
Fala, meu mano e minha mana! Tu já te ligou no que tá acontecendo pras bandas de Igarapé-Miri? Se tu não tá sabendo, te abicora aí que eu vou te contar essa fita agora. O site Ver-o-Peso analisou a papelada dos doutores e traz tudo mastigadinho pra ti, no melhor linguajar da nossa terra.
A Pavulagem é Grande (e com razão!)
Parente, o negócio lá em Igarapé-Miri é de deixar qualquer um de queixo caído. Os caras tão cheios de pavulagem, mas podem! O município é a verdadeira “Capital Mundial do Açaí”. Segundo a contagem lá do IBGE e da turma da Fapespa, na safra de 2022/2023, eles colheram nada menos que 422,7 mil toneladas do fruto.
Isso é açaí discunforme! É coisa pra dedéu.
Pra tu teres uma ideia, quase 22% de todo o açaí do Brasil sai de lá. É açaí até o tucupi!
É Dinheiro que só o Diacho
Se tu acha que é pouca coisa, te orienta. Em 2023, o valor da produção agrícola de lá bateu recorde: R$ 2,575 bilhões. E olha só a “mágica”: 98,4% dessa grana toda vem só do açaí. Os cabocos de lá tão botando no bolso muita cidade que planta soja. Igarapé-Miri ficou em 35º lugar no Brasil inteiro em valor de produção. O negócio tá só o filé!
Mas Fica de Mutuca: Nem tudo são flores
Agora, mana, nem te conto. Apesar dessa bonança toda, tem que ficar de mutuca (alerta). O relatório mostrou que o pessoal tá fazendo uma “açaização” danada, ou seja, tão plantando só açaí e esquecendo do resto. Isso é perigoso, parente.
Deu Panema no Clima: Com esse tal de El Niño em 2023 e 2024, o tempo ficou doido. Deu um calor da moléstia e a chuva desregulou.
O resultado? A safra quebrou e o preço na entressafra de 2025 ficou lá na caixa prega de alto. Quem depende só disso ficou brocado de preocupação.
Igarapé-Miri é pai d'égua na produção, é o orgulho do Pará, mas não pode dar bobeira com a natureza. Tem que se cuidar pra não levar o farelo depois. O açaí é nosso ouro negro, mas se o clima virar, o bicho pega!
A Terra é Boa e a Maré Ajuda
Primeiro, tu tens que manjar onde o açaí gosta de morar. Igarapé-Miri fica ali na Região do Tocantins, um lugar onde a maré sobe e desce todo dia, deixando a várzea sempre molhadinha.
De bubuia na água: O açaizeiro de lá é escovado; ele não precisa de ninguém aguando ele não. A própria maré do rio faz o serviço de irrigação natural. É diferente daquele açaí de terra firme que precisa de encanação.
Pertinho do Ver-o-Peso: E a logística é só o filé. Como fica a uns 140 km da capital, o caboco enche o barco e rapidinho tá descarregando no Ver-o-Peso pra matar a fome de quem tá brocado em Belém.
Sai a Cachaça, Entra o Vinho (do Açaí!)
Mana, nem te conto. Antigamente, a pavulagem lá era outra. A economia rodava em volta da cana-de-açúcar. Era cheio de engenho de cachaça na beira do rio. Mas o negócio era meio injusto: só o dono do engenho ficava rico, e o trabalhador ficava na mão.
A Virada: Aí pelos anos 90, o jogo virou. A cana foi ficando de escanteio e o açaí começou a bombar. O povo percebeu que aquele frutinho roxo valia mais que ouro.
Democracia da Floresta: Foi aí que o ribeirinho cresceu à pulso. Diferente da cana que precisa de máquina cara, o açaí o próprio caboco sobe, apanha, amassa e vende.
O Caboco Tá Patrão!
Hoje em dia, quem vai em Igarapé-Miri vê que a vida do povo indireitou. Aquela imagem do ribeirinho sofrendo ficou pra trás.
Mudança de Vida: Com a grana do açaí, muita gente trocou a casa de palha e paxiúba por casa de alvenaria chibata.
Ostentação: Agora é rabeta potente no rio e filho de produtor virando doutor na faculdade. O município respira açaí, e quem duvidar, leva o farelo!
Resumindo, parente: Igarapé-Miri largou o engenho pra virar a potência do “Ouro Roxo”. E se tu achas que é mentira… Espia só os números!
Égua da Fartura! Igarapé-Miri tá “Maceta” de Tanto Açaí e Dinheiro
Te apruma, parente! Se tu achavas que a gente tava de léro-léro, espia só os números que saíram do forno. A coisa em Igarapé-Miri não é brincadeira não, é estorde! O site Ver-o-Peso analisou a papelada e vai te mostrar que lá o negócio é bruto.
É Açaí “Discunforme” (Muita Fartura!)
Mano, o volume de açaí que sai daquelas várzeas é coisa de doido. No papel mais certo que tem (o tal do PAM 2022), Igarapé-Miri botou pra fora 422.700 toneladas de fruto.
Dona do Pedaço: Isso quer dizer que de cada 10 cuias de açaí no Brasil, mais de 2 vêm de lá (21,7% de tudo).
Mandando no Pará: Aqui no nosso estado, que já é o dono do mundo no açaí, Igarapé-Miri segura a bronca de 26,4% da produção.
E os vizinhos? Olha, com todo respeito aos parentes de Cametá e Abaetetuba, mas Igarapé-Miri deixou eles na ilharga (de lado). Cametá tem 8% e Abaetetuba 5,8%. Ou seja, Miri produz mais que o dobro de um e o triplo do outro. Te mete!
O Bolso Tá Cheio: É Bilhão, Parente!
Agora segura essa, que o caboco lá tá estribado. O valor do açaí subiu igual foguete e fez a riqueza da cidade explodir.
Recorde Mundial: Em 2023, a produção agrícola de lá valeu a bagatela de R$ 2,575 bilhões. É dinheiro que não acaba mais!
Tudo Roxo: E não tem misturinha não. Desses bilhões todos, R$ 2,533 bilhões vieram só do açaí. Isso é 98,4% de toda a grana da roça. Lá não tem outra conversa, a moeda é o caroço roxo.
Crescimento que “Deu o Prego” na Concorrência
De 2022 pra 2023, o valor subiu quase R$ 1 bilhão. Foi um pulo de 63,5%. Não é só porque colheram mais, é porque o preço tá valorizado. O açaí tá só o filé no mercado! Com essa grana toda, Igarapé-Miri ficou em 35º lugar no ranking das cidades com maior riqueza agrícola do Brasil. Os caras tão chibata demais!
Se tu veres um ribeirinho de Igarapé-Miri, trata logo de chamar de “Doutor do Açaí”, porque os números provam que eles tão carregando a economia nas costas. É muito orgulho pro nosso Pará!
Égua da Basqueta! O Porto de Miri é a Nossa Bolsa de Valores e o Preço Tá Salgado!
Te liga, mano! Se em Nova Iorque os caras gritam na Bolsa de Valores, em Igarapé-Miri a gritaria é na beira do rio, e a moeda não é dólar, é a lata e a basqueta de açaí. O relatório mostrou como funciona esse comércio doido e porque o preço do nosso “pretinho” tá fazendo a gente chorar na feira.
A Buca da Noite e a Corrida dos Marreteiros
Lá no porto de Igarapé-Miri, o negócio é frenético. A maré encheu? As embarcações encostam e começa a bumbarqueira.
A Moeda: O povo negocia na base da “basqueta” (aquele cesto menor) ou da “lata” (que dá uns 14kg).
O Marreteiro: Esse caboco é a figura chave. É o atravessador. Ele compra do ribeirinho pequeno, junta tudo e vende pras indústrias ou manda pra Belém. Tem gente que acha que ele ganha muito em cima, mas sem ele, como o açaí ia sair lá da caixa prega? Ele faz o corre.
Safra e Entressafra: A Montanha Russa do Preço
Aqui a lei é clara: tem época que a gente tá rindo e época que a gente tá panema.
Safra (Agosto a Dezembro): É o verão paraense. Tem açaí pudê (muita coisa)! O preço cai, a cuia enche e a família do produtor faz a feira.
Entressafra (Janeiro a Junho): Aí o bicho pega. A produção da palmeira diminui e o preço vai lá pra estratosfera.
A Facada de 2025 Parente, o relatório diz que a coisa desandou de vez entre 2024 e 2025. O preço bateu recorde.
Tá Ralado: Em janeiro de 2025, o açaí em Belém subiu mais de 50%. Tem lugar vendendo o litro a R$ 80,00. Égua, não! Isso é preço de ouro!
No Paneiro: Lá na roça, o paneiro que custava menos de 100 reais, agora tá saindo por R$ 130,00 a R$ 150,00. É pra deixar qualquer um brocado de raiva.
Pra Onde Vai Esse Açaí Todo?
Mesmo sendo a “Capital Mundial”, a maior parte desse açaí fica aqui mesmo, pra garantir o nosso pirão e o açaí grosso do almoço. Mas os gringos tão de olho.
Tio Sam Tá Brocado: O mercado de exportação tá crescendo discunforme. Em 2023, o Pará mandou 8,2 mil toneladas pra fora, faturando quase 28 milhões de dólares.
Os Donos da Compra: Os Estados Unidos compram 80% desse açaí exportado. Austrália e Japão vêm logo atrás.
A Qualidade: O açaí que vai pra fora sai de Igarapé-Miri, Cametá e Abaetetuba, mas passa por todo um processo de limpeza e pasteurização pra ficar só o filé pro padrão internacional.
Resumindo: O porto de Miri é quem manda no preço. Se lá faltar, aqui em Belém a gente paga o pato (e caro!).
Aqui está a continuação do nosso dossiê para o site veropeso.shop. Agora o papo ficou sério, parente. Vamos falar do porquê o açaí sumiu e o preço foi pra “baixa da égua”. O relatório mostra que o tempo virou e castigou a produção de Igarapé-Miri.
Égua da Quentura! O El Niño Deu um Chute no Balde e o Açaí Levou o Farelo (2023-2025)
Mano do céu, te senta que a notícia agora é triste. O relatório mostrou que a culpa desse açaí tá caro e sumido não é só do marreteiro não. Foi o tempo que ficou estorde (fora do normal) nos últimos dois anos. O tal do El Niño chegou bagunçando o coreto e deixou o açaizeiro malineira (judiado).
O Açaí Ficou com Sede e Bebeu Água Salgada
Tu sabes que o açaí gosta de pé na água, mas tem que ser água doce, né? O que aconteceu foi o seguinte:
Seca Braba: A chuva sumiu e o rio secou. Com o rio baixo, a água do mar (lá do Atlântico) teve força pra entrar nos rios de Igarapé-Miri e do Tocantins. É a tal da “cunha salina”.
Açaí com Pressão Alta: O açaizeiro puxou essa água salobra e não aguentou. O sal é veneno pra ele. O bicho ficou tão estressado que as flores e os frutinhos novos caíram tudo. Foi um abortamento geral. O açaí morreu no ninho, parente.
O Sol de Rachar Molera
Além da água salgada, fez um calor que parecia a quentura do inferno em 2023. O açaizeiro precisa de um clima bacana, moderado.
Fruto Caindo: Com esse calorão, o fruto não vingou. Ele caiu do cacho antes da hora. Isso fez a produção despencar no final de 2024 e começo de 2025. O açaizal ficou ingilhado de tanto sofrer.
Deu Prego na Economia: A Catástrofe Social
Isso tudo gerou uma “quebra de safra” que deixou muita gente na mão. Não foi só um probleminha, foi uma porrada na economia da cidade.
Entressafra Antecipada: Setembro, que era pra ser mês de fartura, de açaí discunforme, já tava faltando fruto. A entressafra chegou correndo, “pegando o beco” antes da hora.
Açaí virou Ouro: Pra quem mora em Belém, tomar açaí virou luxo de rico. Tá caro que só! E pro produtor de Igarapé-Miri? O preço tá alto, mas ele não tem o açaí pra vender!
Perigo da Monocultura: Como a cidade só vive disso (98% da grana vem do açaí), quando o clima bateu, todo mundo sentiu. A economia ficou panema (azarada). Depender só de uma coisa é arriscado, maninho.
A natureza cobrou a conta. O açaí é forte, mas contra água salgada e sol de rachar, até ele pede arrego. Agora é rezar pra chuva indireitar isso aí.
Égua do “Zoião”! A Monocultura tá Engolindo a Floresta e Deixando o Caboco Brocado?
Te liga, maninho! O negócio cresceu tanto que virou o que os doutores chamam de “açaização”. O nome é bonito, mas o problema é cabuloso. O relatório mostra que, na ânsia de ganhar dinheiro, tem gente que tá fazendo besteira e pode acabar com uma mão na frente e outra atrás.
1. A Mata Tá “Pedindo Penico” (O Custo Ambiental)
Parente, a ganância bateu e tem produtor limpando tudo pra plantar só açaí. Isso é a tal da monocultura.
Adeus Bicharada: O caboco derrubou as outras árvores pra tirar a sombra de cima do açaí. O resultado? A mata de várzea ficou “pelada” de diversidade e os bichos ficaram sem casa.
Invadindo Tudo: O pior é que tem gente plantando na beira do rio, nas áreas que não pode (as tais APPs). Isso tá ferrando com a margem do rio e sujando a água. O rio tá ficando panema!
Casa de Ferreiro, Espeto de Pau (O Perigo da Fome)
Olha só que doideira (paradoxo): a “Capital do Açaí” tá correndo risco de passar fome. Como assim, mano?
Trocaram a Roça pelo Mercado: Antigamente, o ribeirinho tinha roça de macaxeira, milho, fruta… Agora, ele só planta açaí.
Deu Prego, Ficou Brocado: A família deixou de produzir a própria comida pra comprar tudo na cidade. Se o preço do açaí cair ou der aquela quebra de safra que a gente falou, não tem dinheiro pra fazer a feira. O caboco fica rico de açaí, mas sem farinha pra misturar!
A Galera da CAEPIM: Quem se Une, Governa!
Mas nem tudo tá perdido! Onde tem problema, o paraense dá seu jeito e indireita. O povo se organizou pra não ficar na mão do marreteiro.
União Faz a Força: A Cooperativa Agrícola (CAEPIM) é o exemplo de que juntos a gente vai longe. Fundada em 2005, eles foram atrás de vender direto pra fora e com selo de orgânico.
Dinheiro no Bolso: Em 2023, essa turma faturou R$ 4,8 milhões, ajudando 150 famílias.
Floresta em Pé: A cooperativa ensina que não precisa derrubar tudo. Eles valorizam a floresta em pé e vendem pra quem paga mais por isso. É o jeito certo de trabalhar sem ser leso!
Igarapé-Miri é gigante, é pai d'égua, mas tem que abrir o olho. Não dá pra viver só de açaí e esquecer da macaxeira e da mata. A saída é se organizar, tipo a galera da CAEPIM, pra garantir que o futuro não seja salgado igual a água que invadiu o rio.
Aqui está a parte final da nossa saga sobre o açaí para o site veropeso.shop. Vamos fechar com chave de ouro, olhando pro futuro pra não ficar na mão depois!
Te Orienta, Parente! O Futuro do Açaí é na Terra Firme e Sem Desmatar
Acorda, menino! Pra fechar o nosso papo sobre Igarapé-Miri, o relatório trouxe a visão do futuro. E já vou logo avisando: quem ficar de bubuia (boiando) esperando só pela maré, vai levar o farelo. A modernidade chegou e o caboco tem que ser escovado (esperto) pra acompanhar.
1. BRS Pai D'égua: O Açaí que não Gosta de Sal
Olha só que chibata: A Embrapa lançou uma qualidade de açaí que tem o nome perfeito pra nós: BRS Pai D'égua.
Sair do Molhado: A ideia é levar a plantação pra terra firme. Por que, mano? Pra fugir daquela água salgada e da doideira da maré que a gente falou antes. Com irrigação controlada, dá pra ter açaí o ano todo e segurar a onda na entressafra.
O Problema é o Cascalho: Mas calma, não é só chegar e plantar. Precisa de sistema de irrigação e adubo, e isso custa caro. O pequeno produtor vai precisar de uma ajuda do governo (crédito rural) pra não ficar liso tentando investir.
2. O Gringo Tá de Olho (Rastreabilidade é o Bicho!)
Projeção pro futuro (2025-2030): O mundo vai querer cada vez mais açaí, mas não é qualquer lavagem não.
Nada de Migué: O mercado internacional vai exigir “rastreabilidade”. Eles querem saber se o teu açaí derrubou mata ou se tá tudo certinho. Não adianta tentar tapar o sol com a peneira.
Selo de Qualidade: Ter selo de orgânico e comércio justo não vai ser mais coisa de rico, vai ser obrigatório pra quem quiser vender pra fora. Quem não tiver, vai ficar chupando dedo.
3. Não Bote Todos os Ovos na Mesma Cesta
Os especialistas deram o papo reto: parar com essa mania de monocultura.
Mistura que é Bom: A salvação é voltar pros Sistemas Agroflorestais (SAFs). É plantar açaí misturado com cacau, cupuaçu e árvore grande.
Segurança: Se o açaí der prego de novo, tu tens o cacau pra vender. Isso que é ser inteligente, parente! Além de salvar o bolso, salva a floresta.
Resumão da Ópera (Pra Levar pra Vida)
Igarapé-Miri é gigante, é a nossa “Capital Mundial”, mas precisa se cuidar. O futuro exige tecnologia (terra firme) e consciência (nada de desmatar). Se o caboco se unir, investir certo e cuidar da mata, vai ter açaí e dinheiro discunforme por muito tempo. Se não, é capaz de virar história de visagem.
Égua da Potência! Igarapé-Miri é o Dono do Mundo, mas Te Orienta que o Bicho Pode Pegar!
Borimbora, parente! Chegamos no final dessa nossa análise maceta sobre o açaí. O relatório fechou com chave de ouro e trouxe uns números que vão te deixar encabulado. O resumo da ópera é um só: Igarapé-Miri é o rei da cocada preta (ou melhor, do açaí roxo), mas se não se cuidar, pode levar o farelo.
1. O Gigante Tá Estribado (A Conclusão)
Mano, os dados de 2022 e 2023 provaram: Igarapé-Miri é a potência hegemônica, manda no mercado global.
Dinheiro a Rodo: O município movimenta mais de R$ 2,5 bilhões todo ano1.
Produção Monstra: São 422,7 mil toneladas de fruto2. É açaí que sai do ribeirinho e vai parar na mesa do japonês e do americano. É muita pavulagem poder dizer que a gente alimenta o mundo!
2. Gigante com Pés de Barro? (O Alerta)
Mas te acalma que nem tudo é festa. O relatório mandou a real: esse gigante tem “pés de barro”.
Deu Bug no Clima: A crise de 2024 mostrou que o modelo atual tá perigoso. Depender só de uma coisa (monocultura) e ficar refém da seca é pedir pra ter panema.
O Futuro: Se não mudar, se não investir em qualidade e diversificar (plantar outras coisas junto), a “Capital Mundial” corre o risco de repetir as histórias tristes da Amazônia, de subir rápido e cair de cara no chão. Tem que fazer a transição pra não virar apenas saudade.
3. Tira a Prova: A Tabela da Verdade (Anexos)
Se tu achas que é potoca, espia os números comparando com os vizinhos (Ref. 2022/2023):
| Município | Produção (Toneladas) | Participação no Pará | A Situação |
| Igarapé-Miri | 422.700 | 26,4% | Tá Maceta! (Líder)4
|
| Cametá | ~128.000 | 8,0% | Tá na Ilharga 5
|
| Abaetetuba | ~92.800 | 5,8% | Comeu Poeira 6
|
| Total Pará | 1.600.000 | 100% | Dominamos Tudo 7 |
Resumo: Miri produz mais que o dobro de Cametá. Te mete!
A Dor no Bolso: A Facada do Preço (2024-2025)
Agora, mano, a parte que faz a gente chorar. Olha como o preço subiu lá em Belém por causa da seca e da falta de açaí em Miri:
Dezembro/24: O litro tava R$ 22,98 (Ainda dava pra tomar).
Janeiro/25: Pulou pra R$ 26,02 (+13%).
Fevereiro/25: Foi pra R$ 29,43 (+13%) – O bicho começou a pegar.
Março/25: Égua, não! Chegou a R$ 34,82 (+18%).
No fritar dos ovos O acumulado deu mais de 50% de aumento. O açaí virou artigo de luxo por causa do impacto climático. Quem é brocado tá sofrendo!
É isso, minha gente! Igarapé-Miri é nosso orgulho, mas precisa abrir o olho. Vamos torcer pra chuva cair, pro açaí dar e pro preço baixar, senão a gente vai ter que tomar chibé só com água mesmo.
m termos monetários, a produção de açaí de Igarapé-Miri gerou R$ 2,533 bilhões (dois bilhões e quinhentos e trinta e três milhões de reais) no ciclo de 2023, segundo os dados mais recentes do IBGE divulgados em setembro de 2024.
Para dar dimensão a esse valor:
Dominância Total: Esse montante representa 98,4% de todo o dinheiro gerado pela agricultura no município (que foi de R$ 2,575 bilhões no total).
Crescimento Explosivo: Houve um aumento de quase R$ 1 bilhão em relação ao ano anterior (2022), um salto de mais de 60% em valor, impulsionado tanto pelo volume quanto pela alta no preço do fruto.
Ranking Nacional: Com esse faturamento, Igarapé-Miri se posicionou como o 35º município com maior valor de produção agrícola do Brasil, superando muitas cidades produtoras de soja e milho.
Referências citadas
- Pará fecha 2023 como líder absoluto na produção de açaí e dendê além de mais três importantes culturas agrícolas, acessado em dezembro 7, 2025, https://agenciapara.com.br/noticia/50282/para-fecha-2023-como-lider-absoluto-na-producao-de-acai-e-dende-alem-de-mais-tres-importantes-culturas-agricolas
- Nove municípios paraenses lideram produção nacional do açaí, aponta Fapespa, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.agenciapara.com.br/noticia/57665/nove-municipios-paraenses-lideram-producao-nacional-do-acai-aponta-fapespa
- Pará tem 5 dos 15 municípios mais produtivos do … – ZÉ DUDU, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.zedudu.com.br/para-tem-5-dos-15-municipios-mais-produtivos-do-agronegocio-do-brasil/
- Igarapé-Miri: campeão da agricultura paraense | Lúcio Flávio Pinto, acessado em dezembro 7, 2025, https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2024/10/26/igarape-miri-campeao-da-agricultura-paraense/
- Preço do açaí em Belém pode chegar a R$ 80 em janeiro de 2025, afirma vendedor, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/economia/preco-do-acai-em-belem-pode-chegar-a-r-80-em-janeiro-de-2025-afirma-vendedor-1.895942
- Verão e safra elevada podem fazer preço do açaí cair – DOL, acessado em dezembro 7, 2025, https://dol.com.br/noticias/para/907629/verao-e-safra-elevada-podem-fazer-preco-do-acai-cair
- Cooperativa paraense une produção de açaí e conservação da floresta com certificação orgânica – MundoCoop, acessado em dezembro 7, 2025, https://mundocoop.com.br/agronegocio/cooperativa-paraense-une-producao-de-acai-e-conservacao-da-floresta-com-certificacao-organica/
- Igarapé-Miri se consolida como maior produtor agrícola do Pará …, acessado em dezembro 7, 2025, https://igarapemiri.pa.gov.br/igarape-miri-se-consolida-como-maior-produtor-agricola-do-para/
- Fruto sagrado amazônico, açaí alimenta, gera renda e move a sociobioeconomia – FIEPA, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.fiepa.org.br/post/fruto-sagrado-amaz%C3%B4nico-a%C3%A7a%C3%AD-alimenta-gera-renda-e-move-a-sociobioeconomia
- Preço do açaí em Belém aumenta na entressafra: Entenda os motivos – Diário do Pará, acessado em dezembro 7, 2025, https://diariodopara.com.br/belem/preco-do-acai-em-belem-aumenta-na-entressafra-entenda-os-motivos/
- Pará fortalece liderança nacional na produção e exportação do açaí …, acessado em dezembro 7, 2025, https://planetaamazonia.com/para-fortalece-lideranca-nacional-na-producao-e-exportacao-do-acai/
- Açaí: do Brasil para o mundo | Tetra Pak Brazil, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.tetrapak.com/pt-br/insights/caixas-de-ideias/visao-do-especialista/acai-brasil-mundo
- Pará fortalece liderança nacional na produção e exportação do açaí, acessado em dezembro 7, 2025, https://agenciapara.com.br/noticia/56940/para-fortalece-lideranca-nacional-na-producao-e-exportacao-do-acai
- Riscos da alta produção de açaí: Igarapé-Miri testemunha transformações socioambientais no Pará – Portal Amazônia, acessado em dezembro 7, 2025, https://portalamazonia.com/meio-ambiente/riscos-producao-acai-para/
- Entressafra do açaí pode ser maior que o esperado em 2025, diz setor – O Liberal, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.oliberal.com/economia/entressafra-do-acai-pode-ser-maior-que-o-esperado-em-2025-diz-setor-1.953426
- percepção escolar e monocultivo do açaí em igarapé-miri: uma análise crítica – Seven Publicações, acessado em dezembro 7, 2025, https://sevenpubl.com.br/editora/article/download/7147/12802/28565
- Os riscos da ascensão do açaí em Igarapé Miri – Aline Silva, acessado em dezembro 7, 2025, https://ogpa.com.br/index.php/2025/04/11/os-riscos-da-ascensao-do-acai-em-igarape-miri-aline-silva/
- Açaí paraense: tradição, sabor e força econômica da Amazônia – Diário do Pará, acessado em dezembro 7, 2025, https://diariodopara.com.br/para/acai-paraense-tradicao-sabor-e-forca-economica-da-amazonia/
- Diagnóstico rápido setorial da produção de açaí na Amazônia Brasileira – International Labour Organization, acessado em dezembro 7, 2025, https://www.ilo.org/sites/default/files/2024-08/OIT_Relato%CC%81rio%20Ac%CC%A7ai%CC%81_web.pdf
- Mudança climática elevou preço a açaí a mais de R$ 50; entenda – CKS Online, acessado em dezembro 7, 2025, https://cksonline.com.br/mudanca-climatica-elevou-preco-a-acai-a-mais-de-r-50-entenda/


