Fala, mano! Se tu és caboco de verdade, tu já ouviste falar na lenda viva que navega pelos nossos rios. Hoje, aqui no Ver-o-Peso.shop, vamos deixar de lero lero e te contar a história do Boto-Cor-de-Rosa, esse bicho que é mais conhecido que farinha no almoço.

1. O “Jaguar” das Águas: O Bicho é Maceta!
Parente, não te engana. O boto não é peixe qualquer não, ele é maceta! É o maior golfinho de água doce que existe nesse mundão de meu Deus. Ele é a própria pavulagem dos rios, se achando o dono do pedaço.
A ciência diz que ele veio lá dos tempos antigos, quando o mar cobria isso tudo aqui. Mas o boto foi escovado (malandro) e se adaptou. Ele é liso! Diferente dos parentes dele do mar, o pescoço dele mexe para todo lado, o que deixa ele nadar de bubuia no meio das árvores quando o rio enche e vira aquele igapó bonito.
2. A Lenda: Cuidado que é Visagem!
Agora, te mete com essa história. Quando cai a noite e começa a bandalheira (festa) nas comunidades ribeirinhas, dizem os antigos que o boto vira gente. E não é qualquer um não, é um rapaz bonito, vestido de branco, sempre de chapéu para esconder o buraco na cabeça (o espiráculo).
Ele chega na festa todo enxerido, tirando gracinha com as cunhantãs mais bonitas da festa. Ele é namorador, dança bem e deixa as moças tudo encabuladas. Mas olha já! Antes do sol raiar, ele tem que pegar o beco e pular na água de novo, senão o encanto quebra.
Muita gente diz que isso é conversa pra boi dormir, ou história pra justificar filho sem pai, mas quem mora na beira do rio tem respeito. É tipo uma visagem que encanta e assusta ao mesmo tempo.
3. A Tristeza: Estão Malinando com o Boto
Mas nem tudo é festa de boi-bumbá. O negócio tá ficando panema pro lado do nosso amigo. O ser humano, que às vezes é meio leso e sem noção, tá destruindo a casa do boto.
Tem muita sujeira, mercúrio de garimpo e gente usando o coitado de isca para pegar piracatinga. É uma malineza grande o que fazem com o bicho. Se a gente não indireitar (consertar) nossas atitudes, essa história vai ter um fim triste.
O Recado é Sério, Parente!
O boto é nosso irmão, é daora, é símbolo da nossa terra. Vamos deixar de ser boca mole e proteger o que é nosso, senão daqui a pouco a gente só vai ver boto em retrato.
Se tu ver alguém mexendo com boto ou poluindo o rio, mete a cara e denuncia. Vamos cuidar pra que nossos curumins ainda possam ver o boto pulando no rio e dizer: “Égua, tu é o bicho!
Aqui está a continuação do artigo, mano! Traduzindo essa conversa de cientista para o nosso português claro, direto do tucupi. Segura essa aula de história natural no estilo pai d'égua!
2. Como o Boto Dominou a Quebrada: A Saga da Água Doce
Parente, tu pensas que o boto sempre morou aqui na porta de casa? Mas quando! O bicho estar aqui no meio da Amazônia é prova de que o mundo deu muitas voltas. O negócio é antigo, papo de 25 milhões de anos atrás, lá onde o vento faz a curva no tempo. A história da família do boto tá amarrada com o surgimento das cordilheiras dos Andes e com uns pântanos gigantes que existiam antes de tudo isso aqui virar floresta.
2.1. O Tempo do Mioceno e o tal “Sistema Pebas”
No tempo do Mioceno (entre 23 e 5 milhões de anos atrás), a Amazônia não era essa mata fechada que a gente conhece, não. O cenário era estorde (diferente). O lado de cá era dominado pelo “Sistema Pebas”. Imagina um alagado maceta (gigante), cheio de lago, canal raso e pântano, tudo misturado. Era água discunforme!
De vez em quando, o mar dava uma entrada aqui no meio, fazendo aquela mistura de água doce com salgada. Foi nessa bandalheira de entra e sai de maré que os avós dos botos resolveram ficar de bubuia por aqui.
Os estudos dos ossos velhos (fósseis) mostram que a família dele se separou dos parentes do mar nessa época. Mas não foi de uma hora pra outra, não. Foi remanchiando (chegando devagar). Eles foram se acostumando aos poucos com esse ambiente que uma hora tava salgado, outra hora tava doce. Os dentes e os ouvidos dos fósseis mostram que eles ainda tinham jeito de bicho do mar, mas já estavam virando caboco da água doce.
2.2. Por Onde Eles Entraram? A Pufia do Pacífico contra o Atlântico
Agora, a cuíra (curiosidade) grande dos estudiosos é saber por onde o bicho entrou. Será que veio pelo Pacífico ou pelo Atlântico? Os cientistas ficam matutando sobre isso até hoje. É uma pufia (disputa) danada para saber qual foi o caminho, porque isso muda a idade de quando eles se separaram de vez.
| Hipótese de Entrada | Descrição e Evidência | Status Atual |
| Rota do Pacífico | Sugere que os ancestrais entraram por uma conexão marítima a oeste, antes do soerguimento total da Cordilheira dos Andes bloquear o acesso ao Pacífico. Isso implicaria uma divergência muito antiga, superior a 15 milhões de anos. | Considerada menos provável frente a dados geológicos recentes sobre a altura dos Andes no Mioceno médio. 6 |
| Rota do Atlântico/Caribe | Propõe que a entrada ocorreu pelo norte (Mar do Caribe) ou leste (Atlântico), através de proto-rios como o Orinoco ou o Amazonas, durante transgressões marinhas. | Hipótese mais aceita. Corroborada por microfósseis do Sistema Pebas que mostram afinidade com fauna caribenha e não pacífica. 5
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2.3. Quando a Porta Fechou: O Boto “Embiocou” na Bacia
Olha já, mano. Há uns 10 ou 11 milhões de anos, o Rio Amazonas resolveu indireitar o rumo e correr pro Atlântico de vez. O mar, que antes passeava por aqui, pegou o beco. Aí, meu amigo, a porta fechou.
Os golfinhos ficaram embiocados (presos) na bacia. Não tinha mais como voltar pro marzão. Eles tiveram que se virar nos trinta, aprendendo a navegar nesses rios barrentos, cheios de pau e curva. Foi aí que eles viraram “casca grossa” mesmo, desenvolvendo esse jeito todo torto e escovado de nadar no meio do mato alagado.
2.4. A Briga de Família: Boto daqui x Boto da Bolívia
Tu pensas que boto é tudo igual? Te orienta! O povo da ciência foi fazer exame de DNA e descobriu que a família é antiga discunforme.
Tem uma divisão maceta entre a turma daqui da Amazônia e a parentada lá do Alto Madeira, na Bolívia. O negócio é sério: a diferença genética é de mais de 6%, o que no mundo dos bichos é coisa pra caramba!
Sabe quem causou essa separação? As cachoeiras do Rio Madeira, tipo a do Teotônio. Há uns 3 milhões de anos, essas pedreiras se levantaram e criaram uma barreira. O boto de lá não passava pra cá, e o de cá não ia pra lá. Virou cada um no seu quadrado.
2.5. Boto x Tucuxi: Não Confunda Alhos com Bugalhos!
Agora, te mete nessa diferença, porque muita gente confunde. O Boto-Vermelho (Inia) e o Tucuxi (Sotalia) moram no mesmo rio, mas são de famílias muito diferentes.
O Boto (Vermelho): É o vovô do rio. É um “fóssil vivo”, de uma linhagem antiga (Iniidae) que já sumiu em quase todo lugar do mundo. Ele é todo estranho, corpo flexível pra entrar no igapó, cara de quem sabe tudo. É o dono da pavulagem.
O Tucuxi (Cinza): É o curumim (novato). Ele chegou “ontem” (no Plioceno ou Pleistoceno). Ele é da família dos golfinhos do mar (Delphinidae), por isso ele parece aqueles do filme “Flipper”. Ele é durinho, cinza, todo engomadinho, nadador de rio aberto.
Resumindo a ópera: O Boto é o caboclo raiz, adaptado pra guerra da floresta. O Tucuxi é o primo que veio da cidade (do mar) e ainda
3. A Família tá Crescendo: Quem é Quem nesse Igarapé?
Mano, a papelada do boto é mais enrolada letra de médico. Uma hora os cientistas dizem que é tudo a mesma coisa, outra hora dizem que é cada um no seu canto. A verdade é que descobriram que o boto tem uns primos perdidos por aí, separados por barreiras que ninguém passa.
3.1. O Jeito Antigo: “Tudo Junto e Misturado”
Antigamente, o povo da ciência achava que só existia um tipo de boto, o Inia geoffrensis. Era como se fosse todo mundo da mesma galera, só que morando em bairros diferentes. Eles dividiam em três grupos:
O Nosso Boto (Amazônico): O geoffrensis geoffrensis. É o que manda na área, o dono da pavulagem toda, que nada aqui na nossa bacia central.
O Primo Rico (Humboldtiana): Esse mora lá na Venezuela e Colômbia, no rio Orinoco. Ele tá separado da gente pelas pedras de Puerto Ayacucho e pelo Canal Casiquiare. O canal até liga os rios, mas a água lá é ruim, ácida, aí o boto não anima de passar. Fica cada um na sua ilharga.
O Primo da Bolívia (Boliviensis): Esse ficou preso lá na Bolívia por causa das cachoeiras do Rio Madeira. É longe pra dedéu, lá na caixa prega.
3.2. A Ciência “Meteu a Cara”: Boto Novo na Área!
Mas aí, parente, os pesquisadores que são escovados (inteligentes) e invocados começaram a mexer no DNA dos bichos. E não é que descobriram que a diferença é grande? O negócio mudou de figura!
O Boto-da-Bolívia (Inia boliviensis): Agora é Solo!
Aquele primo da Bolívia ganhou independência! Viram que ele tem mais dente e a cabeça mais dura (mais robusta) que o nosso. Além disso, tá isolado lá faz tempo. Então, agora ele é espécie própria. Não é mais subespécie, não. O bicho agora tem nome e sobrenome próprio. É pai d'égua demais!
O Boto-do-Araguaia (Inia araguaiaensis): O Caçula da Turma
Égua, essa aqui é de cair o queixo! Em 2014, descobriram um boto que é nosso vizinho, mas ninguém sabia que era diferente. É o Boto-do-Araguaia!
Ele mora na bacia do Araguaia-Tocantins. Apesar de ser perto, as cachoeiras do Tucuruí e outras corredeiras separaram ele da gente há uns 2 milhões de anos. O bicho é um pouco menor (piquinininho) e tem menos dente que o boto amazônico. É um curumim evolutivo! A ciência ainda tá batendo o martelo, mas tudo indica que é uma espécie nova mesmo.
Resumindo: O que a gente achava que era tudo igual, na verdade é uma cambada de espécies diferentes, cada uma adaptada pro seu rio. A natureza aqui é chibata mesmo!
É pra já, mano! O texto tá aqui na mão. Não vou resumir nada não, vou te entregar o serviço completo, traduzido no capricho pro nosso linguajar, porque aqui no veropeso.shop a gente mata a cobra e mostra o pau (ou melhor, mostra o boto!).
Segura essa aula de anatomia ribeirinha:
4. O Bicho é “Escovado”: Como o Boto Virou o Rei do Rio
Parente, tu deves te perguntar: “Como é que esse bicho consegue viver nesse rio barrento, cheio de pau e igapó, sem se arrebentar todinho?”. A resposta é simples: o boto é uma máquina! Ele foi feito sob medida pra Amazônia. O corpo dele é cheio de migué e adaptação pra aguentar o tranco da água suja e da floresta alagada.
4.1. O Esqueleto de Mola: Uma “Cobra” D'água
Esquece aqueles golfinhos do mar que parecem um torpedo duro. O nosso boto foi feito pra fazer curva fechada!
Pescoço Solto: Essa é a pavulagem maior dele. As “peças” (vértebras) do pescoço não são coladas. Enquanto o golfinho do mar tem torcicolo eterno, o boto vira a cabeça pra cima, pra baixo e pros lados em até 90 graus! O bicho parece que tem mola! Isso serve pra ele meter a cara no meio das raízes do igapó caçando peixe sem ficar embiocado.
Nadadeiras de Remo: As “mãos” (aletas peitorais) dele são grandes e largas, parecem um remo de casco. Elas não servem só pra correr, servem pra manobrar. O bicho é tão escovado que consegue nadar de marcha ré! Isso mesmo, se ele entrar num mato fechado, ele dá ré e sai. Duvido tu fazeres isso.
Lombo Baixinho: A barbatana das costas (dorsal) é baixinha, só uma lombada de carne. Se fosse alta, ia viver enganchando em cipó e galho quando o rio enche. Assim, baixinha, ele passa liso por baixo das árvores.
4.2. A Cor Rosa: Por que ele é “Chibata”?
A cor desse bicho é um mistério que deixa todo mundo encabulado. Ele vai do cinza pálido até um rosa “cheguei”. Mas tem explicação:
De Curumim a Tebudo: Quando o curumim (filhote) nasce, ele é cinza escuro. É pra se camuflar e ninguém ver. Conforme ele vai crescendo e virando adulto, vai clareando. O rosa forte aparece mesmo é nos machos velhos.
Marcas da Vida: O rosa não é tinta não, mano. É sangue quente passando perto da pele pra controlar a temperatura. E tem mais: boto macho é brabo, vive caindo na porrada com os outros por causa de fêmea. É mordida, é arranhão… essas cicatrizes e o desgaste de viver roçando em tronco de árvore deixam ele rosa. Quando ele tá invocado ou animado, o sangue sobe e ele fica mais rosa ainda, parecendo que tá com vergonha (ou com raiva!).
4.3. Olho pra quê? Ele “Vê” com a Testa e o Bigode
No Rio Madeira ou no Solimões, a água é um barro só. Tu não vês um palmo na frente do nariz. O olho do boto é pequeno, mas ele não depende disso.
O Melão Mágico: Ele tem uma bola de gordura na testa chamada “melão”. Aquilo ali é um sonar potente! Ele manda uns estalos (cliques) e o som bate nas coisas e volta. Ele consegue saber se na frente dele tem uma pedra, uma raiz ou um tucunaré escondido. O bicho muda a forma da testa pra focar o som. É tecnologia de ponta, te mete!
Bigode de Gato: O bico dele é comprido e cheio de pelinhos duros (vibrissas). Diferente dos primos do mar que perdem o bigode, o boto fica com ele. Serve pra tatear o fundo do rio, sentir a lama e achar caranguejo e peixe de fundo. É o tato dele.
4.4. O Bicho é “Brocado”: Come de Tudo!
O boto não tem frescura pra comer. Se der mole, é vapo!
Dente pra Todo Gosto: A dentadura dele é maceta. Na frente, os dentes são finos e afiados pra segurar peixe liso que escorrega. Lá no fundo, os dentes são achatados e grossos, parecem um pilão. Pra que? Pra quebrar casca dura de caranguejo e até de tartaruga pequena.
Cardápio Variado: O bicho traça mais de 50 tipos de peixe. Come piranha, corvina, tetra… o que vier. E como ele entra na mata alagada pra comer peixe que come fruta, ele acaba ajudando a espalhar as sementes da floresta. Ou seja, ele planta árvore sem saber. É ou não é pai d'égua?
É pra já, parente! Vamos mergulhar no mistério agora. Essa parte é onde a biologia encontra a visagem e a conversa fica séria na beira do rio. Prepara o terço e a água benta, porque vamos falar do “Encante”!
5. O Boto é Gente ou Bicho? A Resenha da Visagem
Mano, aqui a chapa esquenta. Pro povo da nossa terra, o boto não é só um animal que nada no rio não. Ele é muito mais que isso. Ele vive ali no meio termo, na fronteira entre o bicho e o homem, entre o mundo real e a visagem. É uma mistura maceta que mexe com a cabeça de todo mundo.
5.1. De Onde Veio Essa História? A Mistura do Tucupi com o Vinho
A fama do boto é um caribé (mistura) cultural. Juntou a crença dos nossos avós indígenas com as histórias que os brancos trouxeram de navio.
O Lado Raiz (Indígena): Antigamente, pros parentes indígenas, o boto (chamado Uauyar) era moralizada. Ele era o “espírito protetor dos peixes”, o guardião das águas. Tinha esse negócio de virar gente, porque na visão do índio, todo bicho é “gente” no mundo dele. Mas não tinha essa safadeza de sair fazendo filho nos outros e ir embora.
O Lado Estrangeiro (Europeu): Aí chegou o colonizador português com as histórias dele. O tal do Câmara Cascudo, que era um cabeça (estudioso), disse que essa lenda de boto namorador veio da Europa. Compararam nosso boto com o golfinho de Afrodite (a deusa do amor) e com lendas de sereias e tritões que seduziam o povo. Quando viram que as “partes baixas” do boto pareciam com as de gente, pronto! A boca miúda começou e a fama de “Don Juan” pegou no século XIX.
5.2. O “Encante”: Como Acontece a Bandalheira
Essa aqui todo caboco conhece de cor e salteado. A história é sempre a mesma, do Amazonas até o Peru, e segue um roteiro mais ensaiado que quadrilha de São João:
A Hora H: Tudo acontece numa noite de festa, daquelas bumbarqueiras de Santo Antônio ou São João, quando o povo tá todo animado dançando.
A Transformação: O boto sai da água e vira um gala (homem bonito). O cara é branco, alto, forte, todo estiloso.
O Pano: Ele chega na festa na estica: terno branco impecável, sapato brilhando. Mas tem um detalhe: ele nunca tira o chapéu. Por que? Pra esconder a buraqueira (o espiráculo) que ele tem no alto da cabeça, que é a única coisa de bicho que sobra.
O Xaveco: O cara dança muito! Ele escolhe a cunhantã mais bonita da festa, aquela que tá dando sopa, e joga o charme. A moça fica logo encabulada e caidinha por ele.
O Final: Ele leva a moça pra beira do rio, pro “bem bom”. Mas olha o migué: antes do sol nascer, ele tem que pular na água e virar boto de novo. Aí ele pega o beco e deixa a moça lá, muitas vezes esperando um filho dele.
Dizem que o boto leva gente pra “Cidade do Fundo”, um lugar mágico embaixo d'água onde a festa nunca acaba. É o mundo da Encantaria, onde ele mora com a Iara e a Cobra Grande. Te mete ir lá visitar!
E aí, tu acreditas ou acha que é potoca? Cuidado nas festas de junho, se aparecer um bonitão de chapéu e terno branco, já fica de mutuca!
6. O Lado Feio da História: Quando o Boto vira Desculpa pra Malineza
Mano, nem tudo que reluz é ouro, e nem tudo que pula na água é peixe. Por baixo dessa história bonita de folclore, tem uma realidade dura que a gente tenta tapar o sol com a peneira. A lenda do boto, muitas vezes, serve pra esconder violência contra a mulher e explicar coisa que a sociedade não queria aceitar.
6.1. “Filho do Boto”: O Pai que Pegou o Beco
Tu já ouviste falar em “filho do boto”, né? Aqui no Norte, isso é mato. Mas na real, isso é nome pra criança que não tem pai no registro.
Os números não mentem e são de assustar. Só no Amazonas, milhares de curumins são registrados todo ano só com o nome da mãe. É uma cambada de gente sem pai. Antigamente, pra mãe não ficar “falada” ou passar vergonha na comunidade, diziam que foi o boto. Era um migué social: em vez de dizer que foi abandonada, dizia que foi vítima de um “encante”. A moça deixava de ser vista como “sem juízo” e virava vítima de uma visagem.
6.2. O Boto como “Pano” pra Safadeza e Crime
Agora é que a porca torce o rabo. Tem gente estudada, juíza e pesquisador da universidade, mostrando que a lenda serve pra acobertar coisa muito pior: o abuso dentro de casa.
O Inimigo Mora ao Lado: Muitas vezes, a cunhantã engravida do próprio parente (pai, tio, padrasto). Pra não dar b.o. na família e não entregar o criminoso, inventam que foi o boto. O “boto” vira o apelido pro abusador que tá ali do lado. É uma escrotice sem tamanho.
Os Botos da Vida Real: Sabe aquele cara de fora, o balseiro, o caminhoneiro ou o garimpeiro que chega na comunidade, cheio de pavulagem, com dinheiro no bolso? Ele chega, ilude as moças, faz o que quer e depois pega o beco, sumindo no rio ou na estrada. Esse é o “boto” de carne e osso. A lenda acaba deixando “bonito” (romântico) um negócio que é pura exploração de quem tem grana contra quem é humilde.
6.3. O Branco Rico x A Cabocla
Já reparaste que o boto sempre vira um homem branco, rico, de terno e bem vestido? Nunca vira um caboclo pescador com a roupa suja de açaí.
Isso mostra muito da nossa história triste. É o retrato do homem branco de fora (o colonizador, o patrão) que vem, usa as mulheres da terra (indígenas e caboclas) e vai embora sem olhar pra trás. A lenda reforça essa ideia de que o “gringo” ou o “rico” tem poder sobre a gente, faz o filho e some, e a gente ainda acha que é visagem.
Resumo da Ópera: A lenda é cultura, sim, e a gente tem que valorizar. Mas te orienta: não podemos usar história de boto pra esconder crime nem pra deixar homem sem vergonha fugir da responsabilidade. Boto é no rio, pai tem que ser presente e abusador tem que ir pra cadeia. Tô nem vendo se acharem ruim, a verdade é essa!
7. O Boto é Pop, Mano! Da Poesia à Netflix
Mano, o boto é pai d'égua. Ele é tão importante pra gente que saiu do rio e foi parar na cultura do Brasil todo. Ele serve pra explicar quem nós somos e também pra mostrar as nossas tretas.
7.1. Nos Livros: O Boto “Comedor” de Cultura
Lá antigamente, em 1931, um caboco chamado Raul Bopp escreveu um livro chamado “Cobra Norato”. O cara era cabeça! Ele usou o boto como o pai de tudo na história. Era um jeito de mostrar que a Amazônia é braba, selvagem e que “engole” quem vem de fora. Foi o jeito que ele achou de renovar a literatura, deixando ela com a nossa cara, bem cabocla.
7.2. Na Música: Do Carimbó ao Rock Doido
Na música, o boto reina discunforme!
Dona Onete: A nossa rainha do carimbó, que é só o filé, canta “Boto Namorador”. A música é animada pra dançar aquele rasta pé, mas se tu prestares atenção, ela dá o papo reto: “Tem boto cercando a gente”. Ela mostra que o boto é sedutor, mas é perigoso. É o prazer misturado com o medo.
Os Tucumanus: Já essa galera do rock regional é mais invocada. Na música “O Boto”, eles rasgam o verbo e desmancham a lenda. Eles cantam “Tira o chapéu / É apenas uma estória”. O recado é claro: para de cair em potoca! Eles usam a música pra denunciar que por trás do chapéu não tem encante nenhum, tem é um homem covarde abusando das mulheres. Te mete com essa crítica!
7.3. No Cinema e na TV: O Boto Galã e o Boto Policial
O boto também virou astro de cinema, égua da fama!
O Filme Clássico (1987): Teve o filme “Ele, o Boto”, com o Carlos Alberto Riccelli. O bicho era bonito, virou símbolo sexual no Brasil todo. Mostrou muito a sensualidade da mulher ribeirinha, mas hoje em dia muita gente acha que pegou pesado e só serviu pra deixar o povo com aquela ideia errada e exótica da gente.
Cidade Invisível (Netflix): Agora, o boto tá moderno. Na série da Netflix, o personagem Manaus é um boto que morre misteriosamente. A história mistura suspense com crime ambiental. Mostra que o perigo pro boto hoje não é só lenda, é a ganância de quem quer destruir a floresta. É o mito atualizado pro século XXI, mostrando que a nossa natureza tá pedindo socorro.
Viu só? O boto sai do rio, entra na tela e conta a nossa história, seja pra divertir, seja pra denunciar. O bicho é maceta mesmo!
8. A Coisa Tá Feia: O Boto Tá Pedindo Socorro
Mano, antigamente, todo caboco tinha respeito e medo do boto. Mexer com ele dava panema (má sorte) brava. Ninguém queria ficar sem pegar peixe, então deixava o bicho quieto. Mas hoje em dia? O respeito acabou e a ganância tomou conta. O boto, que era sagrado, virou mercadoria.
8.1. O Bicho Tá “No Sal”: O Perigo da Extinção
A gente olha pro rio e acha que tem boto discunforme (muita quantidade), né? Mas é ilusão. O pessoal da ciência (a tal da IUCN) já bateu o martelo: o Boto-Cor-de-Rosa tá “Em Perigo”.
Lá na reserva Mamirauá, os estudiosos viram que a cada dez anos, metade dos botos some. O bicho tá desaparecendo, parente. Se a gente continuar leso desse jeito, ele vai levar o farelo (morrer/sumir) de vez.
8.2. A Tragédia da Piracatinga: Usando Boto de Isca
Essa aqui é de doer a alma. Tem uma malineza (maldade) acontecendo nos rios que é pura escrotice.
Tem um peixe chamado Piracatinga (ou urubu d'água) que come carniça. Descobriram que a carne do boto, que é gorda e tem pitiú forte, atrai muito esse peixe. O que os pescadores fazem? Matam o boto a paulada, cortam em pedaços e jogam numa gaiola pra pegar piracatinga. É um massacre! Chegaram a matar 7 mil botos por ano só numa região.
E o pior: tu podes estar financiando isso sem saber! A piracatinga não é peixe bom, então eles vendem lá pro Sul e Sudeste com nome falso: “Douradinha” ou “Pintadinha”. O consumidor, que é boca mole (desavisado/fofoqueiro no sentido de passar adiante sem saber), compra achando que é filé, mas tá comendo peixe que matou boto. Te orienta! Não compra “Douradinha”!
8.3. O Veneno do Garimpo: Mercúrio até o Tucupi
Não é só arpão que mata, não. O garimpo joga mercúrio no rio, que vira veneno na água. O peixe pequeno come, o peixe grande come o pequeno, e o boto come o grande.
O resultado? O boto tá entupido de mercúrio. Fizeram exame e 100% dos bichos tinham esse veneno no corpo. Isso acaba com a saúde dele, ele não consegue mais ter filhote direito e fica fraco. E se o boto tá contaminado, mano, tu que comes o mesmo peixe que ele, também tá levando veneno pra casa. Abre o olho!
8.4. Paredão de Concreto: As Hidrelétricas
Pra fechar o caixão, inventaram de fazer essas hidrelétricas gigantes (tipo Santo Antônio, Jirau e Belo Monte). Essas barragens são como muros no meio do rio.
O boto não é passarinho pra voar por cima. Ele fica embiocado (preso) de um lado. Isso separa as famílias, diminui o namoro entre eles (cruzamento genético) e deixa o bicho fraco. Lá na Bolívia, o boto de lá ficou isolado de vez, lá na caixa prega, sem poder descer o rio. É muita barreira pro coitado enfrentar.
Resumo da Luta: O boto tá cercado: é rede, é isca, é veneno e é barragem. Se a gente não fizer nada, a lenda vai virar apenas “era uma vez.”
🐟 A Bronca do Boto e o “Pare” na Piracatinga (2015-2025)
Égua, parente! Te acomoda aí no teu canto que o papo hoje não é lero lero e nem potoca. O assunto é sério e envolve o nosso rio e os nossos bichos. De uns tempos pra cá, de 2015 até 2025, a briga foi feia pra tentar salvar o nosso boto, que tava levando o farelo por causa da ganância.
Os homens da lei resolveram se coçar e a resposta do governo pra essa crise do boto foi cair matando na regulação da pesca da piracatinga. O clima ficou meio tenso, parecendo briga de pé de porrada , dividindo o pessoal que quer preservar a natureza e a galera da pesca.
9.1. O Babado das Moratórias: Acabou a Festa
A estratégia principal dessa turma foi proibir o comércio da piracatinga de vez. A ideia é cortar o mal pela raiz: se não pode vender o peixe, não tem por que caçar o boto pra usar de isca, né mano?
Basicamente, a lei disse “olha já” pra essa pescaria. A intenção é desincentivar a caça do boto, pra ver se o bicho consegue ficar de bubuia de novo nos nossos rios, sem medo de malineza. Então, fica ligado : vender piracatinga agora, nem com nojo! É pra deixar o boto quieto, senão a multa vem e tu vai vê.
| Período | Instrumento Legal | Status e Impacto |
| 2015-2020 | Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 6/2014 | Estabeleceu a primeira moratória de 5 anos. Proibiu a pesca e comercialização da piracatinga. 11 |
| 2020-2021 | Instrução Normativa SAP/MAPA nº 17/2020 | Renovação por apenas 1 ano após pressão do setor pesqueiro. 35 |
| 2021-2022 | Portaria SAP/MAPA nº 271/2021 | Prorrogação por mais um ano. O governo citou a falta de estudos conclusivos sobre alternativas de isca. 35 |
| 2022-2023 | Vácuo/Prorrogações Curtas | Período de incerteza legal e renovações de curto prazo. 38 |
| 2023-Presente | Portaria Interministerial MPA/MMA nº 04/2023 | Marco Atual. Renovou a moratória por tempo indeterminado (com revisões possíveis) até que soluções técnicas garantam a sustentabilidade. Proíbe pesca, transporte e comércio, exceto para subsistência (5kg) e pesquisa. 39 |
📅 O Babado de Agora (2024/2025) e o Que Vem por Aí
Olha já, maninho! O papo é reto: a tal da Portaria de 2023 ainda tá valendo de rocha . O governo federal não tá de bubuia não; juntaram uma galera e montaram uns grupos pra ficar de mutuca , vigiando pra ver se a proibição tá funcionando mermo.
Mas tu sabe como é a nossa terra, né? É maceta , porrudo de grande! Fiscalizar esses rios que vão lá pra caixa prega ou pra baixa da égua é que é o problema. O desafio tá ralado ! Ainda tem muito nó cego dando migué e pescando ilegal, só de olho na grana de fora.
2025: Te Vira ou o Boto Leva o Farelo
Agora em 2025, o Ministério da Pesca tá tentando indireitar o rumo da proa. Tão soltando novas regras pra outros peixes, querendo organizar a bagunça com base em estudo sério. Mas a situação da piracatinga ainda tá delicada, mano. Se a gente vacilar, o nosso boto vai levar o farelo .
A parada é a seguinte: pro boto não sumir do mapa, essa proibição tem que ser dura na queda . E os pesquisadores e pescadores têm que usar a criatividade, fazer uma gambiarra das boas — no sentido de invenção tecnológica — pra criar isca artificial. Tem que acabar com essa malineza de usar carne de boto. Te vira, tu não é jabuti ! Tem que achar outro jeito de pescar sem matar o compadre do rio.
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Referências citadas
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