhões de caboclos que olham praquele escudo e dizem: “Esse aqui é o meu lugar!”.

 


🏆 Galeria de Responsa (Os Títulos do Leão)

Aqui tá o bocado 10 de taça que o Leão já levantou:

 

Onde foi a brigaNome da DisputaQuantas levouAnos que foi Só o Filé
NacionalBrasileirão Série C (O Mundialito!)012005 (Inesquecível, mano!)
RegionalCopa Verde012021
RegionalNorte-Nordeste011971
RegionalTaça Norte0368, 69 e 71
EstadualParazão (Rei do Rio)47+Tem um hepta (1913-19) e o de 2004 que foi 100%
GringaTorneio de Caracas01

1950 (Leão internacional, te mete!) 12

 

Fontes: 8

Referências citadas

  1. Desde 1905 – Clube do Remo, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.clubedoremo.com.br/historia.php
  2. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS – UFMG Faculdade de Medicina Departamento de Medicina Preventiva e Social Mestrado Profis, acessado em dezembro 7, 2025, https://repositorio.ufmg.br/bitstreams/53fd71ce-227f-4754-887a-963b6270cd0a/download
  3. Clube do Remo – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em dezembro 7, 2025, https://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_do_Remo
  4. Clube do Remo entra no grupo dos times que conseguiram dois acessos consecutivos até a Série A, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.clubedoremo.com.br/ler-noticia.php?id=3610
  5. Remo volta à Série A após 31 anos; time garantiu acesso após vencer o Goiás de virada, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.otempo.com.br/sports/futebol-nacional/2025/11/23/remo-volta-a-serie-a-apos-31-anos-time-garantiu-acesso-com-vitoria-de-virada-sobre-o-goias
  6. Clube do Remo: História, Símbolos e Legado no Futebol Brasileiro, acessado em dezembro 7, 2025, https://papodefutebol.com.br/259/
  7. História do Remo – Remistas, acessado em dezembro 7, 2025, https://remistas.com.br/historia-do-remo/
  8. Clube do Remo – Todos os Títulos – Campeões do Futebol, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.campeoesdofutebol.com.br/remo_titulos.html
  9. Clube do Remo – Hinos – VAGALUME, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.vagalume.com.br/hinos/clube-do-remo.html
  10. NÃO É SÓ FUTEBOL: Uma análise dos laços de afetos que envolvem os torcedores do Clube do Remo, a partir de processos socioc, acessado em dezembro 7, 2025, https://repositorio.ufpa.br/server/api/core/bitstreams/c32a5d94-e79c-4bba-8e35-363c08ca8d81/content
  11. Conheça a história de Antônio Tavernard, o autor da letra do hino do Clube do Remo, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/cultura/antonio-tavernard-heroi-azulino-e-protagonista-de-vida-literaria-1.1056514
  12. Baenão – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em dezembro 7, 2025, https://pt.wikipedia.org/wiki/Baen%C3%A3o
  13. o Leão Azul, como também é conhecido o Clube do Remo, construiu, ao longo da sua história, um sólido patrimônio imobiliário, do qual servem de vitrine as sedes social, em Nazaré, um bairro nobre de Belém, e náutica, no bairro da Cidade Velha, ambas tombadas como patrimônio histórico pelo governo do Pará., acessado em dezembro 7, 2025, https://www.clubedoremo.com.br/patrimonio.php
  14. O maior clássico do mundo | Remo 100%, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.remo100porcento.com/futebol-profissional/2025/o-maior-classico-do-mundo
  15. Re-Pa – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em dezembro 7, 2025, https://pt.wikipedia.org/wiki/Re-Pa
  16. Paysandu e Remo protagonizam o clássico mais jogado do mundo, acessado em dezembro 7, 2025, https://paysandunarede.com.br/paysandu-remo-classico-mais-jogado-mundo/
  17. Números do Clássico Re-Pa, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.portalrepa.com.br/p/confrontos.html?m=1
  18. Re-Pa em números: 777 jogos, artilheiros lendários e tabus históricos – Diário do Pará, acessado em dezembro 7, 2025, https://diariodopara.com.br/bola/re-pa-em-numeros-777-jogos-artilheiros-lendarios-e-tabus-historicos/
  19. Alcino – Museu do Futebol, acessado em dezembro 7, 2025, https://museudofutebol.org.br/crfb/personalidades/799408
  20. Alcino – Remistas, acessado em dezembro 7, 2025, https://remistas.com.br/jogador/alcino/
  21. A HISTÓRIA DO CRAQUE REMISTA “ALCINO” O ENCRENQUEIRO “NEGO MOTORA”., acessado em dezembro 7, 2025, https://www.youtube.com/watch?v=2i5Yez9NLvs
  22. A HISTÓRIA DE “DADINHO” MAIOR ARTILHEIRO DO CLUBE DO REMO – YouTube, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.youtube.com/watch?v=d3pd6cRyGLA
  23. Eduardo Soares – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em dezembro 7, 2025, https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Soares
  24. What became of Bira “Burro,” Brazilian champion with Internacional in 1979 and three-time state c… – YouTube, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.youtube.com/watch?v=GP_wcEK_0-8
  25. Bira Burro – Wikipedia, acessado em dezembro 7, 2025, https://en.wikipedia.org/wiki/Bira_Burro
  26. Agnaldo de Jesus – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em dezembro 7, 2025, https://pt.wikipedia.org/wiki/Agnaldo_de_Jesus
  27. Remo campeão 100%: Agnaldo e ex-jogadores relembram conquista que completa 20 anos em 2024 – O Liberal, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/esportes/remo/remo-campeao-100-agnaldo-e-ex-jogadores-relembram-conquista-que-completa-20-anos-em-2024-1.795052
  28. Títulos Azulinos – Remo, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.clubedoremo.com.br/titulos.php
  29. Desde 1905 – Clube do Remo, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.clubedoremo.com.br/esportes.php?id=1
  30. Leão conquistou a Série C 2005 com a melhor média de público entre todas as divisões, acessado em dezembro 7, 2025, https://blogdogersonnogueira.com/2023/11/21/leao-conquistou-a-serie-c-2005-com-a-melhor-media-de-publico-entre-todas-as-divisoes/
  31. Novo Hamburgo 1 x 2 Remo-2005 Melhores Momentos – Leão Campeão Brasileiro, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.youtube.com/watch?v=0XsJwBwXaqo
  32. BOLA N@ ÁREA – Série C 2005 – Fase Final – bolanaarea, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.bolanaarea.com/serie_c_2005_fasefinal.htm
  33. Novo Hamburgo 1 x 2 Remo – Campeonato Brasileiro Série C 2005 – YouTube, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.youtube.com/watch?v=4GdD89tUucc
  34. Remo bate o Goiás, conquista o acesso e volta à elite após mais de 30 anos, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/remo-bate-o-goias-conquista-o-acesso-e-volta-a-elite-apos-mais-de-30-anos/

Títulos do Clube do Remo – Wikipédia, a enciclopédia livre, acessado em dezembro 7, 2025, https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%ADtulos_do_Clube_do_Remo