O Museu Paraense Emílio Goeldi e a Ciência Interdisciplinar na Amazônia

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O Museu Goeldi: A Nossa Joia da Ciência no Coração da Amazônia

Olha já, presta atenção no que eu vou te contar, mano! Se tu acha que ciência na Amazônia é coisa de agora, tu tá é leso. A história do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) é antiga que só, lá do tempo do Império, e começou com uma pavulagem do bem pra mostrar que aqui a gente também manja das coisas.

 

O Começo de Tudo: No Jirau da História

Tudo começou em 1866, quando um caboco muito inteligente chamado Domingos Ferreira Penna resolveu criar a Associação Filomática. Naquela buca da noite do Império, a ideia era bater de frente com os gringos que vinham aqui, pegavam nossos bichos e plantas e levavam tudo lá pra caixa prega, lá onde o vento faz a curva, na Europa. O Ferreira Penna queria montar um jirau firme de conhecimento bem aqui, pra ciência não ser escrota e nem ficar alheia à nossa realidade.

 

A Chegada do “Mano” Goeldi

Mas a coisa ficou só o filé mesmo em 1894, quando o governador Lauro Sodré chamou o suíço Emílio Goeldi pra arrumar o coreto. O museu tava meio abandonado, mas o Goeldi era um cara muito ladino e resolveu “ordenar o caos”.

 

Aproveitando que o dinheiro da borracha tava rolando no balde durante a Belle Époque, ele fez o Museu crescer discunforme:

 

  • Organizô as coleções de planta e bicho tudinho.

     

  • Mandô expedição pra tudo que é canto, até pro litoral do Amapá.

     

  • Provô que as histórias de que não tinha civilização grande aqui era tudo potoca de gente enxerida.

     

O cara era tão o bicho na pesquisa que, em 1931, botaram o nome dele no museu pra todo mundo saber quem foi que deu esse grau. Então, quando tu passar por lá, espia bem, porque aquilo ali é o resultado de muita gente que não teve medo de meter a cara pra estudar a nossa terra.

O Museu Goeldi: Aguentando o Tranco e Virando o Jogo

Olha já, se tu achas que a vida do Museu Goeldi foi só as mil maravilhas, tu estás é leso. O bicho pegou quando a economia da borracha deu para trás e veio a Primeira Guerra Mundial. O financiamento deu prego (quebrou) e o museu teve que se virar nos trinta para não fechar as portas de vez.

A Era do “Mano” Carlos Estevão (1930 – 1945)

A coisa só começou a indireitar (arrumar) quando o pernambucano Carlos Estevão de Oliveira assumiu a direção, a convite do Magalhães Barata. Ele era um caboco muito ladino e meteu uma agenda nacionalista que era só o filé:

  • Redirecionou as pesquisas para coisas que ajudavam a economia do Pará, tipo a piscicultura e a criação de bichos do mato.

  • Os cientistas viraram verdadeiros “intérpretes da Amazônia”.

  • Pararam com aquela pavulagem de ver o indígena e o caboco como coisa exótica e mostraram que eles são a peça central da nossa diversidade.

A Federalização: Saiu do Passamento!

A terceira fase, que é a que a gente vive hoje, começou em 1955, quando o museu finalmente foi federalizado. Essa mudança foi importante que só, porque tirou a instituição do passamento (aquele risco de morrer de fome por falta de dinheiro local).

  • O museu passou a fazer parte do INPA e do CNPq, e hoje é ligado direto ao MCTI.

  • Isso colocou o nosso museu nas redes de pesquisa do mundo todo.

  • Hoje, o Goeldi é o guardião do nosso patrimônio e não aceita migué de ninguém: ele mete a cara (toma coragem) e lidera as conversas sobre o futuro da nossa floresta com toda a autoridade.

O Museu Goeldi é pai d'égua, mano! É a prova de que a gente aqui no Norte manja muito e não deixa a peteca cair.

O Museu Goeldi é o Bicho na Ciência Mundial!

Olha só, mano, se tu achas que o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) é só um lugar cheio de bicho empalhado e planta seca, tu estás muito é leso. O Goeldi é o epicentro, o coração de tudo que se estuda na Amazônia. Ele é ligado direto no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e ajuda a mandar a real nas políticas públicas e ambientais do Brasil todinho.

 

O Protagonismo na COP30: Só o Filé!

A prova de que o Museu é pai d'égua (excelente) é que ele vai ser o dono da cocada preta na COP30, que vai rolar aqui em Belém em 2025.

 

  • O Museu foi escolhido para ser a “Casa da Ciência” do MCTI durante o evento.

     

  • Vai ser o lugar onde os grandes cabeças do mundo vão se reunir para falar de justiça climática e como salvar a nossa biodiversidade.

     

  • Através do “Ciclo de Diálogos COP 30”, o Museu consegue culiar (unir em parceria) os cientistas, o governo e as lideranças indígenas para decidir o futuro da nossa terra.

     

Conhecimento Di Rocha e Sem Migué

O Goeldi não aceita potoca (mentira) de quem vem de fora querer ensinar a gente a cuidar da nossa floresta.

 

  • Ele funciona como um braço técnico para agências como a Finep, garantindo que o dinheiro das pesquisas chegue direitinho onde precisa, sem desperdício.

     

  • O museu traz provas di rocha (comprovadas, irrefutáveis) de que o parente amazônida sabe cuidar da floresta há milênios.

     

  • Ele bate o pé e exige que o mundo reconheça que quem vive aqui é quem realmente entende de regulação climática, recusando aquela conversa fiada de preservação intocada que ignora o povo da região.

     

A verdade é uma só: o Museu Goeldi é o nosso maior orgulho científico. Ele mete a cara (toma coragem) nas discussões internacionais e mostra que a ciência feita aqui no Pará é égua de importante para o planeta inteiro.

As Linhas de Pesquisa: Onde o Museu Goeldi Amassa o Barro

Olha já, se tu achas que o trabalho desse pessoal é meia tigela , tu estás é leso! O Museu Goeldi não brinca em serviço e divide seu intelecto em áreas que trabalham juntas, sem esse negócio de cada um no seu canto. Eles mergulham fundo em expedições exaustivas e laboratórios de última geração para não dar migué na ciência.

 

Botânica: O Mapeamento das Plantas

A pesquisa com plantas lá é um empreendimento monumental. O Herbário MG é o coração de tudo, com coleções que documentam a nossa flora há séculos.

 

  • Os pesquisadores dão seus pulos para fazer expedições em áreas que ficam lá na caixa prega.

     

  • Eles fazem descobertas estordes (fora do comum) que mudam o que a gente sabe sobre a nossa região.

     

  • Na Serra dos Carajás, os cientistas como Leandro Ferreira e Pedro Viana estudam as “cangas”, onde acharam plantas que só existem lá, como o gênero Brasilianthus.

     

  • Catalogaram até a famosa Flor-de-Carajás (Ipomoea cavalcantei) e viram que outras plantas raras, como a Passiflora carajasensis, aparecem em muito mais lugares do Pará do que se pensava.

     

Zoologia: O Estudo dos Bichos

Na Zoologia, o Museu segue a tradição de gente ladina como o próprio Goeldi.

 

  • Uma das maiores figuras foi a alemã Emília Snethlage, uma mulher dura na queda que enfrentou preconceito e viajou sozinha pelo interior para montar uma das maiores coleções de pássaros do Brasil.

     

  • Hoje, o time conta com feras como Alexandre Bonaldo, um dos dez maiores descobridores de aranhas do mundo.

     

  • O trabalho dele mostra que, no ritmo atual, a gente ia levar uns 500 anos para conhecer todos os bichos miúdos da Amazônia. Por isso, o museu tem que dar seus pulos para acelerar as descobertas antes que a floresta suma.

     

Antropologia e Arqueologia: A Nossa História

Aqui ninguém acredita naquela potoca de que a Amazônia era um “inferno verde” vazio. O Museu prova que a floresta foi construída por mãos indígenas ao longo de milênios.

 

  • A pesquisadora Dirse Kern desvendou o segredo da Terra Preta de Índio, mostrando que esse solo fértil foi feito pelo povo antigo.

     

  • Com isso, criaram o projeto “Terra Preta Nova” para ajudar na agricultura de hoje.

     

  • Recentemente, a equipe da Helena Lima achou sítios arqueológicos gigantes no Marajó, com aterros artificiais chamados “tesos”.

     

  • Enquanto isso, Edithe Pereira continua achando artes rupestres em Monte Alegre que provam como o povo daqui é antigo e sofisticado.

     

Linguística Indígena: A Voz dos Parentes

O pessoal da Linguística faz um trabalho pai d'égua para salvar as línguas que estão correndo risco.

 

  • Eles não ficam só no gabinete; eles vão nas aldeias gravar tudo com os parentes.

     

  • Ajudaram o povo Puruborá, que muitos achavam que já tinha “levado o farelo” , a recuperar sua língua e sua identidade.

     

  • O trabalho de Ana Vilacy Galúcio com as línguas Makurap e Wayoro é uma tecnologia social que dá uma peitada no apagamento da nossa história.

     

Ecologia e Ciências da Terra

O Museu também fica de mutuca nas mudanças climáticas.

 

  • O projeto Esecaflor estuda como a floresta reage às secas brabas. Eles viram que, se a seca for demais, a floresta pode parar de ajudar o clima e começar a piorar as coisas.

     

  • Outras pesquisas, como as de Marlúcia Martins, vigiam áreas de mineração para garantir que a natureza se recupere direito e que as empresas não deem uma canelada (falha) no meio ambiente.

Os Acervos do Goeldi: O Cofre de Relíquias da Amazônia

Olha já, se tu achas que o trabalho debaixo de sol e pau d'água (chuva intensa e passageira) é a alma da pesquisa , os acervos do Museu Goeldi são, com certeza, o esqueleto que sustenta tudo. O Museu funciona como o grande cofre da nossa biodiversidade e das histórias dos nossos parentes (nativos).

 

Lá não tem espaço para biribute (coisas que não são mais utilizadas) ou trecos (objetos guardados sem serventia). A instituição guarda, de forma muito organizada, 18 coleções científicas que, juntas, passam da marca purruda (gigantesca) de 5 milhões de registros catalogados. É coisa que só a gota, mano!

Tipo de Acervo CientíficoDescrição Quantitativa e Importância EstratégicaFontes Referenciais
Coleções ZoológicasAcervo monumental com mais de 1,5 milhão de espécimes tombados. Abrange desde invertebrados hiperdiversos (como os 40 mil lotes exclusivos de aracnídeos sob a curadoria de A. Bonaldo) até aves e grandes mamíferos. Constitui o principal registro histórico e genético das mudanças na fauna neotropical nos últimos dois séculos.22
Herbário MG (Botânica)Possui cerca de 240.000 espécimes botânicos rigorosamente herborizados, incluindo uma valiosa xiloteca (coleção científica de madeiras) com aproximadamente 7.000 exemplares de referência. Acervo crítico para rastrear a distribuição de espécies ameaçadas de extinção, subsidiar a fiscalização madeireira e estudar a evolução de gêneros endêmicos frente à crise climática.22
Acervos Humanísticos (Antropologia e Arqueologia)Congrega coleções etnográficas raras e acervos arqueológicos com mais de 100 mil peças em reserva técnica. Acondiciona a cultura material ancestral intrincada (como as cerâmicas tapajônicas e marajoaras) e artefatos de sociedades contemporâneas. Acervo vital para garantir materialidade aos projetos inovadores de etnomuseologia e de repatriação simbólica.13
Arquivo Guilherme de La PenhaDetém cerca de 20 mil documentos históricos primários. Inclui correspondências originais de naturalistas, cadernos de campo e uma formidável coleção iconográfica com 1.420 negativos de vidro do início do século XX. Preserva de forma fidedigna a memória visual indocumentada das antigas expedições desbravadoras, das feições urbanas de Belém e da gênese da ciência no país.14
Biblioteca Domingos PennaFundada no ano de 1894 pelo próprio Emílio Goeldi para dar suporte teórico às expedições. Possui um acervo de mais de 350 mil volumes, destacando-se cerca de 3 mil livros de obras raras dos séculos passados. Atua ininterruptamente como o alicerce bibliográfico indispensável para teses de pesquisadores e historiadores do mundo inteiro que buscam compreender a Amazônia.51

Onde a Ciência Acontece: Os Puxadinhos de Luxo do Goeldi

Olha já, mano, o Museu Goeldi não é só um lugarzinho ali no meio do mato, não. Ele se divide em quatro bases que são o puro creme da pesquisa na Amazônia. Cada canto tem sua função pra ciência não ficar meia tigela. Espia só:

 

1. O Parque Zoobotânico e a Famosa “Rocinha”

Localizado bem ali no bairro de São Brás, é o parque desse tipo mais antigo do Brasil, inaugurado em 1895.

 

  • São 5,4 hectares que servem de refúgio pro calor de Belém, com mais de 3.000 bichos e plantas da nossa terra.

     

  • No meio de tudo tem a “Rocinha” (Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna), uma casa antiga que é a cara do Museu.

     

  • Ela foi toda reformada com uma pavulagem (orgulho) danada em 2005 e hoje guarda exposições que conectam a gente com os nossos antepassados.

     

2. Aquário Jacques Huber: O Velhinho tá On!

Esse aquário é uma relíquia de 1911 e é o mais antigo em funcionamento no Brasil.

 

  • Ficou um tempo fechado porque o dinheiro deu prego, mas voltou com tudo em 2017.

     

  • Lá tu encontras os donos dos nossos rios: pirarucu, tambaqui, tucunaré e até a pré-histórica piramboia.

     

  • Tem também as temidas sucuris e a tartaruga matamatá.

     

  • A ideia é mostrar que o nosso rio barrento esconde uma biodiversidade que é o bicho, mas que é muito frágil e precisa de cuidado.

     

3. Campus de Pesquisa (Lá na Terra Firme)

Fica na Avenida Perimetral e é onde a “ciência dura” acontece.

 

  • É lá que estão os laboratórios de ponta e as reservas técnicas onde ficam guardados aqueles milhões de itens dos acervos.

     

  • É um espaço seguro, longe da humidade, pros pesquisadores e estudantes do mundo todo trabalharem de bubuia (tranquilos).

     

4. Estação Científica Ferreira Penna (Caxiuanã)

Essa fica isolada, lá onde o vento faz a curva, no coração da Floresta Nacional de Caxiuanã, no Marajó.

 

  • Foi montada em 1993 com ajuda dos britânicos e tem uma estrutura maceta (gigante) com laboratórios, alojamentos e torres de clima.

     

  • Para a logística não dar uma canelada (falha), tem até uma casa de apoio com trapiche em Breves.

     

  • É um laboratório ao ar livre onde estudam a seca da floresta e já catalogaram centenas de peixes e serpentes.

     

  • Além disso, eles dão uma força pros parentes (ribeirinhos) da área, ensinando como viver bem em harmonia com a mata.

     

O Museu Goeldi e o Povo: Ciência que não é “Gala Seca”

Olha já, mano, o Museu Goeldi repudia lá do fundo do peito aquela ideia de que cientista tem que ficar trancado num castelo, sem dar confiança pro que o povo quer saber. O negócio lá é popularizar a ciência, e eles metem a cara (enfrentam os obstáculos) pra valer pra que a educação chegue em todo canto da Amazônia.

 

Transformando Curumim em Cientista

Desde os anos 80, o Museu vem criando divisões de educação pra não deixar o conhecimento parado. Espia só as iniciativas que são só o filé:

 

  • Clube de Pesquisadores Mirins: Idealizado pelo professor Luiz Videira, esse projeto já formou mais de 4.000 jovens cientistas.

     

  • Museu de Portas Abertas: Uma iniciativa que nasceu do pedido da galera da periferia lá da Terra Firme, garantindo que quem mora perto do Campus de Pesquisa também aproveite o saber.

     

  • Ciência no Cordel: Pra não ser aquela coisa chata, educadoras como a Mayara Larrys usam a literatura de cordel pra falar de ecologia, combatendo o negacionismo com muita criatividade.

     

Como diz a Sue Costa, que coordena essa parte de comunicação: “A ciência não pode ser enciclopédica”. Ela tem que tocar o coração do curumim (menino) e da cunhatã (menina) que visitam o parque.

 

Respeito ao Saber dos Parentes

O Museu também faz um trabalho de pai d'égua lá no interior e nas aldeias. Eles não tratam o indígena ou o ribeirinho de forma gala seca (alienada, ignorante), como se fossem apenas um objeto de estudo esótico.

 

  • Eles integram os parentes, quilombolas e ribeirinhos na hora de identificar e cuidar dos acervos.

     

  • Isso serve pra valorizar o “saber-fazer” de quem vive na pele a realidade da floresta, tratando todo mundo como co-produtor da ciência.

     

O Goeldi mostra que o conhecimento di rocha é aquele que respeita a nossa gente e ajuda a transformar a sociedade.

Onde a Ciência Acontece: Os Puxadinhos de Luxo do Goeldi

Olha já, mano, o Museu Goeldi não é só um lugarzinho ali no meio do mato, não. Ele se divide em quatro bases que são o puro creme da pesquisa na Amazônia. Cada canto tem sua função pra ciência não ficar meia tigela. Espia só:

 

1. O Parque Zoobotânico e a Famosa “Rocinha”

Localizado bem ali no bairro de São Brás, é o parque desse tipo mais antigo do Brasil, inaugurado em 1895.

 

  • São 5,4 hectares que servem de refúgio pro calor de Belém, com mais de 3.000 bichos e plantas da nossa terra.

     

  • No meio de tudo tem a “Rocinha” (Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna), uma casa antiga que é a cara do Museu.

     

  • Ela foi toda reformada com uma pavulagem (orgulho) danada em 2005 e hoje guarda exposições que conectam a gente com os nossos antepassados.

     

2. Aquário Jacques Huber: O Velhinho tá On!

Esse aquário é uma relíquia de 1911 e é o mais antigo em funcionamento no Brasil.

 

  • Ficou um tempo fechado porque o dinheiro deu prego, mas voltou com tudo em 2017.

     

  • Lá tu encontras os donos dos nossos rios: pirarucu, tambaqui, tucunaré e até a pré-histórica piramboia.

     

  • Tem também as temidas sucuris e a tartaruga matamatá.

     

  • A ideia é mostrar que o nosso rio barrento esconde uma biodiversidade que é o bicho, mas que é muito frágil e precisa de cuidado.

     

3. Campus de Pesquisa (Lá na Terra Firme)

Fica na Avenida Perimetral e é onde a “ciência dura” acontece.

 

  • É lá que estão os laboratórios de ponta e as reservas técnicas onde ficam guardados aqueles milhões de itens dos acervos.

     

  • É um espaço seguro, longe da humidade, pros pesquisadores e estudantes do mundo todo trabalharem de bubuia (tranquilos).

     

4. Estação Científica Ferreira Penna (Caxiuanã)

Essa fica isolada, lá onde o vento faz a curva, no coração da Floresta Nacional de Caxiuanã, no Marajó.

 

  • Foi montada em 1993 com ajuda dos britânicos e tem uma estrutura maceta (gigante) com laboratórios, alojamentos e torres de clima.

     

  • Para a logística não dar uma canelada (falha), tem até uma casa de apoio com trapiche em Breves.

     

  • É um laboratório ao ar livre onde estudam a seca da floresta e já catalogaram centenas de peixes e serpentes.

     

  • Além disso, eles dão uma força pros parentes (ribeirinhos) da área, ensinando como viver bem em harmonia com a mata.

    O Museu Goeldi e o Povo: Ciência que não é “Gala Seca”

    Olha já, mano, o Museu Goeldi repudia lá do fundo do peito aquela ideia de que cientista tem que ficar trancado num castelo, sem dar confiança pro que o povo quer saber. O negócio lá é popularizar a ciência, e eles metem a cara (enfrentam os obstáculos) pra valer pra que a educação chegue em todo canto da Amazônia.

     

    Transformando Curumim em Cientista

    Desde os anos 80, o Museu vem criando divisões de educação pra não deixar o conhecimento parado. Espia só as iniciativas que são só o filé:

     

    • Clube de Pesquisadores Mirins: Idealizado pelo professor Luiz Videira, esse projeto já formou mais de 4.000 jovens cientistas.

       

    • Museu de Portas Abertas: Uma iniciativa que nasceu do pedido da galera da periferia lá da Terra Firme, garantindo que quem mora perto do Campus de Pesquisa também aproveite o saber.

       

    • Ciência no Cordel: Pra não ser aquela coisa chata, educadoras como a Mayara Larrys usam a literatura de cordel pra falar de ecologia, combatendo o negacionismo com muita criatividade.

       

    Como diz a Sue Costa, que coordena essa parte de comunicação: “A ciência não pode ser enciclopédica”. Ela tem que tocar o coração do curumim (menino) e da cunhatã (menina) que visitam o parque.

     

    Respeito ao Saber dos Parentes

    O Museu também faz um trabalho de pai d'égua lá no interior e nas aldeias. Eles não tratam o indígena ou o ribeirinho de forma gala seca (alienada, ignorante), como se fossem apenas um objeto de estudo esótico.

     

    • Eles integram os parentes, quilombolas e ribeirinhos na hora de identificar e cuidar dos acervos.

       

    • Isso serve pra valorizar o “saber-fazer” de quem vive na pele a realidade da floresta, tratando todo mundo como co-produtor da ciência.

       

    O Goeldi mostra que o conhecimento di rocha é aquele que respeita a nossa gente e ajuda a transformar a sociedade.

    O Museu Goeldi e o Povo: Ciência que não é “Gala Seca”

    Olha já, mano, o Museu Goeldi repudia lá do fundo do peito aquela ideia de que cientista tem que ficar trancado num castelo, sem dar confiança pro que o povo quer saber. O negócio lá é popularizar a ciência, e eles metem a cara (enfrentam os obstáculos) pra valer pra que a educação chegue em todo canto da Amazônia.

     

    Transformando Curumim em Cientista

    Desde os anos 80, o Museu vem criando divisões de educação pra não deixar o conhecimento parado. Espia só as iniciativas que são só o filé:

     

    • Clube de Pesquisadores Mirins: Idealizado pelo professor Luiz Videira, esse projeto já formou mais de 4.000 jovens cientistas.

       

    • Museu de Portas Abertas: Uma iniciativa que nasceu do pedido da galera da periferia lá da Terra Firme, garantindo que quem mora perto do Campus de Pesquisa também aproveite o saber.

       

    • Ciência no Cordel: Pra não ser aquela coisa chata, educadoras como a Mayara Larrys usam a literatura de cordel pra falar de ecologia, combatendo o negacionismo com muita criatividade.

       

    Como diz a Sue Costa, que coordena essa parte de comunicação: “A ciência não pode ser enciclopédica”. Ela tem que tocar o coração do curumim (menino) e da cunhatã (menina) que visitam o parque.

     

    Respeito ao Saber dos Parentes

    O Museu também faz um trabalho de pai d'égua lá no interior e nas aldeias. Eles não tratam o indígena ou o ribeirinho de forma gala seca (alienada, ignorante), como se fossem apenas um objeto de estudo esótico.

     

    • Eles integram os parentes, quilombolas e ribeirinhos na hora de identificar e cuidar dos acervos.

       

    • Isso serve pra valorizar o “saber-fazer” de quem vive na pele a realidade da floresta, tratando todo mundo como co-produtor da ciência.

       

    O Goeldi mostra que o conhecimento di rocha é aquele que respeita a nossa gente e ajuda a transformar a sociedade.

    O Museu Goeldi no Meio do Toró: A Realidade tá Ralada, Mano

    Olha já, nem tudo é pavulagem (orgulho) e festa no Museu Goeldi. Por trás de toda essa importância mundial, a instituição tá atravessando uns torós (tempestades) brabos que ameaçam o seu futuro. É um paradoxo doido: o mundo todo cobra que o Museu lidere a questão do clima por causa da COP30, mas o suporte do governo tá num passamento (inanição) de dar dó.

     

    O Sumiço dos Servidores: Um Colapso Silencioso

    O que mais deixa a gente invocado (preocupado) é o que tá acontecendo com o pessoal que trabalha lá. Trocando em miúdos, o quadro de funcionários tá minguando:

     

    • No começo dos anos 90, o Museu tinha 333 servidores.

       

    • Em dezembro de 2024, esse número caiu pra apenas 178.

       

    • Só entre 2017 e 2024, a força de trabalho diminuiu mais de 25%.

       

    • O pior é que mais da metade dos que sobraram (92 pessoas) já pode se aposentar nos próximos cinco anos.

       

    Se não tiver concurso logo pra entrar sangue novo, muita pesquisa vai levar o farelo (morrer). Tem conhecimento que só os mestres antigos têm na cabeça, e se eles saírem sem ensinar ninguém, esse saber se escafede (perde-se) pra sempre.

     

    Vivendo de “Dá teus Pulos” e Gambiarras

    Pra não fechar as portas, os pesquisadores têm que dar seus pulos o tempo todo.

     

    • Eles vivem correndo atrás de editais da FINEP ou fazendo parcerias com empresas como a Hydro e a Vale.

       

    • É esse dinheiro que paga desde o vidro do laboratório até o combustível dos barcos pras expedições.

       

    • Mas ó, manter um patrimônio de 160 anos na base da gambiarra (improviso) e de recurso temporário é perigoso que só; é como leiloar o DNA do nosso país.

       

    A Ciência não se Sustenta no Improviso

    O Museu precisa de um orçamento garantido todo ano, sem esse lero-lero de corte de verba. Ciência séria precisa de tempo e de gente descansada pra reagir rápido quando tem um desastre ambiental ou um incêndio na mata.

     

    Ficar só na promessa de palanque sobre valorizar a Amazônia não enche barriga nem paga pesquisa. Se o governo não transformar o discurso em dinheiro certo no orçamento, o nosso pioneiro Museu Goeldi corre o risco de minguar e não conseguir responder às exigências do mundo. A situação, sem querer contar nenhuma potoca (mentira), tá muito é ralada (difícil).

    🐊 O Causo do Alcino (ou seria Alcina?)

    Lá no Museu Goeldi tinha um jacaré-açu que era o bicho, o famoso Alcino. Quase quarenta anos e quatro metros de pura pavulagem lá no fosso. Todo mundo levava os curumins e as cunhantãs pra espiar o bicho, era uma tradição firmeza.

     

    Só que aí veio o estorde: o Alcino, que todo mundo achava que era macho, apareceu com um monte de ovos! Deixou os biólogos tudo invocados e arreados. No final das contas, o “velho titã” era, na verdade, uma senhora jacaré das águas barrentas. O pessoal teve que dar os pulos pra montar um ninho artificial pro babado não dar errado.

     

    🐋 Uma Baleia no Meio do Mato?

    Se tu entrar lá no pavilhão, vai dar de cara com um esqueleto maceta pendurado no teto. É uma Baleia-fin que errou o caminho, entrou no rio na hora do lançante (maré alta) e acabou levando o farelo na costa. É égua de doido ver um bicho desses, que é do marzão, pendurado no meio da floresta, né? É pra gente ficar ligado que tudo no nosso estuário tá conectado.

     

    👻 Visagens e Assombrações

    Agora, se tu é encabulado ou medroso, melhor nem passar por lá na buca da noite. O povo conta à boca miúda que o museu é cheio de visagem. Os guardas e os pesquisadores que ficam lá até mais tarde dizem que ouvem choros e veem sombras nas sumaneiras. Quem é caboco raiz respeita, porque sabe que com o além não se brinca. Mas os cientistas, que são muito cabeça e racionais, dizem que é tudo potoca. É a ciência e o sobrenatural vivendo ali, um na ilharga do outro.

     

    👩‍🔬 Emília Snethlage: A Mulher era o Cão!

    A gente não pode esquecer da Emília Snethlage. Pensa numa mulher duro na queda. Numa época que as mulheres ficavam só na mizura nos salões de chá, ela meteu o pé na lama e foi desbravar a mata primária. Sofreu muito preconceito por ser mulher e estrangeira, tentaram até limar ela do cargo, mas a mulher era tão ladina e sabia tanto de passarinho que não teve jeito: ela sempre voltava pro comando. A bicha era selada!

     

     

 

 

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