O Mistério das Treze Almas do Ver-o-Peso: Vingança ou Visagem?
Mana, presta atenção nesse lero lero que o povo conta lá pelas bandas do Mercado. Belém, agosto de 1981. Na buca da noite do dia 13, o tempo fechou e o negócio ficou escoto. Treze comerciantes do nosso Veropa simplesmente escafederam-se sem deixar rastro. Sumiram todos na mesma madrugada, cada um em um canto, mas tudo bem ali por perto.
A polícia, que não é lesa, investigou por dois meses. Mas os guardas ficaram tudo invocados porque não acharam nada e tiveram que passar a régua no caso. Só ficou a inhaca do medo: pegadas no chão frio, os cachorros que não queriam nem papo com o rastro e umas sombras estranhas nas câmeras que pareciam até visagem de outro mundo.
Mas o fundo do tacho dessa história é mais antigo. Dizem que três anos antes, o Seu Manuel Cardoso, um caboco direito com quase 40 anos de ralação, levou um migué numa licitação toda trabalhada na potoca. O homem perdeu tudo, ficou liso, na roça e a família dele se desandou. Só que ele não era meia tigela.
O que aconteceu naquela noite não foi coisa de fantasma, foi uma vingança pai d'égua armada pelos sete filhos dele. Eles foram escovados e agiram com uma precisão de quem manja muito do que faz. Foi um pé de porrada silencioso que deixou todo mundo asilado de medo.
Olha já! Tem gente que diz que é só conto, mas quem é da área sabe: se tu mexer com quem tá peitado no trabalho, o pau te acha.
Nota: Esse texto é uma ficção daora inspirada nas lendas de Belém. Se tu gostou, compartilha com a galera, mas não vai ficar encabulado de medo, hein? Já me vu!

