Como sempre escrevemos o artigo em Português Paraense e Português do Brasil
410 Anos de Belém: A Metamorfose da Metrópole Amazônica e o Legado do Futuro
Introdução: O Amanhecer de uma Nova Era na Baía do Guajará
No horizonte da Baía do Guajará, o sol de 12 de janeiro de 2026 não apenas iluminou as águas barrentas que banham a capital paraense, mas também lançou luz sobre uma cidade em profunda transformação. Belém do Pará, ao completar 410 anos de fundação, celebra este marco histórico em um contexto sem precedentes de renovação urbana, social e econômica. A cidade, que nasceu como o Forte do Presépio em 1616 para defender a Amazônia ibérica, desperta hoje como o epicentro global da bioeconomia e da diplomacia climática, recém-saída da experiência transformadora de ter sediado a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).1
A reportagem do ver-o-peso.com percorreu os caminhos desta celebração, desde a liturgia solene na Catedral Metropolitana até o frenesi popular nas pedras do Ver-o-Peso, testemunhando uma metrópole que busca reconciliar seu passado de glórias da borracha com um futuro de sustentabilidade e inclusão. Este documento apresenta uma análise exaustiva dos eventos do dia, das obras entregues e do cenário socioeconômico que define a Belém de 2026.
A atmosfera nas ruas reflete o que o prefeito Igor Normando classificou como a “recuperação da autoestima” do belenense.3 Após anos de desafios urbanos, a capital paraense exibe cicatrizes de obras cicatrizadas e novos monumentos de infraestrutura que prometem redefinir a qualidade de vida de seus habitantes. A entrega do Complexo do Ver-o-Peso revitalizado e a iminente inauguração do Parque Olímpico do Mangueirão são os símbolos tangíveis desta nova fase, onde o patrimônio histórico dialoga com a modernidade tecnológica deixada pelo legado da COP30.4
Nesta reportagem especial, dissecamos cada aspecto deste aniversário quádruplo-secular, explorando não apenas o concreto e o aço das reformas, mas a alma de uma população que, entre a fé e a festa, reafirma sua identidade ribeirinha e cosmopolita.
Capítulo 1: O Renascimento do Ver-o-Peso – O Coração da Festa
O epicentro das comemorações dos 410 anos não poderia ser outro senão o Complexo do Ver-o-Peso. Candidato a Patrimônio Mundial da UNESCO e reconhecido pelo IPHAN desde 1977 como um conjunto arquitetônico e paisagístico de valor inestimável 6, o mercado é a síntese da cultura amazônica. Na manhã de 12 de janeiro, ele foi devolvido à população totalmente requalificado, marcando o fim de um ciclo de intervenções que buscou sanar problemas históricos de infraestrutura sem descaracterizar sua essência vibrante.
1.1. O Resgate do Mercado de Carne Francisco Bolonha
A joia da coroa desta entrega foi, indubitavelmente, o Mercado de Carne Francisco Bolonha. Erguido durante a Belle Époque amazônica, este edifício é um testemunho da era em que Belém aspirava ser uma “Paris n'América”, importando ferro e técnicas construtivas da Europa. A estrutura, que carrega o nome do engenheiro paraense que a projetou, sofreu ao longo das décadas com a oxidação e o desgaste natural de seu uso intenso.8
A reforma, conduzida pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra), representou um investimento público de R$ 6.545.661,53.4 Este montante não foi aplicado em uma simples maquiagem estética, mas em um restauro profundo e criterioso, fiscalizado e aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). As normas de preservação foram rigorosamente seguidas para garantir que cada detalhe em ferro fundido, cada adorno da alvenaria e cada traço da concepção original fossem mantidos ou recuperados.9
A funcionalidade do mercado, contudo, foi modernizada. O espaço abriga hoje 99 permissionários, operando em 123 equipamentos distintos.4 A diversidade de atividades econômicas ali presentes reflete a complexidade do comércio popular belenense:
- Açougue Tradicional: A venda de carnes continua sendo o carro-chefe, mantendo a vocação original do edifício.
- Artigos Religiosos: O sincretismo paraense encontra espaço nos boxes que vendem ervas, banhos de cheiro e imagens, conectando o mercado à espiritualidade local.
- Gastronomia e Artesanato: Novos setores foram incentivados, transformando o mercado em um polo turístico onde se pode degustar a culinária local em um ambiente higienizado e seguro.9
1.2. Infraestrutura Sanitária: Um Marco Civilizatório
Talvez mais importante do que a restauração visível aos olhos seja a obra que corre sob os pés dos feirantes e frequentadores. Pela primeira vez em seus quase quatro séculos de história, o Complexo do Ver-o-Peso recebeu um sistema abrangente de coleta e tratamento de esgoto. A Prefeitura de Belém instalou aproximadamente 4.100 metros de rede coletora na área da feira.3
Esta intervenção é crucial por diversos motivos:
- Saúde Pública: Elimina o descarte irregular de efluentes na Baía do Guajará, reduzindo a poluição local e o risco de doenças para os trabalhadores.
- Qualidade do Produto: Garante melhores condições sanitárias para o manuseio de alimentos frescos, como o peixe e o açaí, aumentando a competitividade dos produtos locais.
- Turismo: Elimina odores desagradáveis que muitas vezes afastavam visitantes, tornando a experiência de visitação mais aprazível e alinhada aos padrões internacionais exigidos pós-COP30.
O prefeito Igor Normando, em seu discurso durante a inauguração, enfatizou que esta obra “devolve a dignidade” aos trabalhadores e reafirma o compromisso da gestão com o saneamento básico, um dos maiores desafios urbanos da capital.3
1.3. A Cerimônia de Entrega e o “Bolo do Povo”
A programação no Ver-o-Peso iniciou-se logo após a missa na Catedral, com a chegada das autoridades. O palco montado no complexo recebeu, além do prefeito, a vice-governadora Hanna Tuma e o Ministro das Cidades, Jader Filho, demonstrando o alinhamento político entre as esferas municipal, estadual e federal que viabilizou o volume de investimentos na cidade.10
O momento mais aguardado pela população, no entanto, foi o tradicional corte do bolo de aniversário. Às 10 horas da manhã, uma multidão se aglomerou ao redor da mesa gigantesca para cantar os parabéns. O bolo, confeccionado com ingredientes regionais e recheios de frutas amazônicas como cupuaçu e bacuri, é um símbolo de comunhão.11 A distribuição das fatias, historicamente marcada por uma disputa fervorosa, transcorreu em clima de festa popular. Relatos locais destacam a alegria de cidadãos comuns, como dois senhores que foram fotografados celebrando a conquista de seus pedaços, uma imagem que viralizou como símbolo da participação popular no evento.12
Este rito, que mistura o protocolo oficial com a espontaneidade por vezes caótica do povo belenense, reafirma o Ver-o-Peso como o local onde todas as classes sociais se encontram e onde a identidade da cidade é celebrada em sua forma mais crua e autêntica.
Capítulo 2: Fé, Tradição e Política – A Liturgia dos 410 Anos
Antes que o sol estivesse a pino sobre o mercado, Belém buscou refúgio e reflexão na nave da Catedral Metropolitana. A programação oficial do dia 12 de janeiro começou pontualmente às 8h com a Missa de Ação de Graças, um evento que entrelaça a profunda religiosidade do paraense com o protocolo cívico.13
2.1. O Simbolismo da Catedral da Sé
A escolha da Catedral da Sé (Igreja de Nossa Senhora da Graça) não é meramente geográfica, situando-se no bairro da Cidade Velha, marco zero da fundação em 1616. Ela é o berço espiritual da cidade e o ponto de partida da maior manifestação católica do mundo, o Círio de Nazaré. Celebrar ali os 410 anos é reconhecer a continuidade histórica da cidade a partir de sua matriz colonial portuguesa.
A celebração foi presidida pelo monsenhor Ronaldo Menezes, que conduziu o rito com ênfase na gratidão e na esperança. Em sua homilia, o monsenhor destacou que a missa transcendia o ato formal, constituindo-se em um verdadeiro “momento de fé” para agradecer pela resiliência do povo belenense diante dos desafios seculares.14
2.2. A Integração entre Poder Temporal e Espiritual
Um detalhe litúrgico chamou a atenção dos observadores políticos e religiosos: a participação ativa do prefeito Igor Normando na liturgia da palavra. O chefe do executivo municipal foi convidado a realizar a Primeira Leitura, proferindo o texto do profeta Miquéias.15 A escolha deste texto bíblico, que frequentemente trata de justiça social e da promessa de dias melhores, ecoou as promessas de campanha e os discursos de renovação urbana.
A presença maciça de autoridades, incluindo vereadores, secretários e lideranças comunitárias, transformou a nave da igreja em uma ágora de congraçamento político, sob a bênção da igreja. Ao final da cerimônia, o sentimento de “dever cumprido” e de “novo ciclo” permeou os discursos informais no adro da Sé, de onde a comitiva partiu em caminhada rumo ao Ver-o-Peso, repetindo um trajeto que conecta o poder religioso ao poder econômico da cidade há séculos.
Capítulo 3: O Legado da COP30 – Uma Cidade Transformada em 2026
Para compreender a magnitude das celebrações de 2026, é imperativo analisar o impacto tectônico da COP30, realizada em novembro de 2025. A conferência climática serviu como o grande catalisador de investimentos e obras estruturantes que, agora, no aniversário da cidade, começam a ser plenamente apropriadas pela população. O volume de recursos federais ultrapassou a marca de R$ 4 bilhões, somados a investimentos estaduais e municipais que redesenharam a infraestrutura urbana.16
3.1. Parque da Cidade: O Novo Pulmão de Belém
O maior símbolo deste legado é o Parque da Cidade. Construído na área do antigo Aeroporto Brigadeiro Protásio (Aeroclube), no bairro da Sacramenta, este espaço de 500 mil metros quadrados representa a maior intervenção urbanística do estado nos últimos 100 anos.2
Durante a COP30, o parque funcionou como o centro nervoso das negociações globais (Zona Azul) e da participação da sociedade civil (Zona Verde). Agora, em janeiro de 2026, ele transita para sua função definitiva de parque público.
- Dimensão Verde: O projeto paisagístico incluiu o plantio de mais de 1.500 árvores nativas e 190 mil plantas ornamentais, criando um microclima ameno em uma área anteriormente árida e concretada.18
- Tecnologia e Sustentabilidade: O parque foi concebido como um laboratório vivo de soluções baseadas na natureza. Destaca-se o sistema de wetlands (jardins filtrantes) construído pela Arcadis, capaz de tratar 118 m³ de esgoto por dia utilizando plantas nativas, sem consumo de energia elétrica ou produtos químicos, devolvendo água limpa ao sistema.19 Além disso, o uso massivo de energia solar fotovoltaica garante a autossuficiência energética de diversas estruturas.
- Legado Cultural: O espaço abriga o Centro de Economia Criativa e o Centro Gastronômico, equipamentos que perpetuam a vocação de Belém como Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO.1
A desmontagem das estruturas temporárias da ONU está em fase final, prevista para conclusão em fevereiro de 2026, quando o parque será entregue integralmente ao lazer da população, consolidando-se como um novo marco geográfico e social da capital.1
3.2. Saneamento e Macrodrenagem: A Batalha Contra as Águas
Se o Parque da Cidade é o legado visível, as obras de macrodrenagem são o legado invisível, porém vital. A Bacia do Tucunduba, historicamente uma área de alagamentos crônicos e precariedade habitacional, foi completamente reconfigurada.
- Canais Urbanizados: O governo do estado entregou a macrodrenagem dos canais da Vileta, União, Leal Martins, Timbó, Gentil e Cipriano Santos.20
- Impacto Social: Estas obras beneficiam diretamente cerca de 300 mil pessoas nos bairros do Guamá, Terra Firme, Canudos e Marco. Onde antes haviam valas a céu aberto e pontes de madeira improvisadas, hoje existem canais retificados, vias laterais asfaltadas e sistemas de esgotamento sanitário.20
A moradora Elizabete Pinheiro da Silva, de 75 anos, resume o sentimento da população beneficiada: “Para nós, isso aqui já mudou para melhor. Esse trabalho é muito maravilhoso”.18 A redução dos alagamentos e a melhoria na mobilidade urbana nestes bairros periféricos representam uma das maiores conquistas sociais dos 410 anos de Belém.
Capítulo 4: Urbanismo e Modernidade – O Mercado de São Brás
Em contra ponto ao tradicionalismo do Ver-o-Peso, o Mercado de São Brás emerge em 2026 como o símbolo da Belém cosmopolita e moderna. Entregue como parte do pacote de obras pré-COP30, o mercado passou por uma transformação radical que custou cerca de R$ 118 milhões.21
4.1. Um Conceito Híbrido de Sucesso
O projeto de revitalização logrou êxito em resolver uma equação complexa: manter a tradição dos feirantes originais enquanto atraía novos públicos e investimentos.
- Preservação: A estrutura histórica foi recuperada, valorizando os elementos arquitetônicos originais.
- Inovação: Foram criados novos espaços como mezaninos, elevadores e áreas climatizadas. O mercado agora abriga restaurantes gourmet, cafés de alta qualidade e lojas de artesanato fino, convivendo harmoniosamente com as tradicionais “boeiras” (vendedoras de comida popular).21
- Entorno Revitalizado: A obra irradiou melhorias para todo o bairro de São Brás. O antigo “curvão”, local de tráfego confuso e insegurança, recebeu nova pavimentação, drenagem e iluminação em LED, transformando a área em um boulevard agradável para pedestres e turistas.21
O Mercado de São Brás tornou-se, assim, um ponto de encontro noturno e cultural, diversificando a oferta turística da cidade para além da orla e integrando a região central à dinâmica econômica do turismo de negócios e lazer.
Capítulo 5: Esporte, Juventude e Inclusão – O Novo Mangueirão
A semana do aniversário da cidade reservou ainda um presente para a juventude e os desportistas. Para a terça-feira, 13 de janeiro de 2026, foi agendada a inauguração oficial do Parque Olímpico Mangueirão.5
5.1. Uma Cidade Olímpica na Amazônia
Localizado no complexo do Estádio Olímpico do Pará (Novo Mangueirão) e da Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho), o novo parque ocupa áreas que antes eram subutilizadas como estacionamentos ou terrenos baldios. A iniciativa da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) visa criar um legado esportivo duradouro.
A infraestrutura entregue é de padrão internacional:
- Equipamentos: Duas quadras poliesportivas, dois campos de areia para beach tennis e futevôlei, pistas de corrida e caminhada, e áreas para esportes radicais como skate.5
- Acessibilidade: O projeto contempla banheiros adaptados e estruturas acessíveis, garantindo a inclusão de pessoas com deficiência, inclusive com atividades do programa “Parádesporto”.5
- Programação de Estreia: A inauguração foi marcada por um dia de atividades intensas, incluindo aulões de Fit Dance, Pilates, demonstrações de ginástica rítmica, capoeira e um evento “GeekParque”, atraindo a juventude conectada à cultura pop.5
Este equipamento público cumpre uma função social vital ao oferecer opções de lazer e prática esportiva de alta qualidade para a população da periferia de Belém, especificamente nos bairros do Bengui e Cabanagem, reduzindo a vulnerabilidade social através do esporte. Além disso, reforça a capacidade de Belém de sediar grandes eventos esportivos, como demonstrado pelas inspeções da CBF visando jogos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.22
Capítulo 6: Perspectiva Econômica e Política – O Alinhamento Estratégico
A celebração dos 410 anos de Belém ocorre sob a égide de um alinhamento político raro na história recente do estado. A cooperação estreita entre a Prefeitura de Belém (Igor Normando), o Governo do Pará (Helder Barbalho/Hanna Tuma) e o Governo Federal (Lula/Jader Filho) criou um corredor de investimentos que permitiu a execução de obras de tal envergadura.
6.1. A Bioeconomia como Motor de Desenvolvimento
Belém posiciona-se em 2026 não apenas como uma cidade turística, mas como a capital da Bioeconomia. O legado da COP30 inclui a atração de centros de pesquisa e empresas focadas no desenvolvimento sustentável da floresta. O Parque de Bioeconomia e o Museu das Amazônias, instalados no Porto Futuro II, são vetores dessa nova matriz econômica.23
No Ver-o-Peso, essa visão se materializa na valorização dos produtos extrativistas. O açaí, o cacau de várzea e as essências florestais ganham valor agregado e certificação, permitindo que os produtores locais acessem mercados globais com produtos de alta qualidade. A cidade deixa de ser apenas um entreposto de matéria-prima para ser um centro de inovação e processamento.
6.2. O Desafio da Manutenção e Gestão
Apesar do otimismo, analistas apontam que o grande desafio para os próximos anos será a manutenção e a gestão eficiente desses novos equipamentos. A história de Belém é marcada por ciclos de grandes obras seguidos por períodos de abandono. A sustentabilidade financeira do Parque da Cidade e do Mercado de São Brás dependerá de modelos de gestão inovadores, possivelmente envolvendo parcerias público-privadas (PPPs) e concessões que garantam a conservação do patrimônio sem onerar excessivamente os cofres públicos.
Capítulo 7: Análise Cultural – A Identidade Belenense aos 410 Anos
Ao completar 410 anos, Belém reafirma sua identidade como a “Metrópole da Amazônia”. A cidade é um caldeirão cultural onde a tradição indígena, a herança portuguesa, a influência africana e a modernidade global se fundem.
7.1. A Cidade das Águas e das Ilhas
A revitalização da orla e a construção de terminais hidroviários modernos, como o Terminal Turístico da Tamandaré e o Terminal de Outeiro, sinalizam uma reconciliação da cidade com suas águas. Belém volta a olhar para o rio não apenas como via de transporte, mas como elemento paisagístico e identitário central. A conexão com as ilhas (Combu, Mosqueiro, Outeiro, Cotijuba) foi fortalecida, integrando a população ribeirinha à dinâmica urbana com mais dignidade e segurança.17
7.2. A “Autoestima Recuperada”
O conceito de “autoestima”, repetido nos discursos oficiais e nas conversas de rua, é palpável. O belenense, que por anos conviveu com a narrativa da “cidade abandonada”, agora se vê anfitrião do mundo. O sucesso da COP30 e a entrega das obras de aniversário devolveram o orgulho de pertencer a uma cidade que é, ao mesmo tempo, histórica e futurista. O corte do bolo no Ver-o-Peso, com a participação festiva do povo, é a expressão máxima desse sentimento de pertencimento.
Dados Consolidados do Aniversário de 410 Anos
Para facilitar a compreensão da magnitude dos eventos e obras, apresentamos abaixo tabelas detalhadas com os dados coletados pela reportagem.
Tabela 1: Principais Obras Entregues ou Consolidadas (Jan/2026)
| Obra / Equipamento | Investimento (Estimado) | Responsável | Detalhes Principais | Impacto Social/Econômico |
| Mercado de Carne Francisco Bolonha | R$ 6.545.661,53 9 | Prefeitura de Belém / IPHAN | Restauro completo, pintura original, saneamento. | Valorização do patrimônio, turismo, higiene. |
| Complexo do Ver-o-Peso (Geral) | (Incluído no complexo) | Prefeitura de Belém | 4,1 km de rede de esgoto, pavimentação. | Saneamento básico inédito, dignidade aos feirantes. |
| Parque da Cidade | ~R$ 980 Milhões 2 | Governo do Pará | 500.000 m², wetlands, energia solar. | Maior área de lazer da cidade, legado ambiental. |
| Mercado de São Brás | ~R$ 118 Milhões 21 | Prefeitura / Gov. Federal | Mezaninos, climatização, área gourmet. | Novo polo gastronômico e turístico noturno. |
| Macrodrenagem Tucunduba | Parte do pacote de R$ 4 Bi | Governo do Estado | Canais Vileta, União, Timbó urbanizados. | Fim de alagamentos para 300 mil pessoas. |
| Parque Olímpico Mangueirão | N/A | Seel (Governo do Estado) | Quadras, pistas, áreas de convivência. | Inclusão social e esporte na periferia. |
Tabela 2: Cronograma das Celebrações (12/01/2026)
| Horário | Evento | Local | Detalhes |
| 08:30 | Missa de Ação de Graças | Catedral da Sé | Celebrada por Mons. Ronaldo Menezes; Leitura pelo Prefeito. |
| 09:30 | Entrega do Complexo Ver-o-Peso | Ver-o-Peso | Presença de Ministro, Gov. do Estado e Prefeito. |
| 10:00 | Corte do Bolo Gigante | Ver-o-Peso | Bolo com sabores regionais; distribuição popular. |
| Dia todo | Programação Cultural | Diversos pontos | Shows regionais, estações de lazer e serviços. |
Conclusão: O Futuro Começa Agora
Ao cair da tarde deste 12 de janeiro de 2026, Belém encerra as festividades de seu 410º aniversário com um saldo inequivocamente positivo. A cidade que emerge deste ciclo comemorativo é mais robusta, mais saneada e mais consciente de seu papel no cenário global.
A reportagem do ver-o-peso.com testemunhou uma metrópole em movimento, onde o peso da história de 410 anos serve como alicerce, e não como âncora. As obras entregues – do restauro meticuloso do Mercado de Carne à grandiosidade tecnológica do Parque da Cidade – demonstram que é possível conciliar desenvolvimento urbano com respeito ambiental e patrimonial.
O desafio que se impõe agora, no alvorecer do 411º ano, é garantir que os benefícios dessa transformação alcancem cada beco, cada canal e cada ilha desta cidade arquipélago. A autoestima foi recuperada; resta agora transformá-la em qualidade de vida perene para todos os belenenses. Belém, a “obra-prima da Amazônia”, está pronta para os próximos 400 anos.
Reportagem especial produzida pela equipe do ver-o-peso.com.
Referências citadas
- ANTES e DEPOIS: veja os principais legados da COP 30 em Belém | G1, acessado em janeiro 13, 2026, https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2025/12/27/antes-e-depois-veja-os-principais-legados-da-cop-30-em-belem.ghtml
- Parque da Cidade: conheça o parque em Belém construído para a …, acessado em janeiro 13, 2026, https://casacor.abril.com.br/pt-BR/noticias/arquitetura/parque-da-cidade-conheca-parque-belem-construido-cop30
- Belém faz 410 anos com bolo, festa popular e Ver-O-Peso revitalizado, acessado em janeiro 13, 2026, https://diariodopara.com.br/belem/belem-faz-410-anos-com-bolo-festa-popular-e-ver-o-peso-revitalizado/
- Prefeitura entrega todo o Complexo Ver-o-Peso no aniversário de Belém, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.guaranyjunior.com.br/2026/01/12/prefeitura-entrega-todo-o-complexo-ver-o-peso-no-aniversario-de-belem/
- Governo do Pará vai entregar o Parque Olímpico Mangueirão na próxima terça-feira (13), acessado em janeiro 13, 2026, https://agenciapara.com.br/noticia/73816/governo-do-para-vai-entregar-o-parque-olimpico-mangueirao-na-proxima-terca-feira-13
- Ver-o-Peso: uma inspiração Amazônica – Feito Brasil, acessado em janeiro 13, 2026, https://feitobrasil.com/blogs/blog-feito/ver-o-peso-uma-inspiracao-amazonica
- Ver-o-peso – Wikipedia, acessado em janeiro 13, 2026, https://en.wikipedia.org/wiki/Ver-o-peso
- Mercado de Ferro – Restauração e Conservação – 2010/2015 – IPHAN, acessado em janeiro 13, 2026, http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Mercado_de_ferro_ver_o_peso_belem.pdf
- Belém celebra 410 anos com entrega completa do Complexo do …, acessado em janeiro 13, 2026, https://diariodopara.com.br/belem/belem-celebra-410-anos-com-entrega-completa-do-complexo-do-ver-o-peso/
- Belém celebra 410 anos com entrega do Ver-o-Peso e grande festa, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.guaranyjunior.com.br/2026/01/12/belem-celebra-410-anos-com-entrega-do-ver-o-peso-e-grande-festa/
- Corte do bolo de 15 metros celebra 410 anos de Belém com …, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.oliberal.com/belem/corte-do-bolo-de-15-metros-celebra-410-anos-de-belem-com-sabores-amazonicos-no-ver-o-peso-1.1070637
- População faz festa após conseguir pedaço de bolo do aniversário de Belém; veja curiosidades do doce – O Liberal, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.oliberal.com/belem/populacao-faz-festa-apos-conseguir-pedaco-de-bolo-do-aniversario-de-belem-veja-curiosidades-do-doce-1.1070659
- Belém 410 anos: festa de aniversário da capital terá missa, bolo e entrega do Complexo do Ver-o-Peso – O Liberal, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.oliberal.com/belem/belem-410-anos-festa-de-aniversario-da-capital-tera-missa-bolo-e-entrega-do-complexo-do-ver-o-peso-1.1069644
- Belém celebra 410 anos com missa, bolo gigante e entrega de obra histórica – YouTube, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.youtube.com/shorts/m7VZPkf42tA
- Missa na Catedral Metropolitana marca início da programação de …, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.oliberal.com/belem/missa-na-catedral-metropolitana-marca-inicio-da-programacao-de-aniversario-de-belem-nesta-segunda-1.1070544
- Belém acelera obras para a COP30 – Revista O Empreiteiro, acessado em janeiro 13, 2026, https://revistaoe.com.br/belem-obras-cop30-2/
- Com a maioria das obras em mais de 90% de execução, Belém se prepara para receber o mundo – COP30, acessado em janeiro 13, 2026, https://cop30.br/pt-br/noticias-da-cop30/com-a-maioria-das-obras-em-mais-de-90-de-execucao-belem-se-prepara-para-receber-o-mundo
- Construído pelo Estado, Parque da Cidade já pode ser visto pela população de Belém, acessado em janeiro 13, 2026, https://agenciapara.com.br/noticia/65111/construido-pelo-estado-parque-da-cidade-ja-pode-ser-visto-pela-populacao-de-belem
- Parque da Cidade: Sustentabilidade e Tecnologia para a COP-30 em Belém – Arcadis, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.arcadis.com/pt-br/novidades/latin-america/brazil/2025/5/parque-da-cidade-sustentabilidade-na-cop-30
- Aos 410 anos, Belém se renova com investimentos históricos do Governo do Pará, acessado em janeiro 13, 2026, https://www.agenciapara.com.br/noticia/73856/aos-410-anos-belem-se-renova-com-investimentos-historicos-do-governo-do-para
- Obras do Mercado de São Brás estão 55% concluídas e seguem em …, acessado em janeiro 13, 2026, https://codem.belem.pa.gov.br/obras-do-mercado-de-sao-bras-estao-55-concluidas-e-seguem-em-ritmo-acelerado/
- CBF vistoria estádio Novo Mangueirão, em Belém, para eliminatórias da Copa 2026, acessado em janeiro 13, 2026, https://para.deamazonia.com.br/?q=505-conteudo-250274-cbf-vistoria-estadio-novo-mangueirao-em-belem-para-eliminatorias-da-copa-2026
- Belém se renova com investimentos históricos do Governo do Pará, acessado em janeiro 13, 2026, https://aprovinciadopara.com.br/belem-se-renova-com-investimentos-historicos-do-governo-do-para/
Capítulo 1: O Veropa Tá de Cara Nova – O Coração da Festa
Égua, maninho! Se tu achas que já viu festa, é porque não tava no Ver-o-Peso nesse dia 12. O nosso Veropa, que é o coração da cidade e candidato a Patrimônio Mundial, tá só o filé. Depois de tanta espera, ele foi devolvido pra galera totalmente ajeitado, sem perder aquela identidade que é a cara do caboclo.
1.1. O Mercado de Carne: Só a Pavulagem do Chico Bolonha
A cereja do bolo — ou melhor, a castanha do nosso bolo — foi a entrega do Mercado de Carne Francisco Bolonha. Mano, o negócio tá chibata! Aquele prédio é do tempo da Belle Époque, quando Belém queria ser chique igual a Europa e trazia ferro de lá de fora. Mas, cá pra nós, tava precisando de um trato porque a maresia castiga e o ferro tava pedindo socorro.
A reforma não foi meia tigela não. A Prefeitura investiu uma grana (mais de 6 milhões de reais!) pra deixar tudo nos trinques. E ó, não foi só pintura não, foi restauro de rocha, tudo fiscalizado pelo IPHAN pra garantir que a história tá preservada.
Agora, quem entra lá vê 99 permissionários trabalhando bonito. Tem o açougue tradicional, tem as erveiras com os banhos de cheiro pra tirar a panema e tem comida boa num lugar limpinho. O mercado virou um ponto turístico bacana pra quem quer comer bem sem medo de ser feliz. Te mete!
1.2. Adeus, Pitiú! Saneamento é o Bicho
Agora, parente, presta atenção nessa: fizeram uma obra que a gente pisa em cima e nem vê, mas sente a diferença. Pela primeira vez na vida, o Veropa ganhou rede de esgoto de verdade! Foram uns 4.100 metros de tubulação pra acabar com aquele descarte feio na Baía.
Isso é pai d'égua por vários motivos:
Saúde: Acabou aquela inhaca de sujeira indo pro rio.
Qualidade: O peixe e o açaí agora são manuseados com mais higiene.
Turismo: O famoso pitiú brabo foi embora. Agora o turista passeia sentindo só o cheiro do Pará, sem torcer o nariz.
O prefeito Igor Normando falou que isso devolve a dignidade pro trabalhador. E é mermo é, porque ninguém merece trabalhar no meio da sujeira.
1.3. O Bolo do Povo e a Festa da Galera
A bumbarqueira começou cedo. Depois da reza na Catedral, as autoridades — prefeito, vice-governadora e ministro — baixaram lá no Veropa. Mas o povo tava mesmo era de olho no bolo!
Às 10 da manhã, a galera se juntou pra cantar parabéns. E não era qualquer bolo não, era recheado de cupuaçu e bacuri, bem regional. Na hora de cortar, mano, quem tava brocado aproveitou! Foi aquela confusão gostosa, cada um garantindo o seu pedaço. Teve até dois senhores que saíram rindo à toa com seus pratos, numa felicidade que viralizou.
É isso, mano. O Ver-o-Peso é onde o caboco, o doutor e o turista se misturam. É a nossa identidade, escovada e renovada, pronta pra mais 400 anos.
Capítulo 2: A Reza Forte na Sé – Fé, Tradição e a Autoridade na Missa
Antes mesmo do sol começar a estalar na moleira de quem tava no mercado, Belém foi buscar a benção. Porque tu sabes, né? O paraense pode gostar de uma fulhanca, mas nunca esquece da fé. A programação do dia 12 começou pontualmente às 8h da matina, com uma Missa de Ação de Graças que misturou a devoção do povo com a beca das autoridades.
2.1. A Sé: Onde Tudo Começou e a Fé se Firma
A escolha da Catedral da Sé não foi à toa, mano. Ali na Cidade Velha é o nosso marco zero, onde a cidade nasceu lá em 1616. É o berço espiritual da galera e de onde sai a Corda do Círio. Celebrar os 410 anos ali é mostrar que a gente respeita a raiz.
Quem comandou o rito foi o monsenhor Ronaldo Menezes, que falou bonito sobre gratidão e esperança. Na homilia, ele mandou a real: disse que aquela missa não era só protocolo não, era um “momento de fé” de rocha. Ele exaltou a força do povo belenense, que é duro na queda e aguenta o tranco dos desafios seculares com a cabeça erguida.
2.2. O Prefeito na Palavra e a Caminhada da Fé
E olha só quem não ficou só de mutuca na missa: o prefeito Igor Normando. A galera ficou de olho quando ele subiu no altar pra fazer a Primeira Leitura. O homem soltou a voz com o texto do profeta Miquéias, falando de justiça e dias melhores — tudo a ver com essa fase nova de renovação que a cidade tá vivendo.
A igreja tava entupida de gente graúda: vereador, secretário, liderança comunitária… parecia uma reunião de condomínio, mas abençoada! Quando acabou a cerimônia, ficou aquele clima de “missão cumprida”. Dali, a comitiva desceu o adro da Sé e pegou o beco rumo ao Ver-o-Peso. Foi uma caminhada bonita, conectando a fé da igreja com a força do nosso mercado, repetindo o caminho que a cidade faz há séculos.
Foi pai d'égua ver a mistura do sagrado com a festa, mostrando que em Belém, tudo termina em comunhão (e depois, claro, num açaí com peixe frito).
Capítulo 3: O Legado da COP30 – Belém Tá Outra, Parente!
Égua, mano! Pra entender essa festa de 410 anos, a gente tem que voltar um pouquinho no tempo e lembrar da COP30, que rolou em novembro de 2025. Aquilo ali foi o bicho! Foi o empurrão que a cidade precisava pra sair da pindaíba em certas áreas.
O negócio foi tão sério que “choveu” dinheiro na nossa horta: mais de R$ 4 bilhões de recursos federais, fora o que o estado e o município botaram. Com essa bufunfa toda, a cidade virou um canteiro de obras e agora, em 2026, a gente tá usufruindo de tudo. Belém tá transformada, de rocha!
3.1. Parque da Cidade: O Novo Pulmão (e que Pulmão, Parente!)
O símbolo maior dessa mudança toda é o tal do Parque da Cidade. Lembra do antigo Aeroclube lá na Sacramenta? Pois é, esquece! Agora lá tem um parque maceta de 500 mil metros quadrados. É a maior intervenção que o estado fez nos últimos 100 anos.
Na época da COP, o parque foi a casa da “Zona Azul” e da “Zona Verde”, onde os gringos e a nossa galera debatiam o clima. Agora, o espaço é nosso!
Mato Verde: Plantaram mais de 1.500 árvores nativas e 190 mil plantas ornamentais. Onde era só concreto e quentura, agora tem um ventinho bacana.
Tecnologia Daora: O parque é cheio de manja. Tem uns jardins filtrantes (wetlands) que tratam o esgoto usando só plantas, sem gastar energia. É tipo mágica, mas é ciência pura limpando a água. E a energia? Tudo solar, pai d'égua!
Pra quem tá Brocado: Tem o Centro Gastronômico pra gente encher o bucho e o Centro de Economia Criativa. Belém continua mandando ver na comida boa.
Ah, e aquelas estruturas provisórias da ONU? Já tão desmontando e até fevereiro sai tudo. Aí o parque fica 100% pra gente perambular e curtir.
3.2. A Batalha Contra o Toró: Adeus, Alagamento!
Se o parque é bonito de ver, tem obra que a gente não vê tanto, mas sente quando cai aquele pé d'água. Estamos falando da macrodrenagem da Bacia do Tucunduba. Aquilo ali era um sufoco, mano. Qualquer toró e a galera ia pro fundo.
Mas agora a conversa é outra. O governo entregou os canais da Vileta, União, Leal Martins, Timbó, Gentil e Cipriano Santos tudo ajeitado.
Impacto na Galera: Isso ajudou umas 300 mil pessoas lá do Guamá, Terra Firme, Canudos e Marco. Acabou aquela história de vala a céu aberto e pontinha de madeira capenga. Agora é tudo urbanizado, com asfalto e esgoto tratado.
A Voz do Povo: A Dona Elizabete Pinheiro, de 75 anos, mandou o papo reto: “Para nós, isso aqui já mudou para melhor. Esse trabalho é muito maravilhoso”.
Ou seja, parente, acabaram de tapar o sol com a peneira. Fizeram o serviço direito e agora quem mora lá não precisa mais ficar embiocado em casa quando chove. É dignidade.
Capítulo 4: O Mercado de São Brás Tá Chibata de Moderno
Égua, maninho! Se o Ver-o-Peso é a nossa raiz, o Mercado de São Brás chegou em 2026 pra mostrar que Belém também sabe ser chique e cosmopolita. O negócio foi entregue antes da COP30 e, vou te falar, gastaram uma grana — cerca de R$ 118 milhões — pra deixar tudo nos trinques.
4.1. Uma Mistura que Deu Certo: Tradição com Ar de Rico
O projeto foi malamá? Que nada! Foi pai d'égua porque conseguiu resolver um problema sério: como deixar moderno sem expulsar a nossa gente.
Tá Bonito: Ajeitaram a estrutura histórica todinha, valorizando a cara antiga do mercado.
Só a Pavulagem: Agora tem mezanino, elevador e — te mete! — área climatizada pra ninguém suar o bigode. Tem restaurante gourmet, café de rico e loja de artesanato fino. Mas o melhor é que as nossas tradicionais “boeiras” continuam lá, firmes e fortes, vendendo aquela comida daora. É a mistura do caboclo com o turista.
O Entorno: Adeus, Visagem!
E não foi só dentro não, mano. A obra deu um jeito no bairro todo. Lembra do antigo “curvão”? Aquilo ali era meio escroto, dava até medo de visagem e o trânsito era um rolo. Agora? Ganhou asfalto novo, drenagem pra não alagar e iluminação de LED que deixa tudo claro como o dia.
Virou um “boulevard” bacana pra gente perambular sem medo. O Mercado de São Brás agora é o point da noite, lugar pra levar a gata ou o bofinho, curtir uma cultura e mostrar que Belém tá com tudo no turismo.
Capítulo 5: O Novo Mangueirão – Onde a Galera se Encontra e o Esporte é Estorde!
Égua, maninho! Se tu achavas que a festa era só missa e mercado, te enganaste feio. A semana do aniversário da cidade guardou um presente pai d'égua pros nossos curumins, cunhantãs e pra quem curte suar a camisa. Nessa terça-feira, dia 13 de janeiro de 2026, rolou a inauguração oficial do Parque Olímpico Mangueirão.
5.1. Uma Cidade Olímpica na Amazônia: Te Mete!
O negócio tá localizado lá no complexo do Estádio Olímpico do Pará (o nosso Novo Mangueirão) e na Arena Guilherme Paraense (o Mangueirinho). Onde antes era só estacionamento vazio ou mato servindo de terreno baldio, a Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) fez uma mágica e transformou num legado esportivo que vai durar uma vida.
A estrutura tá só o filé, padrão internacional mesmo:
Pra Suar o Bigode: Tem duas quadras poliesportivas e dois campos de areia (pro beach tennis e pro futevôlei, que a gente não dispensa). Tem também pista de corrida pra quem quer ficar em forma e área pros skatistas mandarem aquelas manobras radicais.
Pra Todo Mundo: O projeto é inclusivo de rocha! Tem banheiro adaptado e estrutura acessível pra ninguém ficar de fora, com atividades do programa “Parádesporto”.
Bumbarqueira na Estreia: A inauguração foi uma fulhanca! Teve aulão de Fit Dance, Pilates, ginástica rítmica e capoeira. Teve até um “GeekParque” pra juventude que curte cultura pop e tecnologia se reunir.
Esse lugar é muito importante, parente. É um lazer de primeira qualidade pra quem mora ali na baixada, principalmente pra galera do Bengui e da Cabanagem. O esporte tira a molecada da rua e diminui a vulnerabilidade social. E fica de mutuca: a CBF já veio ispiar tudo porque Belém tá pronta pra receber jogo das eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. É pavulagem demais pra uma cidade só!]
Capítulo 7: A Nossa Identidade – A Belém de 410 Anos tá Cheia de Pavulagem
Égua, mano! Ao completar 410 anos, Belém bateu no peito e disse: “Eu sou a Metrópole da Amazônia, te mete!”. A cidade tá se mostrando como aquele caldeirão de cultura que a gente conhece: uma mistura pai d'égua da tradição indígena, da herança portuguesa, da força africana e agora dessa modernidade gringa que chegou junto.
7.1. A Cidade das Águas e das Ilhas: O Rio é Nosso Parceiro
Sabe o que tá chibata? É que Belém fez as pazes com o rio. Com a orla toda ajeitada e os terminais hidroviários modernos — tipo o Terminal Turístico da Tamandaré e o Terminal de Outeiro —, a cidade voltou a olhar pro rio com carinho, não só como estrada, mas como a nossa cara.
A conexão com as nossas ilhas (Combu, Mosqueiro, Outeiro, Cotijuba) ficou selada. Agora, o caboclo ribeirinho vem pra cidade e volta pra casa com muito mais dignidade e segurança, sem passar perrengue. A gente entendeu de vez que a água é nossa rua e nosso quintal.
7.2. A Moral lá no Alto: O Caboclo Tá se Achando
Tu escutas em todo canto, do mercado ao escritório: a tal da “autoestima” voltou. O belenense, que passou anos ouvindo que a cidade tava “no balde” ou abandonada, agora tá cheio de pavulagem, se sentindo o anfitrião do mundo.
O sucesso da COP30 e a entrega dessas obras todas fizeram a gente recuperar o orgulho. Belém hoje é histórica e futurista ao mesmo tempo. Aquele corte do bolo lá no Ver-o-Peso, com a galera feliz da vida, foi a prova de que a gente se sente dono disso tudo de novo. O povo tá feliz, brocado de orgulho e não baixa a cabeça pra ninguém.
Dados Consolidados do Aniversário de 410 Anos
Pra tu não achares que é só léro-léro ou potoca da minha cabeça, espia só as tabelas aqui embaixo. A reportagem juntou os dados tudinho pra mostrar o tamanho dessa festa.
Conclusão: O Futuro Começa Agora – Segura que Belém tá Chibata!
Égua, maninho! Quando a buca da noite caiu neste dia 12 de janeiro de 2026, Belém fechou a conta desse aniversário de 410 anos no lucro, e no lucro mermo. O saldo foi só o filé! A cidade que sai dessa festa tá mais purruda, mais limpa (sem aquele pitiú de antes) e ligada no seu papel pro mundo todo ver.
A equipe do ver-o-peso.com não ficou de toca: a gente ispiô uma metrópole que tá na bicuda, sempre em movimento. Esses 410 anos de história são a nossa base forte, nosso alicerce, e não um peso morto pra segurar a gente no fundo. As obras que entregaram — desde o Mercado de Carne, que ficou um brinco e cheio de pavulagem, até aquele Parque da Cidade que é maceta de tecnológico — provaram uma coisa: dá sim pra crescer e ficar moderno respeitando a nossa mata e o nosso passado.
Agora, parente, o papo é reto pro ano 411: o desafio é não deixar ninguém na mão. Essa transformação toda tem que chegar em cada beco, em cada canal lá da baixada e em cada ilha dessa nossa cidade arquipélago. A nossa moral, a nossa autoestima, já foi recuperada e a gente tá se achando! Agora, resta fazer isso virar vida boa de rocha pra todo mundo.
Belém, a obra-prima da Amazônia, tá pronta. Pode vir mais 400 anos que a gente aguenta o tranco. Te mete!


