1. Introdução: O Mexerico da Cidade e o Aperreio do Saneamento no nosso Estuário
Égua, mano, presta atenção que o papo aqui é sério e o ver-o-peso.shop vai te passar a visão de como a nossa Belém sofre com esse tal de “metabolismo urbano”. A nossa capital, cravada bem aqui no meio das águas, entre o Rio Guamá e a Baía do Guajará, é um laboratório o bicho de complexo. Como a gente mora em planície que quase encosta no nível do mar, qualquer maré de sizígia ou um pau d'água mais forte já faz a cidade toda ficar de bubuia.
Aqui o calor é discunforme, com média de 28°C e uma umidade que deixa a gente até o tucupi de suor. Quando a maré enche nas luas nova e cheia, a pressão nas galerias é tão porruda que se o sistema de limpeza não estiver só o filé, a gente se ferra nos alagamentos.
O Aperreio do Óleo no Ver-o-Peso
Historicamente, o povo foi se amontoando na beira do rio e criando uns passivos ambientais escrotos. Nossas feiras e mercados, como o Ver-o-Peso, são o coração da nossa gastronomia, mas também produzem um pudê de lixo. O grande calcanhar de Aquiles é o óleo de fritura do nosso peixe frito.
O óleo é invocado: não mistura com água de jeito nenhum.
Se o enxerido do caboco joga o óleo no ralo ou no rio, ele flutua e cria uma capa que asfixia os peixes na Baía do Guajará.
Isso corta o oxigênio e a luz do sol, deixando a fauna e a flora no maior passamento.
O Entupimento e a “Saponificação” (O famoso Sabão de Galeria)
Além de detonar o rio, o descarte irregular é uma malineza com a infraestrutura.
Dentro dos canos, o óleo vira uma massa dura feito pedra (processo de saponificação).
Isso faz a tubulação dar o bug, reduzindo o fluxo da água e causando refluxo de esgoto nas ruas.
Aí já viu, né? É doença pra todo lado e o gasto público fica maceta pra limpar essa sujeira.
A Virada de Jogo: Economia Circular
Mas nem tudo é potoca ou tristeza! Belém está vendo uma mobilização pai d'égua entre o governo, empresas e faculdades. Em vez de jogar o óleo fora e deixar o rio panema, o plano agora é coletar esse resíduo na fonte para virar biocombustível ou sabão ecológico. É a tal da economia circular transformando o que era lixo em riqueza para a nossa Amazônia.
Tu manjas que esse é só o começo, né? Gostarias que eu seguisse para o Capítulo 2 para a gente ver como essa logística funciona no “Amazonês”?
2. A Logística Reversa no Ver-o-Peso: O “Pudê” de Óleo e o Jeito dos Permissionários
Olha já, mano! O Complexo do Ver-o-Peso não é só o lugar do nosso peixe frito com açaí, não; aquilo ali é uma verdadeira usina de gerar resíduo de óleo. A Secretaria Municipal de Zeladoria (Sezel) tá de mutuca nesse microterritório e descobriu que as barracas de comida são mananciais de insumo renovável.
Os Números são “Égua de Maceta”
A coleta por lá tá só o filé na eficiência, mas ainda tem muita potoca pra gente resolver:
Em apenas 15 dias, os caras coletam entre 500 e 600 litros de óleo usado só em 54 barracas.
No mês todo, isso dá de 1.000 a 1.200 litros de óleo recuperado num espaço bem miudinho.
Como é tudo perto, o custo de transporte é lá embaixo e a logística é muito firme.
O Lado “Paia”: A Evasão dos 50%
Mas nem tudo é pavulagem, sumano. A prefeitura diz que esse volume todo vem de apenas metade dos feirantes. A outra metade — uns 50% de gente cabeça dura — ainda joga até 1.200 litros de óleo todo mês direto no ralo ou na Baía do Guajará.
Pra acabar com essa malineza, a Sezel tá fazendo um trabalho de educação ambiental:
Ensinam os curumins e os mais velhos a esperar o óleo esfriar.
Orientam a guardar tudo em garrafa PET e não misturar com lixo sólido pra não virar uma inhaca.
O Trabalho de Formiguinha
Isso não é de hoje, tá ligado? Lá por 2011 e 2012, pesquisas na feira e no Mercado de Carne Francisco Bolonha já mostravam que o caminho é longo. Naquela época, fizeram oficinas pra ensinar a galera a fazer sabão ecológico com o próprio óleo velho, pro caboco ver com os próprios olhos que aquele “lixo” vale dinheiro.
Belém vs. Brasília: A Gente Ganha de Lavada!
Espia só essa comparação que deixa qualquer um encabulado. O pessoal lá do Distrito Federal (CAESB) tem um projeto premiado, mas a gente aqui no Norte, num pedacinho de terra, coleta muito mais:
| O que a gente olha | Belém (Sezel – Ver-o-Peso) | Brasília (CAESB) |
| Onde acontece | Só nas 54 barracas do Veropa
| No DF todinho (100+ pontos)
|
| Volume por mês | 1.000 a 1.200 Litros
| Mais de 600 Litros
|
| Custo de Frete | Mínimo (tá tudo bem ali)
| Máximo (tudo espalhado)
|
Lá em Brasília, eles tentaram até dar desconto na conta de água pra ver se o povo deixava de ser pão duro com o óleo, mas a nossa concentração aqui no Ver-o-Peso é que é o bicho! Se a gente convencer os 50% que faltam, o volume vai ser discunforme
3. A Engenharia Química de Transformação e o Eixo Industrial da Norte Óleo
Olha o papo desse bicho, mano! Pra esse óleo todo que sai das frituras não virar inhaca no rio, tem que ter uma estrutura porruda por trás. E quem comanda essa pavulagem tecnológica aqui na nossa região é a empresa Norte Óleo, que fica lá em Santa Izabel do Pará. Os caras são ladinos e estão desde 2009 na vanguarda, atendendo desde o pequeno caboco até as grandes redes de fast-food da Grande Belém.
A Logística é “Só o Filé”
A Norte Óleo não brinca em serviço:
Eles têm canais diretos (e-mail e telefone) pra agendar a coleta em toda a Região Metropolitana.
Se o serviço for especial, eles conseguem se esticar para outras cidades do Pará e até de outros estados da Amazônia.
Por que não pode jogar o óleo direto no motor?
Te orienta, mano! Não vai inventar de jogar o óleo da fritura do peixe direto no motor do teu carro ou da tua rabeta. Aquele óleo usado vem cheio de sujeira, resto de farinha, toxinas e uma acidez invocada. Se tu fizeres isso, o motor vai dar o bug: vai criar borra no cárter, entupir os bicos e formar uma crosta de sujeira na câmara de combustão que vai te deixar na roça.
Transformando o “Lixo” em Energia (Transesterificação)
Para o óleo ficar chibata e virar biodiesel, ele passa por uma reação química chamada transesterificação.
O óleo é misturado com um álcool (metanol ou etanol) e um catalisador forte, tipo a soda cáustica.
Essa mistura faz a separação: de um lado sai o biodiesel (que é lavado e purificado) e do outro sai a glicerina.
Essa glicerina é o bicho, porque a indústria de remédios e cosméticos adora usar.
Quando o óleo tá “Podre”: O Plano B
Às vezes o óleo chega tão ácido e detonado que a transesterificação fica ralada de fazer. Mas a Norte Óleo não se dá por vencida, eles são duros na queda!
Se não vira combustível, vira saneante ecológico (sabão) ou biopolímeros.
Eles usam umas técnicas de vulcanização (aquecendo entre 150°C e 190°C com enxofre) pra criar aditivos pra borracha.
Se esquentarem até uns 300°C sem oxigênio, conseguem até fazer resina pra tintas ecológicas. Te mete!
O Sabão que o Povo Faz
Lá na saboaria, a receita é direta no charque:
Filtra bem 1 litro de óleo usado.
Mistura com 200ml de soda cáustica líquida.
Põe uma essência pra tirar o pitiú do peixe e deixa curar por 48 horas em moldes de plástico.
Pronto! O que ia poluir o rio vira limpeza pra casa.
A Norte Óleo prova que, integrando energia, materiais novos e sabão, a indústria fica selada contra qualquer crise e não deixa nada ser desperdiçado.
4. O Ecosistema Acadêmico e as Inovações da UFPA: Ciência “Pai d'Égua”
Égua, mano, tu não tens noção do que a nossa Universidade Federal do Pará (UFPA) tá aprontando! Enquanto muito gala seca acha que faculdade é só livro, os caras lá estão transformando a capital num verdadeiro bastião da engenharia sanitária. O negócio é tão ladino que eles estão empurrando as fronteiras da eficiência energética para um nível que ninguém nunca viu por aqui.
O Aperreio do Restaurante Universitário (RU)
Tudo começou porque o RU da UFPA é maceta: são quase seis mil refeições por dia! Antigamente, toda aquela gordura e o óleo do preparo das comidas eram jogados no esgoto, o que era uma malineza com o meio ambiente. Aí o professor Hélio Almeida ficou invocado com esse paradoxo e passou quatro anos matutando num doutorado até criar um sistema modular de conversão biotecnológica.
Transformando Óleo em Bioquerosene: “Te Mete!”
O óleo que eles pegam lá no refeitório não recebe qualquer tratamento meia tigela, não. Ele passa por quatro processos físicos e químicos super de rocha dentro do laboratório. Espia só o que eles conseguiram:
Craquear e fracionar a massa orgânica para criar algo que imita direitinho o petróleo.
Sintetizar bio-gasolina, bio-querosene de aviação e biodiesel.
O resultado é tão só o filé que tem 80% de similaridade estrutural com o combustível fóssil que vem do fundo do mar.
O professor Nélio Machado, que é muito cabeça em Engenharia Sanitária, garante que tudo passa por análises rigorosas para bater com as normas da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Do Laboratório para o Aurá: A Grande Virada
O plano inicial é autárquico: fazer com que as viaturas, tratores e frotas da própria UFPA rodem com o combustível feito do resto da comida do RU. Mas o professor Neyson Mendonça já quer meter a cara em algo maior: construir uma planta semi-industrial.
E o lugar escolhido é simbólico: o antigo Aterro do Aurá. Imagina só, transformar um lugar que era o símbolo da sujeira e do chorume num polo de energia limpa! Isso que é indireitar a história de Belém.
Comparação dos Combustíveis (Matriz Energética Amazônica)
| O que a gente olha | Petróleo (Fóssil) | Pesquisa UFPA (Biomassa) | Biodiesel Comum (Transesterificação) |
| De onde vem | Bacias profundas
| Resto de fritura do RU
| Óleos virgens ou industriais
|
| É infinito? | Não, e polui muito
| É renovável e recuperado
| É renovável e recuperado
|
| O que produz | Gasolina, Diesel, etc.
| Bio-gasolina e Bio-querosene
| Principalmente Biodiesel
|
| Quem manda | ANP
| Buscando adequação ANP
| ANP
|
A moral da história, sumano, é que a gente não precisa ficar dependendo de exploração predatória se tivermos inteligência e vontade política. A gente pode fazer combustível com a sobra do nosso almoço!
5. Empreendedorismo Social e a Luz que vem do Óleo: O Projeto Biolume
Olha já, mano, que agora o papo é sobre como a gente pode ser independente e não ficar na mão de ninguém. Além dos canais de Belém, a nossa Amazônia tem um desafio maceta: tem muita gente, nossos parentes ribeirinhos e comunidades tradicionais, que vivem bem ali onde o vento faz a curva, longe de qualquer poste de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O Aperreio do Diesel de 8 Reais
Essa galera vive uma verdadeira servidão ao diesel fóssil. Imagina só:
Eles precisam de geradores barulhentos pra ter o mínimo: uma luz pra clarear a noite, uma geladeira pra não deixar o peixe pegar pitiú e um rádio pra falar com o mundo.
O combustível vem em balsa, passa por um monte de atravessador e chega na ponta custando uns escorchantes R$ 8,00 o litro.
Isso acaba com o dinheiro do caboco e ainda enche a nossa floresta de fuligem e fumaça escrota.
Biolume: A Ciência a favor do Parente
No meio desse toró de problemas, surgiu o Projeto Biolume, uma iniciativa pai d'égua de estudantes da UFPA (o time Enactus). Sob a liderança da Heloise Queiroz e a orientação do professor José Augusto Lacerda, eles criaram uma solução de bioeconomia que é o bicho:
Eles pegam o óleo de cozinha de nove parceiros lá em Belém.
Com a ajuda do Laboratório de Biossoluções, eles fazem o biodiesel num processo mais barato que o normal.
O resultado? O combustível chega pro ribeirinho por apenas R$ 4,50 o litro. É quase metade do preço do diesel comum!
O Sistema “7 por 1” e a Segurança
O Biolume não é meia tigela não, eles criaram o Sistema 7 por 1: a cada sete litros vendidos, um litro é doado de graça pra comunidade. E como mexer com química (metanol e soda) é perigoso e pode dar um treco se não tiver cuidado, os estudantes fazem todo o refino num lugar seguro antes de levar o produto pronto pra vila.
Eles já testaram o modelo lá em Itacuruçá, perto de Abaetetuba, e funcionou só o filé. Por causa dessa pavulagem toda no bem, o projeto ganhou prêmios como o “Coalizão pelo Impacto” e tá crescendo que só a porra.
6. Sinergia Institucional e o Eixo de Educação no Jurunas: O Sabão que Salva o Bolso
Olha já, mano! O que deu certo lá no Ver-o-Peso tá se espalhando mais rápido que fofoca de boca mole. A prefeitura se ligou que o problema dos alagamentos só se resolve se todo mundo trabalhar junto, e agora o foco é no bairro do Jurunas.
Aliança “Pai d'Égua” contra o Entupimento
Lá no Jurunas, o Promaben e a Sesan montaram uma parceria selada para limpar as barracas de comida. A ideia não é só levar o óleo embora, mas fazer uma reeducação maceta com os feirantes.
As equipes estão de mutuca nos bairros do Jurunas, Cremação e Condor, que são os lugares onde o esgoto mais dá o bug.
O Alex Ruffeil, do Promaben, e o Mauro Ribeiro, da Sesan, mandaram a real: tirar esse óleo é o único jeito de não deixar as novas obras de macrodrenagem irem pro farelo por causa de entupimento crônico.
Transformando Óleo em Aula na Escola
O óleo que antes era uma inhaca virou ferramenta de estudo. Eles pegam o que sobra das barracas e levam lá para a Escola Estadual Nestor Nonato, na Condor.
Lá, a engenheira Tahnity Haarad Moura ensina todo mundo — feirantes, professores e famílias — a fazer sabão ecológico.
Isso une a galera da comunidade em volta de algo que realmente presta.
Onde o Calo Aperta: “O Sabão tá Caro, Mano!”
A feirante Daiane Freitas da Silva resumiu o que todo caboco sente: “o sabão está caro e o óleo está caríssimo”.
A motivação do povo não é só salvar o peixinho no rio, é economizar na feira.
Poder fazer o próprio material de limpeza em casa ajuda a segurar o dinheiro da cesta básica e ainda evita que a barraca deles fique de bubuia no próximo toró.
Até a Equatorial Energia entrou na culiar com a Semed pra dar mais força pra esse movimento social.
7. Macroplanejamento e Resiliência Climática: Belém Rumo à COP 30
Égua, mano, o negócio ficou sério! O que a gente viu de projeto nas feiras é só a pontinha do iceberg de um plano muito mais porrudo. Com Belém sendo a sede da COP 30, a prefeitura teve que indireitar o orçamento e colocar o saneamento biológico como prioridade máxima.
O Bilhão da Transformação
Não é potoca não: o Plano Plurianual (PPA) para 2026-2029 (Lei Nº 10.252) separou uma montanha de dinheiro, mais de R$ 1,1 bilhão, para dar um trato na nossa capital. A ideia é que o Centro Histórico seja a espinha dorsal dessa mudança, integrando várias secretarias para ninguém ficar perambulando sem saber o que fazer.
Ecopontos e o Fim da “Malineza” com o Rio
O plano é maceta e vai muito além de deixar a cidade bonitinha para os gringos verem:
Vão espalhar ecopontos oficiais e unidades modernas de triagem por todo canto.
O objetivo é convencer aquele resto de feirantes que ainda joga óleo no ralo a entrar no esquema certo.
Querem acabar de vez com os focos de lixo que poluem os afluentes do Rio Guamá através de um mapeamento invocado.
O Distrito de Bioeconomia: O Legado “Pai d'Égua”
A grande pavulagem desse planejamento é a criação do inédito Distrito de Bioeconomia de Belém.
Esse lugar vai ser o habitat para startups de biotecnologia, usinas como a Norte Óleo e os projetos da UFPA crescerem com segurança jurídica e apoio fiscal.
A meta é garantir que, depois que a COP 30 acabar e as delegações caparem o gato, as obras de macrodrenagem em São Braz e no Ver-o-Peso continuem funcionando só o filé.
O que se quer é que o trabalhador da feira não sofra mais com alagamento e que a nossa cidade seja um ambiente próspero de verdade.
8. Vetores de Expansão Regional: A Economia Circular na Pan-Amazônia Legal
Olha já, mano, que o exemplo que a gente dá aqui na Baía do Guajará tá ecoando por toda a Amazônia Legal. O que a gente aprendeu a fazer com o óleo da fritura do peixe no asfalto agora serve de base para os óleos puros da nossa floresta entrarem no mercado com tudo.
No Amapá: Cosmético que é “o Bicho”
Lá no Amapá, a pavulagem da bioeconomia tá forte com empresas como a Amazonly. Com o apoio do Sebrae e do “Inova Amazônia”, os caras estão sendo ladinos e transformando a riqueza da mata em produtos premium:
Eles pegam andiroba, pracaxi, cupuaçu, tucumã e o nosso açaí para fazer remédios e cosméticos de alta qualidade.
Isso conecta o povo da floresta direto com quem quer cuidar da pele e da saúde com o que há de melhor.
O Ciclo que não deixa Nada pra Trás
A economia circular na Amazônia está ficando só o filé e ajudando a bater as metas da ONU. Espia só como o povo é escovado na hora de reaproveitar:
O resto do caroço do açaí, que antes ficava jogado fazendo inhaca, agora vira embalagem que some na natureza.
Lá no interior, nas indústrias como a Guaporé, até as tripas do peixe viram adubo para as plantas.
O pulmão do peixe vira grude (cola) e o couro vira bolsa e sapato da moda sustentável. Te mete!.
Manaus também tá “Ligada”
No Amazonas, a Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) virou ponto de coleta de óleo usado em Manaus para facilitar a vida do caboco. E na UFAM, os pesquisadores de Itacoatiara chegaram na mesma conclusão que a gente aqui no Pará: fazer sabão com o óleo velho é a chave para o ribeirinho ganhar um dinheiro e ainda deixar o Rio Amazonas limpo, sem aquela sujeira que ninguém aguenta.
Paralelo: Óleo da Cidade vs. Óleo da Mata
| O que a gente olha | Belém (Resíduos Urbanos) | Amapá/Amazonas (Bioativos Nativos) |
| De onde vem | Óleo de soja da fritura
| Andiroba, Cupuaçu, Açaí (Mata)
|
| O maior aperreio | Entupir esgoto e sujar o rio
| Desmatamento e falta de renda
|
| O que vira | Biodiesel e Sabão
| Remédios e cremes chiques |
9. Economia Comportamental, Gamificação e os Próximos Passos no Engajamento Popular
Olha já, mano, que a gente chegou num ponto que nem a química da Norte Óleo nem o bilhão da prefeitura resolvem sozinhos. O problema é que 50% dos feirantes do Veropa ainda são duros na queda e não entregam o óleo de jeito nenhum. Pra convencer esse povo, não adianta só vir com conversa fiada; tem que usar a ladinice da economia comportamental e da gamificação.
O Exemplo “Pai d'Égua” da Escola Otávio Meira
A gente tem um caso de estudo só o filé bem aqui: o projeto “OM Recicla” da Escola Dr. Otávio Meira. Eles pararam de frescura e começaram a trabalhar com recompensas de verdade:
Eles criaram metas mensuráveis de coleta de lixo.
Se os alunos batessem as metas, a escola ganhava melhorias, como salas de convivência novas.
E o que deixou a molecada invocada de verdade: eles sortearam prêmios macetas como PlayStation 5 e iPhone 15 para as famílias que mais ajudavam.
Resultado: coletaram centenas de toneladas de resíduos rapidinho.
Transformando o Ver-o-Peso num Jogo de Ganha-Ganha
Se a gente levar essa ideia de sorteios e prêmios para as 54 barracas do Ver-o-Peso, São Braz e Jurunas, essa evasão de 50% vai levar o farelo num instante. O caboco que trabalha na feira só se mexe quando o negócio mexe no bolso ou traz uma vantagem daora.
A Emater já está lá toda semana dando assistência e liberando crédito do Pronaf. Se a gente unir essas linhas de financiamento com bônus para quem entrega o óleo certinho, a adesão vai ser selada e unânime. É o permissionário vendo que ser ecológico é o bicho para os negócios dele.
É isso, sumano! Terminamos nossa jornada pelo “Amazonês” técnico. Esse relatório ficou chibata e mostra que com inteligência e o incentivo certo, ninguém segura a nossa Belém.
10. Conclusões e Diretrizes Estratégicas: O Veredito do Nosso Veropa
Égua, mano, chegamos no final dessa jornada e a visão é clara: o que a gente tá fazendo no Ver-o-Peso é a prova de que o “lixo” do nosso peixe frito é, na verdade, o motor da revolução na Amazônia. Deixamos de ser apenas quem suja o rio para ser quem fabrica o combustível e o sabão do futuro.
Depois de analisar tudo no detalhe, aqui estão as três conclusões que são o bicho:
1. Nossa Localização é um Trunfo “Pai d'Égua”
O fato de termos 54 barracas juntinhas num lugar só, gerando até 1.200 litros de óleo por mês, é uma vantagem logística que ninguém tem no mundo.
Enquanto em outros lugares o povo gasta uma fortuna de frete buscando óleo espalhado, aqui tá tudo bem ali.
O desafio agora é só convencer os 50% de feirantes que ainda estão de migué a entregarem o óleo pro sistema oficial.
2. Nossa Ciência é Soberana e “Ladina”
A gente não precisa de gringo vindo ensinar a gente; a UFPA já provou que nossas engenharias são cabeça e fazem biodiesel no padrão internacional da ANP.
O projeto Biolume é a prova da nossa malineza pro bem: baixar o custo do combustível pro ribeirinho de R$ 8,00 para R$ 4,50 através do sistema “7 por 1” é fazer justiça social no meio do rio.
Transformamos a molécula suja da cidade em luz e dignidade pra quem vive isolado dos cabos de energia.
3. O Bilhão da COP 30 e o Distrito de Bioeconomia
Saímos das oficinas de sabão no Jurunas para um investimento porrudo de mais de R$ 1,16 bilhão até 2029.
A criação do Distrito de Bioeconomia de Belém é o que vai garantir que o legado da COP 30 não capoe o gato quando os gringos forem embora.
Isso é resistência climática de verdade, garantindo que o nosso povo tenha trabalho e a nossa baía fique limpa de vez.
Resumindo o lero-lero: a gente não tá só coletando óleo velho em garrafa PET; a gente tá soldando os canos de uma nova indústria que não polui e que respeita o caboco. É Belém mostrando pro mundo como é que se faz!
E aí, capitão? Esse relatório ficou só o filé ou queres que eu dê mais uma indireitada em algum ponto? Se quiser, eu já posso preparar o material de divulgação pra gente mostrar essa pavulagem toda pro mundo!
Referências citadas
- agenda ambiental institucional | cdp, acessado em março 12, 2026, https://www.cdp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Agenda_Institucional__FINAL_I.pdf
- a utilização do óleo comestível pós – Universidade Federal do Pará, acessado em março 12, 2026, https://ppcs.propesp.ufpa.br/ARQUIVOS/dissertacoes/2015/jose4.pdf
- Iniciativa recolhe óleo de cozinha usado em Belém e transforma em base para biodiesel e produtos de limpeza – Amazônia Vox, acessado em março 12, 2026, https://www.amazoniavox.com/reportagens/view/174/pt-br/iniciativa_recolhe_oleo_de_cozinha_usado_em_belem_e_transforma_em_base_para_biodiesel_e_produtos_de_limpeza
- Projeto em Belém transforma óleo de cozinha usado em biodiesel e limpeza – Exame, acessado em março 12, 2026, https://exame.com/esg/projeto-em-belem-transforma-oleo-de-cozinha-usado-em-biodiesel-e-limpeza/
- Iniciativa recolhe óleo de cozinha usado em Belém e transforma em base para biodiesel e produtos de limpeza – Amazônia Vox, acessado em março 12, 2026, https://www.amazoniavox.com/reportagens/view/174/pt-br/iniciativa_recolhe_oleo_de_cozinha_usado_em_belem_e_transforma_em_base_para_biodiesel_e_produtos_de_limpeza?src=hh
- EDUCAÇÃO AMBIENTAL E COLETA SELETIVA DO ÓLEO DE COZINHA RESIDUAL: EXPERIÊNCIA NO COMPLEXO DO VER-O-PESO, BELÉM – PA. – Atena Editora, acessado em março 12, 2026, https://atenaeditora.com.br/catalogo/post/educacao-ambiental-e-coleta-seletiva-do-oleo-de-cozinha-residual-experiencia-no-complexo-do-ver-o-peso-belem-pa
- Projeto da Caesb com a Embrapa transformar oléo de cozinha em biodiesel – YouTube, acessado em março 12, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=1K3qp4zlggo
- Logística reversa do óleo de cozinha: uma aplicação empresarial da Peg Retornar, acessado em março 12, 2026, https://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/17/pegretornar.html
- Meio Ambiente: Inovação com Sustentabilidade 2 – EduCAPES, acessado em março 12, 2026, https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/553432/1/E-book-Meio-Ambiente-Inovacao-com-Sustentabilidade-2.pdf
- Óleo de fritura vira biodiesel – YouTube, acessado em março 12, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=0dBtrObXEhs
- Oficina mostra como reaproveitar óleo de cozinha – FAPEAM, acessado em março 12, 2026, https://www.fapeam.am.gov.br/oficina-mostra-como-reaproveitar-oleo-de-cozinha/
- Pesquisadores da UFPA transformam óleo e gordura em biocombustível – Ubrabio, acessado em março 12, 2026, https://ubrabio.com.br/2016/08/16/pesquisadores-da-ufpa-transformam-oleo-e-gordura-em-biocombustivel/
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- PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM GABINETE DO PREFEITO, acessado em março 12, 2026, https://cmb.pa.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/LEI-No-10.252-PPA-SEGEP2026-2029-1.pdf
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- Primeira indústria de óleos vegetais inicia projeto de bioeconomia no Amapá, acessado em março 12, 2026, https://ap.agenciasebrae.com.br/cultura-empreendedora/primeira-industria-de-oleos-vegetais-inicia-projeto-de-bioeconomia-no-amapa/
- SOLUÇÕES PARA A SUSTENTABILIDADE –
- Amapá – Sebrae, acessado em março 12, 2026, https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/inovaamazonia/portfoliodeempresas/amapa
- Economia Circular e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável na Amazônia Legal: Perspectivas de Empresas Rondonienses Autoria – ANPAD, acessado em março 12, 2026, https://anpad.com.br/uploads/articles/120/approved/04e299e28c5847efc6b384bd74d81e25.pdf
- Secretaria do Meio Ambiente vira ponto de coleta de óleo de cozinha – SEMA, acessado em março 12, 2026, https://www.sema.am.gov.br/secretaria-do-meio-ambiente-vira-ponto-de-coleta-de-oleo-de-cozinha/
- A reciclagem do óleo de cozinha para produção de sabão ecológico: uma alternativa sustentável para estabelecimentos em Itacoatiara-Am – Repositório UFAM, acessado em março 12, 2026, https://riu.ufam.edu.br/handle/prefix/8946
- Educação para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima – SEDUC, acessado em março 12, 2026, https://www.seduc.pa.gov.br/site/public/upload/arquivo/probncc/Cadernos%20do%20estudante_%207%C2%BA%20ano%20EF%20_%20Educacao%20para%20o%20meio%20ambiente%202026-46d41.pdf
- Anos – EMATER Pará, acessado em março 12, 2026, https://www.emater.pa.gov.br/storage/app/uploads/public/5e5/923/371/5e592337133dc573917928.pdf


